Safra de cana-de-açúcar começa mais alcooleira no Centro-Sul

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O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil atingiu 13,86 milhões de toneladas na primeira quinzena de abril, com queda superior a 8 milhões de toneladas (37,99%) em relação à moagem apurada no mesmo período de 2018.

Segundo o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “a programação de início de moagem na safra 2019/2020 deveria seguir o padrão tradicional observado todos os anos. Mas as chuvas registradas no início de abril dificultaram tanto a colheita nas usinas que estavam em operação quanto o início de moagem em outras unidades, atrapalhando o cumprimento do cronograma previsto”.

A previsão era de que 176 usinas estivessem em atividade até 15 de abril. Mas até essa data, apenas 150 empresas efetivamente começaram safra no Centro-Sul, contra 174 em 2018. Assim, 64 reprogramaram o início de suas operações para a segunda metade do mês.

Apesar da queda na moagem, a safra 2019/2020 começou ainda mais alcooleira do que a anterior, com 76,45% da cana-de-açúcar processada na primeira metade de abril direcionada à produção de etanol. No ciclo anterior, este percentual foi de 68,65%.

Com isso, a produção de açúcar somou apenas 339,80 mil toneladas, menos da metade da quantidade fabricada na mesma quinzena de 2018 (712,54 mil toneladas). A produção de etanol, por sua vez, alcançou 736,73 milhões de litros (662,39 milhões de litros de etanol hidratado e 74,34 milhões de litros de etanol anidro).

“Com o retorno das condições climáticas à normalidade, as unidades restabeleceram o ritmo normal de processamento. Nesse momento, a operacionalização da colheita é realizada normalmente no Centro-Sul”, explicou Rodrigues.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades da região Centro-Sul somaram 1,18 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de abril, sendo 6,92 milhões de litros destinados à exportação e 1,17 bilhão de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado alcançou 863,17 milhões de litros, contra 852,35 milhões de litros apurados na última quinzena de março de 2019 e 599,62 milhões de litros verificados na primeira metade de abril de 2018 – trata-se de uma crescimento de 43,95% advindo da manutenção da competitividade do etanol hidratado e da necessidade de recomposição de estoque dos distribuidores.

As vendas internas de etanol anidro totalizaram 306,02 milhões de litros na primeira quinzena de abril de 2019, contra 323,92 milhões de litros em igual período da safra passada. Os volumes entregues pelos produtores do Centro-Sul já começam a incorporar de forma mais significativa as transferências para o consumo na região Norte-Nordeste do País.

Apesar do atraso no início da safra, o estoque de passagem de etanol anidro e de hidratado mantido pelos produtores da região Centro-Sul se manteve em nível elevado, superando 700 milhões de litros no caso do hidratado e 600 milhões de litros de etanol anidro no começo de abril.

Para Rodrigues “eventuais problemas de abastecimento do renovável não ocorreram por falta de produto nas usinas, mas por problemas logísticos relacionados à retirada e à distribuição do renovável”.

“É comum os distribuidores reduzirem seus estoques operacionais a partir do final de março quando o início de uma nova safra se aproxima e os preços usualmente começam a cair. Esse movimento aconteceu em 2019; porém o período mais chuvoso em abril pode ter provocado algum problema logístico pontual para uma ou outra distribuidora que não se preparou para essa condição”, acrescentou o executivo.

Unica

Moagem no Centro-Sul atinge 1,59 milhão de toneladas na primeira quinzena de março

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As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,59 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de março, queda de 53,48% em relação à moagem do mesmo período de 2018 (3,42 milhões de toneladas).

Para o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “a menor moagem se deve ao menor número de unidades em operação neste ano e ao clima mais chuvoso no início de março, que dificultou a operacionalização da colheita”.

Nos primeiros quinze dias de março, 27 unidades registraram moagem de cana, além de outras seis com fabricação de etanol de milho. No mesmo período de 2018, 50 unidades estavam em operação.

Sobre o etanol de milho, 52,76 milhões de litros foram produzidos na primeira metade de março, o maior volume quinzenal já apurado desde o início da série. A produção acumulada até o momento somou 745,05 milhões de litros, contra 490,14 milhões de litros no ciclo passado. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de março de 2019, a moagem somou 566,05 milhões de toneladas, queda de 3,82% na comparação com o índice apurado no mesmo período do ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar registrada na primeira quinzena de março atingiu apenas 9,08 mil toneladas, redução de 80,95% frente à quantidade verificada no mesmo período de 2018. A produção de etanol, por sua vez, totalizou 141,90 milhões de litros, com a hidratação (conversão de etanol anidro para etanol hidratado) de 32 milhões de litros. No acumulado desde o início da safra corrente, a produção de etanol anidro alcançou 9,10 bilhões de litros, enquanto a de etanol hidratado 21,46 bilhões de litros. Assim, no agregado, o volume de etanol fabricado até 16 de março de 2019 atingiu 30,56 bilhões de litros, crescimento de 19,11% em relação ao valor observado em igual período do ciclo 2017/2018.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de março, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 1,22 bilhão de litros, sendo 37,83 milhões destinados à exportação e 1,18 bilhão de litros ao mercado doméstico. No mercado doméstico, mais uma vez as vendas de etanol hidratado foram destaque, atingindo 824,12 milhões de litros nos primeiros quinze dias de março, com crescimento de 23,51% em relação ao volume comercializado no mesmo período de 2018.

Para Rodrigues, “o preço do etanol hidratado continua atrativo e os consumidores estão optando pelo seu uso ”. Contudo, o executivo ressalta que o aumento no valor do biocombustível em algumas regiões do Brasil nas últimas semanas não guarda relação com o preço recebido pelo produtor – segundo o indicador diário publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA – ESALQ/USP) o valor ao produtor recuou 8% nos 10 últimos dias. As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, atingiram 363,67 milhões de litros na primeira metade de março. No acumulado desde o início da safra até o dia 16 de março, as vendas de etanol anidro ao mercado interno somaram 8,09 bilhões de litros. Já o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 20,05 bilhões de litros, crescimento surpreendente de 35,60% na comparação com o mesmo período da safra 2017/2018.

Biocombustíveis em pauta

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André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás e Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), esteve hoje (19 de março) em Brasília (DF) para reunião com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo, e com o presidente da Frente Parlamentar de Valorização do Setor Sucroenergetico, deputado federal Arnaldo Jardim. Em pauta estavam as demandas do setor e a implementação do Renovabio, política que objetiva traçar uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis.

Demandas do Setor Sucroenergético são entregues ao Vice-presidente da República

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O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, participou nesta quinta-feira de jantar com o vice-presidente da República Antonio Hamilton Martins Mourão.

O presidente da ADIAL, entidade que promoveu o jantar, Otávio Lage Filho e o presidente dos Conselhos Administrativos dos sindicatos de fabricação de etanol e açúcar de Goiás, Marcelo Barbosa, também participaram do encontro.

Na ocasião, André Rocha entregou um documento com as principais demandas do setor, especialmente no que se refere às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos relativas a açúcar e etanol, já que na próxima semana, o Presidente Jair Bolsonaro terá encontro com o Presidente Donald Trump em Washington.

Vendas de etanol superam 5 bilhões de litros no primeiro bimestre de 2019

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As unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,45 bilhões de litros em fevereiro, sendo 2,37 bilhões de litros destinados ao consumo interno e apenas 85,42 milhões ao mercado internacional. Do total comercializado internamente, 653,31 milhões de litros foram de etanol anidro e 1,71 bilhão de litros de etanol hidratado, com expressivo crescimento de 46,62% em relação aos 1,17 bilhão de litros vendidos em fevereiro de 2018. Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), destaca que “o volume de hidratado vendido em fevereiro deste ano representa um recorde histórico para o mês e sinaliza a manutenção das vendas aquecidas do biocombustível”. Com efeito, as vendas de hidratado por dia útil registraram 85,84 milhões de litros em fevereiro, com crescimento de 3,20% em relação aos 83,20 milhões de litros verificados no mês anterior. “Esses números reforçam a opção do consumidor pelo hidratado e indicam que o volume comercializado em fevereiro só apresentou retração em relação a janeiro por causa do menor número de dias úteis”, explicou Pádua. No agregado desde abril de 2018 até 1 de março de 2019, as vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul totalizaram 28,41 bilhões de litros, com 1,48 bilhão de litros direcionados para exportação e 26,93 bilhões de litros ao mercado interno. Desse total destinado ao mercado doméstico, o volume acumulado de etanol hidratado comercializado (19,21 bilhões de litros) representa crescimento de 36,05% na comparação com o valor apurado no mesmo período da safra 2017/2018. Moagem e produção A quantidade de cana processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 543,37 mil toneladas na segunda quinzena de fevereiro de 2019, com toda moagem registrada nos Estados do Mato Grosso do Sul e Goiás. No acumulado desde o início da atual safra 2018/2019 até 01 de março, a moagem somou 564,14 milhões de toneladas, permanecendo abaixo do resultado apurado até a mesma data no ciclo 2017/2018 (585,13 milhões de toneladas). Levantamento atualizado pela UNICA indica que 6 unidades produtoras retomaram a produção na segunda metade de fevereiro. Assim, estão em operação no Centro-Sul 8 unidades processadoras de cana-de-açúcar e 8 plantas com fabricação de etanol a partir de milho. A produção de açúcar registrada nos últimos quinze dias de fevereiro foi ínfima (apenas 2,37 mil toneladas), enquanto o volume fabricado de etanol somou 73,90 milhões de litros. Do biocombustível total fabricado na quinzena, 40,04 milhões de litros referem-se ao etanol de milho. O volume de etanol anidro reprocessado e convertido em etanol hidratado (processo conhecido como hidratação) atingiu 112,06 milhões de litros em fevereiro, sendo 53,11 milhões de litros na segunda quinzena. No agregado desde o início da safra até 01 de março de 2019, a produção de açúcar atingiu 26,36 milhões de toneladas, ante 35,84 milhões de toneladas no mesmo período de 2018. No caso do etanol, a produção acumulada alcançou 30,42 bilhões de litros, dos quais 9,10 bilhões foram de anidro e 21,32 bilhões de hidratado. Este último representa um crescimento de 42,40% quando comparado ao volume acumulado na safra 2017/2018 (14,97 bilhões de litros). Do total de etanol produzido, 692,29 milhões de litros foram fabricados a partir do milho – incremento de 50,90% na comparação com o volume verificado no mesmo período da safra 2017/2018 (458,78 milhões). Unica  

Centro-Sul registra recorde de vendas de etanol hidratado em janeiro

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O volume de etanol hidratado comercializado no mercado interno pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 960,79 milhões de litros na segunda quinzena de janeiro de 2019. Trata-se de um crescimento de 32,34% em relação à quantidade observada no mesmo período do ano anterior (725,99 milhões de litros).

No total de janeiro, as vendas de hidratado atingiram 1,83 bilhão de litros, maior valor já registrado para o primeiro mês do ano, com alta de 32,45% na comparação com janeiro de 2018 (1,38 bilhão de litros). No mercado nacional, o volume de hidratado vendido pelos produtores supera 2 bilhões de litros, visto que a região Norte-Nordeste registrou a comercialização de 185,55 milhões de litros no mês.

“Para o mercado brasileiro, esse volume vendido é surpreendente se considerarmos que ele supera em 2,16% o montante comercializado em dezembro e, mais importante, que em janeiro historicamente se registra queda média de 13% no consumo total de combustíveis leves”, explicou o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues.

Os números reforçam a tendência apontada pelos dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicaram recorde de consumo de etanol hidratado no Brasil em 2018, com 19,38 bilhões de litros comercializados no mercado interno. O volume vendido no País no último ano aumentou 42,1% em relação a 2017, com crescimento próximo a 6 bilhões de litros.

De acordo com Rodrigues, “o mercado de etanol hidratado aquecido durante a safra refletiu a alta competitividade do renovável frente a gasolina na maior parte do mercado consumidor, inclusive nas localidades onde a relação de preços entre eles usualmente não era favorável ao biocombustível”.

Com efeito, a paridade (relação de preços de bomba entre etanol hidratado e gasolina) média observada no Brasil atingiu 66% em 2018. Como consequência, a participação total do etanol (hidratado e anidro) na matriz de combustíveis leves (Ciclo Otto) saltou, em termos energéticos, para 46,1% – a maior registrada no mercado nacional desde 2009.

Segundo dados apurados e publicados pela ANP, esse cenário de preços atrativos se manteve em janeiro e nos primeiros quinze dias de fevereiro deste ano. “Essa condição oferece boas perspectivas de vendas do biocombustível durante os próximos meses de entressafra”, acrescentou Rodrigues.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, verificou-se queda de 9,1% no preço líquido da gasolina na refinaria e de 12,5% no preço praticado pelos produtores na comparação entre janeiro de 2019 e o mesmo mês em 2018. Apesar desse movimento, o preço de bomba da gasolina no mesmo período registrou incremento de 1,5% e o valor pago pelo hidratado caiu 8,1% aos consumidores.

“O preço do hidratado mais vantajoso decorre da maior oferta do biocombustível nessa entressafra, com benefícios econômicos e ambientais ao consumidor paulista”, concluiu o executivo da UNICA.

No caso do etanol anidro, as vendas domésticas alcançaram 370 milhões de litros nos últimos quinze dias de janeiro, indicando recuperação de 13,68% em relação à primeira quinzena do mês. No acumulado mensal, o volume comercializado em janeiro totalizou 695,48 milhões de litros, aquém dos 764,81 milhões de litros verificados no mesmo período de 2018.

Entre abril de 2018 a 1º de fevereiro de 2019, as vendas de etanol pelo Centro-Sul somaram 25,69 bilhões de litros – 18,06 bilhões de litros de etanol hidratado e 7,63 bilhões de litros de etanol anidro.  Deste total, 1,39 bilhão de litros foram para exportação e 24,29 bilhões ao mercado interno. As vendas domésticas de hidratado atingiram 17,49 bilhões de litros na safra 2018/2019, crescimento de 35,10% sobre o último ciclo agrícola.

Moagem de cana-de-açúcar

A quantidade de cana processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 563,42 mil toneladas nos últimos 15 dias de janeiro de 2019. No acumulado desde o início da atual safra 2018/2019, a moagem somou 563,29 milhões de toneladas, permanecendo abaixo do resultado apurado até a mesma data do ciclo 2017/2018 (583,83 milhões de toneladas).

Levantamento atualizado pela UNICA indica que 4 unidades processadoras de cana e 8 de milho permanecem em operação no Centro-Sul.

Produção de açúcar e etanol

No agregado da safra 2018/2019 até 1º de fevereiro de 2019, a produção de açúcar atingiu 26,36 milhões de toneladas, ante 35,83 milhões de toneladas no mesmo período de 2018.

No caso do etanol, a produção acumulada alcançou 30,29 bilhões de litros, dos quais 9,18 bilhões foram de anidro e 21,10 bilhões de hidratado. Este último representa um crescimento de 43,33% quando comparado ao volume acumulado na safra 2017/2018 (14,72 bilhões de litros).

A produção de etanol produzido a partir do milho totalizou 50,80 milhões litros na segunda metade de janeiro. No acumulado do mês, foram fabricados 614,48 milhões de litros, incremento de 56,82% na comparação com o volume verificado no mesmo período da safra 2017/2018 (391,85 milhões).

Unica

Entrevista com André Rocha

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O engenheiro civil é Presidente-Executivo dos Sindicatos da Indústria de Fabricação de Etanol e Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar) e do Fórum Nacional Sucroenergético. No final de 2018 foi eleito 1º Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG). Já foi presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg) e diretor comercial da A.M. Engenharia e Construção Ltda. André é também coordenador em Goiás do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) . Nesta entrevista exclusiva para o Canal-Jornal da Bioenergia, o executivo comenta as expectativas que ele tem em relação aos novos governos, do Brasil e de Goiás.

Canal: O que o setor sucroenergético espera do governo de Jair Bolsonaro?

André Rocha: As nossas expectativas são enormes. É muito importante para a economia como um todo, que o governo federal celebre acordos comerciais que abram mercado para os produtos brasileiros. Importante também que sejam criadas condições para a retomada sustentável do crescimento econômico. No caso do etanol, temos expectativa que Jair Bolsonaro faça alianças estratégicas para estimular o uso do biocombustível e que também derrube barreiras comerciais contra o açúcar brasileiro. Além disso, uma avanço conquistado recentemente, o RenovaBio, em fase de regulamentação, precisa ser efetivamente colocado em prática.

Canal: Goiás tem forte peso no cenário da produção sucroenergética nacional. Qual a expectativa em relação ao governo de Ronaldo Caiado?

André Rocha: Somos o segundo maior produtor e etanol e cana-de-açúcar do Brasil e temos tudo pra seguir na vanguarda do crescimento dessa atividade. Porém, para que isso ocorra é necessário que sejam adotadas medidas para melhorar a competitividade das indústrias goianas, estimulando o uso das energias renováveis e mantendo a competitividade do etanol em Goiás. No âmbito geral, esperamos que seja um governo que adote medidas para diminuir as despesas da máquina administrativa e traga segurança jurídica para investimentos em nosso estado.

Canal-Jornal da Bioenergia

Fórum Sucroenergético participa de reunião com Ministro de Minas e Energia

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O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, juntamente com outros  representantes de entidades e associações dos setores de petróleo, gás e biocombustíveis, participou de reunião com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta quarta-feira, em Brasília. Foi a primeira agenda de trabalho do Fórum com o ministro. Um dos principais assuntos abordados foi a continuidade da implantação do RenovaBio.  Durante a reunião, Bento Albuquerque disse que o governo irá promover todas as condições necessárias para que o RenovaBio vire realidade e possa assim gerar no Brasil segurança no abastecimento de biocombustíveis com sustentabilidade e preços competitivos.

André Rocha avalia que a reunião foi muito positiva. “O ministro queria conhecer as entidades e os representantes do setor e também apresentar a sua equipe e expor as  prioridades mais imediatas da pasta, que incluem o RenovaBio. Para nós, da área de biocombustíveis, a permanência de Márcio Felix e Miguel Ivan no ministério é muito positiva.”

O executivo teve a oportunidade de falar sobre as entidades que compõe o Fórum Nacional Sucroenergético e repassar dados sobre o setor, como número de unidades produtoras, empregos gerados pelas usinas, distribuição geográfica da produção canavieira, etc.

“Aproveitei também para destacar a importância do setor para o meio ambiente, saúde pública, interiorização do desenvolvimento, fortalecimento da indústria nacional, peso da atividade na balança comercial, participação na matriz energética e também a importância do etanol para o consumidor, que tem um produto limpo, renovável e mais barato”, afirma André Rocha.

   

Moagem no Centro-Sul acumula 562,7 milhões de toneladas na primeira quinzena de janeiro

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O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 1,26 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de 2019, crescimento de 20,78% em relação à mesma quinzena do ano anterior (1,04 bilhão de litros), sendo 66,15 milhões destinados à exportação e 1,19 bilhão ao mercado doméstico.

A expansão das vendas do etanol hidratado no mercado interno continua intensa no início deste ano, somando 866,82 milhões de litros. Esse volume representa um expressivo aumento de 32,10% em relação ao valor registrado em igual período de 2018 (656,16 milhões de litros).

Informações preliminares permitem estimar que o mercado de combustíveis do ciclo Otto (sem GNV) apresentou queda próxima a 3% em 2018, quando comparado ao ano anterior. Contudo, a participação do hidratado deve apresentar significativo crescimento, atingindo aproximadamente 26% em 2018 contra 17,8% em 2017. Essa ampliação da relevância do biocombustível decorre do aumento superior a 40% no consumo de etanol, com uma redução de 13% no mercado de gasolina C.

Com efeito dessa expansão e da alta competitividade do etanol nos postos revendedores, o uso do hidratado propiciou aos consumidores brasileiros uma economia de R$ 6,5 bilhões em 2018. A considerar somente os Estados com uma política tributária que reconhece os benefícios do biocombustível, como São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, o montante somou R$ 6,2 bilhões.

De acordo com o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “nos últimos três meses de 2018, o hidratado registrou uma participação próxima a 30% no mercado de combustíveis leves, em gasolina equivalente, situação que reflete a elevada competitividade do renovável frente a gasolina no período e que deve se manter durante toda entressafra”.

As vendas acumuladas de etanol pelas usinas desde o início da safra 2018/2019 até 16 de janeiro somaram 24,34 bilhões de litros, com 1,29 bilhão de litros exportados e 23,05 bilhões comercializados internamente – crescimento acumulado de 16,63% na comparação com o ciclo 2017/2018. Esse volume inclui o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Moagem e produção

A quantidade de cana processada pelas unidades no Centro-Sul somou 523,5 mil toneladas na primeira metade de janeiro. No acumulado da safra 2018/2019, a moagem alcançou 562,67 milhões de toneladas, configurando queda de 3,55% sobre o valor observado em igual período do ciclo anterior (583,40 milhões de toneladas).

Levantamento atualizado junto às empresas indicam que nesta entressafra 7 unidades processadoras de cana e 8 de milho permanecem em operação no Centro-Sul.

Com a baixa moagem entre 1º e 16 de janeiro, as produções de etanol e açúcar também foram residuais. A quantidade fabricada de açúcar atingiu 11,3 mil toneladas no período, enquanto o volume produzido de etanol totalizou 70,35 milhões de litros (35,44 milhões de hidratado e 34,91 milhões de anidro).

“Parcela majoritária da produção do renovável observada na primeira metade de janeiro se refere ao etanol de milho”, destacou Padua. Segundo levantamento da UNICA, dos 70,35 milhões de litros fabricados naquela quinzena, 45,82 milhões (65%) foram etanol de milho.

No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de janeiro de 2018, a produção de açúcar somou 26,35 milhões de toneladas, contra 35,83 milhões em idêntico período do ciclo passado. Em relação ao etanol, o volume fabricado totalizou 30,20 bilhões de litros, dos quais 9,14 bilhões de anidro e 21,06 bilhões de hidratado.

Este volume superior a 30 bilhões de litros corresponde a um crescimento de 19,54% sobre 2017/2018 (25,26 bilhões), sendo que o etanol produzido a partir do milho alcançou 562,80 milhões no ciclo corrente.

Do total de matéria-prima processada nos primeiros 15 dias de janeiro, 78,11% destinaram-se à produção do renovável. No acumulado da safra, esse percentual atingiu 64,54%.

Unica