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27ª FENASUCRO & AGROCANA amplia visão de mercado com destaque para o setor de bioenergia

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A FENASUCRO & AGROCANA, a maior feira do mundo exclusivamente voltada ao setor sucroenergético, acontecerá de 20 a 23 de agosto em Sertãozinho/SP – um dos principais polos da indústria sucroenergética e de produção de cana-de-açúcar. Em sua 27ª edição, o evento se consolida também como vitrine do setor de bioenergia, seguindo a tendência mundial de sustentabilidade.

Além de sua vocação na geração de conhecimento e oportunidade de atualização para os profissionais do mercado, a FENASUCRO & AGROCANA apresentará soluções e conteúdos voltados para bioenergia. Através do tema “Renovando seus negócios”, a feira mostra como o setor oferece diversas possibilidades dentro de sua cadeia de produção.

“É um ano em que o otimismo está predominando no mercado e as expectativas para a feira são muito positivas. Às vésperas de entrar em vigor, o RenovaBio já mostrou sua força para os negócios deste mercado. Percebemos considerável aumento dos investimentos em cogeração de energia e na renovação tecnológica das usinas, mostrando que o setor vive um bom momento, isso já vem se refletindo diretamente nos resultados comerciais da FENASUCRO & AGROCANA deste ano”, explica o diretor da feira, Paulo Montabone.

Para o presidente do CEISE Br, Luis Carlos Jorge, a notícia de que o governo federal irá autorizar o setor de biocombustíveis a expedir debêntures incentivadas e captar recursos, visando impulsionar o Renovabio, reforça o cenário mais positivo para toda a cadeia da cana-de-açúcar, produtora de açúcar, etanol e energia.

“Mais do que ampliação e renovação dos canaviais, e das reformas e aquisição de novos equipamentos para aumento de produtividade e eficiência por parte das usinas, a medida poderá ainda abranger investimentos em infraestrutura e logística”, aponta Jorge.

Relevância da Bioenergia

Segundo o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018, da Agência Internacional de Energia (AIE), o Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente entre os grandes consumidores globais de energia, sendo a nação com maior participação de fontes renováveis. O estudo aponta ainda que o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente em função da bioenergia – nos transportes e na indústria e da hidroeletricidade, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.

Já o relatório divulgado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) mostra que, em julho de 2018, devido à safra da cana, a biomassa chegou a representar 7.8% da energia da matriz energética brasileira.

“Esses dados destacam a relevância da bioenergia na matriz energética brasileira e mostram que o país e nosso setor têm feito as escolhas certas, através de leis claras e com previsibilidade, como é o caso do Renovabio”, afirma Montabone.

“A bioenergia está entrando em um novo ciclo e o setor vem se preparando para isso, com responsabilidade e planejamento, o que poderá fazer da Fenasucro & Agrocana termômetro principal da tão esperada retomada”, reforça Jorge.

Destaques da 27ª edição

No contexto da bioenergia e seguindo a força do Renovabio, a FENASUCRO & AGROCANA trará como um dos destaques deste ano a produção de energia a partir da biomassa e a produção do etanol à base de milho, mercado que vem avançando no Brasil. Segundo estimativas da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção apresentará aumento de 67% em relação ao último ano.

Além da indústria de biodiesel e energia renovável, a feira também apresentará as principais soluções e inovações para os setores de Alimentos e Bebidas, Papel e Celulose e Transporte e Logística. “Esse último tem um papel fundamental já que corresponde a cerca de 30% do custo final do produto. Por isso, neste ano, iremos abordar os novos desafios para o mercado, como a redução de custos através da logística integrada e avançada”, explica Montabone.

Também estão confirmadas as rodadas de negócios nacionais e internacionais que visam, principalmente, incentivar e impulsionar a geração de negócios dentro do evento. Em 2018, mais de 700 reuniões – tanto envolvendo compradores estrangeiros como nacionais – foram realizadas com este foco.

A 27ª edição da FENASUCRO & AGROCANA contará com representantes de 100% das usinas do Brasil e de outros 43 países, além de mais de 1.000 marcas expositoras com apresentação de cerca de 3 mil produtos. A expectativa é receber aproximadamente 39 mil visitantes compradores no evento, que devem movimentar por volta de R$ 4 bilhões em negócios fechados ao longo do ano.

Conhecimento e informação para o setor

Nesta edição, mais uma vez, a geração de conhecimento é um dos focos principais. Mais de 350 horas de conteúdo estão confirmadas e acontecerão nas Arenas de Conteúdo espalhadas pelo evento. “Um dos pilares mais fortes da feira são os eventos de conteúdo e, mais uma vez, teremos uma agenda diversificada para atualização dos profissionais da cadeia bioenergética”, afirma Montabone.

Realizada pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a FENASUCRO & AGROCANA acontece no Centro Empresarial Zanini, em Sertãozinho.

 Assessoria em Comunicação

Vendas de etanol hidratado no Centro-Sul registram recorde em maio

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O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul no mercado interno atingiu 2,85 bilhões de litros em maio, com crescimento de 50,64% na comparação com o volume registrado em igual período de 2018.

Desse total, as vendas de hidratado no mercado doméstico se destacaram mais uma vez, atingindo 2,05 bilhões de litros. Esse volume representa um novo recorde nas vendas do biocombustível para o mês de maio.

O crescimento de 53,19% nas vendas mensais de hidratado também incorpora o impacto da greve dos caminhoneiros que interrompeu as atividades de produção e vendas por alguns dias nesse período no ano passado.

O volume de etanol anidro direcionado ao mercado interno, por sua vez, alcançou 805,33 milhões de litros em maio, registrando aumento de 44,53% em relação aos 557,20 milhões vendidos no mesmo mês de 2018.

Para Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA, “o resultado histórico decorre da competitividade do hidratado frente à gasolina e da recomposição dos estoques operacionais dos distribuidores e nos dutos”. No caso do etanol anidro, é oportuno mencionar que a maior entrega do biocombustível pelas unidades produtoras também foi influenciada pela redução da importação de etanol, ampliação da operação de cabotagem e das transferências para atendimento da demanda na região Norte-Nordeste, acrescentou o executivo.

No acumulado da safra, as vendas de etanol pelo Centro-Sul somaram 5,51 bilhões de litros – 3,91 bilhões de hidratado e 1,60 bilhão de anidro. Daquele total, 203,89 milhões de litros foram para exportação e 5,31 bilhões para o mercado interno – com destaque para as vendas domésticas de hidratado que registraram aumento acumulado de 44,65% sobre o último ano safra.

Moagem e qualidade da matéria-prima

A quantidade de cana processada no Centro-Sul atingiu 44,01 milhões de toneladas na segunda quinzena de maio. O resultado é 34,87% superior às 32,63 milhões registradas no mesmo período de 2018. No acumulado da safra 2019/2020 até 1 de junho, a moagem alcançou 128,40 milhões de toneladas, contra 135,58 milhões contabilizadas em igual período do ciclo anterior.

A qualidade da matéria-prima processada na segunda quinzena de maio, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), indica queda de 5,92%, atingindo 125,49 kg por tonelada em 2019 contra 133,39 kg verificados na mesma quinzena do último ano. No acumulado até 1 de junho deste ano, o indicador de qualidade atingiu 118,52 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar – 4,14% abaixo do valor apurado na safra 2018/2019.

Com relação à produtividade agrícola, dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para uma amostra de 75 empresas, indica que o rendimento médio da área colhida em maio atingiu 88,81 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, aumento de 5,58% em relação ao índice apurado no mesmo mês de 2018. No acumulado da safra, a produtividade alcançou 84,28 toneladas por hectare, crescimento de 3,00% ante o valor apurado no mesmo período do ciclo 2018/2019 (81,83 toneladas por hectare).

“Apesar do crescimento observado na produtividade acumulada, a maior retração na qualidade da matéria-prima ainda leva a uma redução próxima a 1,30% ou 120 quilos de ATR por hectare colhido até 1 de junho”, explica Rodrigues.

Em relação ao número de usinas em operação, nesse ano 245 empresas registraram moagem até dia 31 de maio, contra 249 unidades industriais em igual data do último ano. Para a primeira quinzena de junho, a expectativa é de que 10 empresas devem iniciar o processamento na safra 2019/2020.

Produção de açúcar e etanol

A produção de etanol hidratado e anidro na quinzena totalizaram 1,42 bilhão de litros e 723,04 milhões de litros, respectivamente. Esse volume decorre da maior moagem na quinzena e, principalmente, do mix de produção mais alcooleiro.

No acumulado desde o início da safra, 66,59% da cana foi direcionada à produção do renovável, confirmando a expectativa de maior atratividade do etanol frente ao açúcar.

Do total produzido, o etanol fabricado a partir de milho foi responsável por 48,59 milhões de litros na quinzena. No acumulado desde o início da safra, foram fabricados 201,06 milhões de litros de etanol, registrando crescimento de 71,95% em relação ao volume produzido em igual período do ano passado.

A produção de açúcar, por sua vez, registrou crescimento de 38,51%, alcançando 1,86 milhão de toneladas na segunda metade de maio ante 1,34 milhão de toneladas produzidas no último ano.

No acumulado desde o início da safra, a produção de açúcar soma 4,84 milhões de toneladas. Já o volume acumulado de etanol alcançou 6,17 bilhões de litros, sendo 1,68 bilhão de litros de anidro e 4,49 bilhões de litros de hidratado.

“As condições de mercado observadas até o momento não geram estímulos para uma intensificação na produção de açúcar, que atingiu apenas 37,73 kg de açúcar por tonelada de cana nesta safra contra um índice de 40,59 kg no mesmo período da safra passada”, lembrou o executivo da UNICA.

Unica

Safra de cana-de-açúcar começa mais alcooleira no Centro-Sul

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O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil atingiu 13,86 milhões de toneladas na primeira quinzena de abril, com queda superior a 8 milhões de toneladas (37,99%) em relação à moagem apurada no mesmo período de 2018.

Segundo o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “a programação de início de moagem na safra 2019/2020 deveria seguir o padrão tradicional observado todos os anos. Mas as chuvas registradas no início de abril dificultaram tanto a colheita nas usinas que estavam em operação quanto o início de moagem em outras unidades, atrapalhando o cumprimento do cronograma previsto”.

A previsão era de que 176 usinas estivessem em atividade até 15 de abril. Mas até essa data, apenas 150 empresas efetivamente começaram safra no Centro-Sul, contra 174 em 2018. Assim, 64 reprogramaram o início de suas operações para a segunda metade do mês.

Apesar da queda na moagem, a safra 2019/2020 começou ainda mais alcooleira do que a anterior, com 76,45% da cana-de-açúcar processada na primeira metade de abril direcionada à produção de etanol. No ciclo anterior, este percentual foi de 68,65%.

Com isso, a produção de açúcar somou apenas 339,80 mil toneladas, menos da metade da quantidade fabricada na mesma quinzena de 2018 (712,54 mil toneladas). A produção de etanol, por sua vez, alcançou 736,73 milhões de litros (662,39 milhões de litros de etanol hidratado e 74,34 milhões de litros de etanol anidro).

“Com o retorno das condições climáticas à normalidade, as unidades restabeleceram o ritmo normal de processamento. Nesse momento, a operacionalização da colheita é realizada normalmente no Centro-Sul”, explicou Rodrigues.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades da região Centro-Sul somaram 1,18 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de abril, sendo 6,92 milhões de litros destinados à exportação e 1,17 bilhão de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado alcançou 863,17 milhões de litros, contra 852,35 milhões de litros apurados na última quinzena de março de 2019 e 599,62 milhões de litros verificados na primeira metade de abril de 2018 – trata-se de uma crescimento de 43,95% advindo da manutenção da competitividade do etanol hidratado e da necessidade de recomposição de estoque dos distribuidores.

As vendas internas de etanol anidro totalizaram 306,02 milhões de litros na primeira quinzena de abril de 2019, contra 323,92 milhões de litros em igual período da safra passada. Os volumes entregues pelos produtores do Centro-Sul já começam a incorporar de forma mais significativa as transferências para o consumo na região Norte-Nordeste do País.

Apesar do atraso no início da safra, o estoque de passagem de etanol anidro e de hidratado mantido pelos produtores da região Centro-Sul se manteve em nível elevado, superando 700 milhões de litros no caso do hidratado e 600 milhões de litros de etanol anidro no começo de abril.

Para Rodrigues “eventuais problemas de abastecimento do renovável não ocorreram por falta de produto nas usinas, mas por problemas logísticos relacionados à retirada e à distribuição do renovável”.

“É comum os distribuidores reduzirem seus estoques operacionais a partir do final de março quando o início de uma nova safra se aproxima e os preços usualmente começam a cair. Esse movimento aconteceu em 2019; porém o período mais chuvoso em abril pode ter provocado algum problema logístico pontual para uma ou outra distribuidora que não se preparou para essa condição”, acrescentou o executivo.

Unica

Moagem no Centro-Sul atinge 1,59 milhão de toneladas na primeira quinzena de março

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As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,59 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de março, queda de 53,48% em relação à moagem do mesmo período de 2018 (3,42 milhões de toneladas).

Para o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “a menor moagem se deve ao menor número de unidades em operação neste ano e ao clima mais chuvoso no início de março, que dificultou a operacionalização da colheita”.

Nos primeiros quinze dias de março, 27 unidades registraram moagem de cana, além de outras seis com fabricação de etanol de milho. No mesmo período de 2018, 50 unidades estavam em operação.

Sobre o etanol de milho, 52,76 milhões de litros foram produzidos na primeira metade de março, o maior volume quinzenal já apurado desde o início da série. A produção acumulada até o momento somou 745,05 milhões de litros, contra 490,14 milhões de litros no ciclo passado. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de março de 2019, a moagem somou 566,05 milhões de toneladas, queda de 3,82% na comparação com o índice apurado no mesmo período do ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar registrada na primeira quinzena de março atingiu apenas 9,08 mil toneladas, redução de 80,95% frente à quantidade verificada no mesmo período de 2018. A produção de etanol, por sua vez, totalizou 141,90 milhões de litros, com a hidratação (conversão de etanol anidro para etanol hidratado) de 32 milhões de litros. No acumulado desde o início da safra corrente, a produção de etanol anidro alcançou 9,10 bilhões de litros, enquanto a de etanol hidratado 21,46 bilhões de litros. Assim, no agregado, o volume de etanol fabricado até 16 de março de 2019 atingiu 30,56 bilhões de litros, crescimento de 19,11% em relação ao valor observado em igual período do ciclo 2017/2018.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de março, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 1,22 bilhão de litros, sendo 37,83 milhões destinados à exportação e 1,18 bilhão de litros ao mercado doméstico. No mercado doméstico, mais uma vez as vendas de etanol hidratado foram destaque, atingindo 824,12 milhões de litros nos primeiros quinze dias de março, com crescimento de 23,51% em relação ao volume comercializado no mesmo período de 2018.

Para Rodrigues, “o preço do etanol hidratado continua atrativo e os consumidores estão optando pelo seu uso ”. Contudo, o executivo ressalta que o aumento no valor do biocombustível em algumas regiões do Brasil nas últimas semanas não guarda relação com o preço recebido pelo produtor – segundo o indicador diário publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA – ESALQ/USP) o valor ao produtor recuou 8% nos 10 últimos dias. As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, atingiram 363,67 milhões de litros na primeira metade de março. No acumulado desde o início da safra até o dia 16 de março, as vendas de etanol anidro ao mercado interno somaram 8,09 bilhões de litros. Já o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 20,05 bilhões de litros, crescimento surpreendente de 35,60% na comparação com o mesmo período da safra 2017/2018.