Jalles e TIM fecham parceria para projeto pioneiro de 4G no campo

A TIM anuncia a assinatura de seu primeiro negócio do projeto “4G TIM no Campo”, na cidade de Goianésia, localizada em Goiás. A iniciativa se deu em parceria com a empresa Jalles Machado, agroindústria referência no setor sucroenergético nacional, e foi intermediada pela Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial). O projeto visa utilizar a tecnologia móvel 4G para “iluminar” o campo com o objetivo de melhorar e dar agilidade nos processos de produção da companhia. Além de substituir os apontamentos manuais por apontamentos on-line, o projeto prevê melhorar a comunicação entre escritório e campo, bem como fazer com que os computadores de bordo das máquinas agrícolas gerem informações em tempo real.

“Estamos bastante otimistas com essa parceria inédita de cobertura 4G TIM no campo. O Brasil tem um riquíssimo setor de agronegócio e poder levar tecnologia e inovação para este segmento é de extremo ganho para o sistema produtivo das empresas e da população. Estamos trabalhando fortemente para que o conceito de Agricultura 4.0 se torne uma realidade em diversas regiões do nosso País”, explica Paulo Humberto Gouvêa, Diretor de Top Clients Solutions da TIM Brasil.

Para este projeto, a TIM forneceu todo o sistema de comunicação de dispositivos móveis, além de investimentos em infraestrutura de rede na região, com o objetivo de contornar um dos principais desafios das agroindústrias que é dificuldade de comunicação entre o campo e o escritório. A parceria trará rapidez no fluxo de informação, bem como no contato entre os funcionários, além de promover uma abrangência total de sinal nas áreas agrícolas das duas unidades da empresa.

“Temos colhedoras, tratores e equipamentos com alta tecnologia, mas que nem sempre podemos utilizá-la devido à falta de sinal no campo. A TIM é a primeira operadora a desenvolver um produto específico para atender às necessidades do agronegócio. Estamos muito animados com essa parceria firmada por meio do Clube de Compras da Adial, que, com ações como essa, busca fortalecer o setor industrial goiano”, afirma Otávio Lage de Siqueira Filho, diretor-presidente da Jalles Machado.

Ao todo serão fornecidos 812 smartphones e 1006 linhas corporativas, sendo 650 smartphones para apontamentos no campo. O projeto faz parte da estratégia da TIM de levar conectividades e soluções inovadoras às mais variadas regiões do país, sempre atenta às necessidades das empresas de médio e grande porte, independentemente de sua localidade. A operadora é líder na cobertura 4G do país, presente em mais de três mil cidades. A expectativa é de que até o final do ano, 96% da população esteja coberta com a tecnologia de quarta geração.

Sobre a TIM

A TIM tem como missão conectar e cuidar de cada um e para que todos possam fazer mais. Sua assinatura – “Evoluir é fazer diferente” – destaca a evolução da empresa no país e sua postura inovadora e pioneira.

Tendo como base o Plano de Investimentos, focado nos pilares infraestrutura de rede, oferta e experiência do usuário, a TIM continua a liderar diversos movimentos do mercado. A operadora é líder na cobertura da tecnologia 4G no país.

A TIM é referência em práticas de governança e ainda a única empresa do setor de telecomunicações no Novo Mercado da B3, reconhecido como nível máximo.

Sobre a Jalles Machado

A Jalles Machado é uma agroindústria referência no setor sucroenergético nacional. Com produtos de qualidade, produção sustentável e responsabilidade social, a empresa possui duas plantas industriais, ambas em Goianésia-GO, gera 3.500 empregos diretos e exporta para mais de 20 países. Fundada em 1983, a Jalles produz açúcar cristal e orgânico; etanol anidro, hidratado, industrial e orgânico; levedura; produtos de higiene e limpeza; e energia elétrica, a partir do bagaço e da palha da cana.

Assessoria de imprensa Jalles Machado

Safra 2017/2018 encerrada no Centro-Sul atinge 596,31 milhões de toneladas

Dados finais da safra 2017/2018 da região Centro-Sul indicam uma moagem de 596,31 milhões de toneladas de cana-de-açúcar entre 1º de abril de 2017 e 31 de março de 2018. Este resultado representa uma ligeira retração de 1,78% sobre as 607,14 milhões de toneladas processadas no ciclo 2016/2017.

A produção final de etanol totalizou 26,09 bilhões de litros, cerca de 1,72% superior ao volume registrado na safra anterior (25,65 bilhões de litros). Deste total produzido, 10,42 bilhões de litros foram de etanol anidro e 15,67 bilhões de litros de hidratado – este último com aumento de 4,49% em relação aos 14,99 bilhões de litros registrados na safra 2016/2017.

Do volume de etanol fabricado no ciclo atual, 521,58 milhões de litros foram a partir do milho, registrando crescimento de 123% em relação ao volume produzido em 2016/2017.

A produção de açúcar, por sua vez, somou 36,05 milhões de toneladas na safra 2017/2018, contabilizando crescimento de 1,21% sobre as 35,62 milhões de toneladas observadas na safra anterior.

Para o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “o maior destaque nessa safra foi o crescimento na produção de etanol hidratado. Mesmo com retração no volume de cana, o setor ampliou a oferta do renovável em mais de 650 milhões de litros.”

Em relação ao número de unidades em operação no Centro-Sul, levantamento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) indica 278 unidades em atividade produtiva no ciclo 2017/2018.

Produção e moagem na 2ª quinzena de março de 2018

Na 2ª metade de março de 2018, a moagem de cana no Centro-Sul atingiu 7,76 milhões de toneladas.

A produção de açúcar somou 173,12 mil toneladas na última metade de março de 2018. Neste mesmo período, o volume de etanol totalizou 428,70 milhões de litros, com a hidratação (volume de etanol anidro reprocessado e convertido em etanol hidratado) atingindo expressivos 72 milhões de litros.

A produção de etanol de milho somou 31,35 milhões de litros na quinzena, sendo 23,42 milhões de litros de hidratado e 7,92 milhões de litros de anidro.

Em relação ao número de unidades em safra, 78 registraram moagem na região Centro-Sul até 31 de março de 2018, contra 84 computadas na mesma data de 2017. Até o final da primeira quinzena de abril, este valor deve alcançar 200 empresas em operação.

Qualidade da matéria-prima

No acumulado da safra 2017/2018, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima alcançou 136,60 kg, maior índice desde a safra 2011/2012, assinalando aumento de 2,68% frente aos 133,03 kg por tonelada verificados na safra 2016/2017.

O diretor da UNICA esclarece: “Esse aumento na concentração de açúcares por tonelada de cana permitiu que a safra 2017/2018 atingisse uma oferta total de 81,46 milhões de toneladas de ATR, compensando a queda na moagem e superando a oferta de ATR do ciclo 2016/2017 em 1,72%. Em termos de produtos fabricados, a safra atual foi maior do que o ciclo passado”, acrescentou o executivo.

De acordo com dados levantados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade agrícola da lavoura colhida atingiu 75,99 toneladas por hectare nesta safra, indicando queda de 1,02% em relação às 76,78 toneladas por hectare observadas em 2016/2017.

Vendas de etanol

No agregado da safra 2017/2018, as vendas de etanol totalizaram 26,91 bilhões de litros, alta de 3,63% quando comparada aos 25,97 bilhões de litros comercializados no ciclo anterior. Desse volume, 1,51 bilhão de litros foi direcionado para exportação e 25,40 bilhões de litros ao mercado doméstico.

Internamente, o destaque cabe ao etanol hidratado. O volume do biocombustível vendido no País, 15,87 bilhões de litros, supera em 10,73% àquele apurado no ciclo 2016/2017 (14,33 bilhões de litros).

No último mês, março de 2018, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul continuaram aquecidas. O total comercializado pelas empresas somou 2,27 bilhões de litros, sendo 79,02 milhões de litros para exportação e 2,19 bilhões de litros para o mercado doméstico. Neste mercado, as vendas de março alcançaram 785,19 milhões de litros de anidro no Centro-Sul. As vendas internas de hidratado, por sua vez, totalizaram 1,40 bilhão de litros de hidratado, registrando impressionante crescimento de 32,39% em relação aos 1,06 bilhão de litros vendido no mesmo mês de 2017. A última ocasião em que o volume de etanol hidratado comercializado no mês de março superou 1,41 bilhão de litros foi na safra 2014/2015.

É oportuno mencionar que as vendas de etanol anidro não incorporam as importações totais do aditivo à região, mas apenas o volume registrado via SAPCANA (Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Rodrigues explica: “Geralmente, as vendas de hidratado se reduzem na entressafra e a demanda demora várias semanas para se restabelecer após o início da moagem de cana. Nesse ano, entretanto, as vendas do produto em março continuaram elevadas e isso deve garantir um mercado de etanol aquecido desde a primeira semana da safra 2018/2019”.

Com efeito, dados apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) vinculado à Universidade de São Paulo (USP), mostram que o valor médio recebido pelas unidades do Estado de São Paulo apresentou forte queda de R$ 0,25 por litro entre os dias 12 de março e 6 de abril, reduzindo de R$ 1,90 por litro de etanol hidratado para R$ 1,65 por litro. Nesse mesmo período, informações publicadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que até o momento, essa redução dos preços não chegou aos postos de combustíveis, visto que o preço médio pago pelos consumidores no Estado diminui apenas R$ 0,01 por litro, permanecendo praticamente estável em R$ 2,87 por litro.

“Esse cenário de consumo e ganho de competitividade está alinhado com a expectativa de safra 2018/2019 mais alcooleira e deve ampliar a garantia de suprimento de combustível limpo e renovável no mercado doméstico”, conclui o executivo da UNICA.

Unica

Jalles Machado inicia Safra 2018/19

O Grupo Jalles Machado iniciou, esta semana, a Safra 2018/19 nas duas unidades de produção, localizadas em Goianésia-GO. A estimativa é de que até novembro sejam colhidas 4 milhões e 650 mil toneladas de cana-de-açúcar, sendo 2 milhões e 750 mil toneladas na Unidade Jalles Machado e 1 milhão e 950 mil toneladas na Unidade Otávio Lage.

A entressafra, período de preparação para a safra, foi concluída dentro do cronograma previsto. “A manutenção das máquinas e dos equipamentos agrícolas e industriais foi bem-feita, as chuvas ocorreram na quantidade e no período favorável ao desenvolvimento da cana, o canavial está muito bom e os colaboradores motivados. Estamos muito otimistas, pois esta promete ser a nossa maior safra”, ressalta o diretor-presidente Otávio Lage de Siqueira Filho.

A empresa investiu em tecnologia, irrigação e pesquisa para alcançar um canavial mais produtivo. Os investimentos e as condições climáticas favoráveis possibilitarão uma produtividade agrícola média de aproximadamente 90 toneladas por hectare, que representa um crescimento de 8% em relação à safra anterior.

Para marcar o início da Safra 2018/19, a empresa realizou cultos ecumênicos nas duas unidades, com participação dos colaboradores, acionistas, diretores, autoridades locais e alunos da Escola Luiz César, mantida pela Fundação Jalles Machado. “É o momento de agradecermos e pedirmos as bênçãos de Deus sobre o nosso local de trabalho para que tenhamos uma safra com bons resultados para todos”, afirma Otávio Lage Filho.

Sobre a Jalles Machado

A Jalles Machado é uma agroindústria referência no setor sucroenergético nacional. Com produtos de qualidade, produção sustentável e responsabilidade social, a empresa possui duas plantas industriais, ambas em Goianésia-GO, gera 3.500 empregos diretos e exporta para mais de 20 países. Fundada em 1983, a Jalles produz açúcar cristal e orgânico; etanol anidro, hidratado, industrial e orgânico; levedura; produtos de higiene e limpeza; e energia elétrica, a partir do bagaço e da palha da cana.

Assessoria de Imprensa Jalles Machado

 

Fórum Sucroenergético envia carta ao Senado contra cana na Amazônia

O medo do setor é que a exploração de cana na Amazônia possa manchar a imagem do etanol e do açúcar no exterior, prejudicando as exportações; carta pede que não seja aprovado o projeto de lei do senador Flexa Ribeiro

O Fórum Nacional Sucroenergético, que reúne 16 entidades do setor canavieiro, como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), enviou nesta quarta-feira um ofício ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, solicitando que não seja aprovado o projeto de lei que prevê a autorização de cana-de-açúcar em áreas degradadas da Amazônia.

O medo do setor é que a exploração de cana na Amazônia possa manchar a imagem do etanol e do açúcar no exterior, prejudicando as exportações. A proposta está em projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e chegou a entrar em pauta na semana passada e no começo desta, mas acabou adiada a sua análise para a semana que vem.

A mensagem, que já tinha sido dada em um posicionamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura – grupo que reúne o setor produtivo e organizações ambientalistas –, e foi endossado pela Unica, agora ganha um tom oficial do setor.

“A entidade defende o cumprimento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar, estabelecido em 2009 por decreto, e cuja orientação tem garantido o reconhecimento da sustentabilidade da indústria sucroenergética no Brasil e no exterior”, disse a Unica em seu site. Essa também foi a posição da carta enviada a Eunício.

“Esse comprometimento, desde então, tem sido atestado pelo governo americano por meio do seu programa de biocombustível Renewable Fuel Standard (RFS) e pela União Europeia, além de certificações internacionais, como Bonsucro. Estas conquistas são fundamentais para preservação do acesso dos derivados da cana aos principais mercados internacionais, colaborando, deste modo, para o desenvolvimento econômico e socioambiental do Brasil”, continua a Unica.

A entidade lembra que o zoneamento estabeleceu que 64 milhões de hectares no País estariam aptos à expansão do cultivo com cana-de-açúcar – excluindo a possibilidade de plantio em áreas sensíveis, como a Amazônia e o Pantanal.

Hoje, somente 10 milhões são ocupados pela cana. “Ainda assim, se produz 28 bilhões de litros de etanol, 38 milhões de toneladas de açúcar e 21 TWh de bioeletricidade. Portanto, a expansão da produção pode ser feita expandindo área e ou elevando a produtividade em harmonia com o meio ambiente”, defende. Esse dado também foi destacado no ofício a Eunício.

O Estado de S. Paulo   

Nota Oficial Ministério de Minas e Energia  

O Ministério de Minas e Energia informa que é infundada a informação veiculada pelo jornal Folha de São Paulo de que o Decreto que regulamenta o programa RenovaBio vá elevar a mistura de etanol na gasolina para 40%. Não há qualquer estudo ou documento relacionado ao RenovaBio, em qualquer esfera de governo, que cogite da elevação da mistura de etanol, dos atuais 27% em vigor. A Lei do RenovaBio – formulada em consulta pública e aprovada pelo Congresso Nacional – prevê o estabelecimento de metas nacionais de redução de emissões de carbono para a matriz de combustíveis. É um programa indutor de aumento de eficiência na produção de biocombustíveis (etanol, biodiesel, biogás/biometano e bioquerosene) e não prevê a definição de volumes de produção futura para qualquer biocombustível – o mercado vai continuar regulando esse comportamento. O Decreto, que regulamenta a Lei que criou o RenovaBio, vai indicar os órgãos governamentais responsáveis pela definição e fiscalização do cumprimento das metas de descarbonização. Fonte: Assessoria de Imprensa Ministério de Minas e Energia

Cerradinho investirá R$ 280 milhões em nova usina de etanol de milho

A Cerradinho Bioenergia anunciou a implantação de uma planta produtora de etanol de milho. Segundo a empresa, a unidade utilizará “as melhores tecnologias existentes internacionalmente”. O objetivo é diversificar a fonte de matérias-primas da companhia e, a partir do milho, produzir biocombustível e produtos para alimentação animal.

O investimento de R$ 280 milhões aumentará a produção de etanol em 230 milhões de litros, equivalente a 50% da capacidade atual. De acordo com a Cerradinho, essa marca consolidaria a usina como o maior complexo industrial de produção de bioenergia da América Latina.

O projeto de expansão prevê uma ocupação de 190 mil metros quadrados, situados ao lado do atual parque da CerradinhoBio, em Chapadão do Céu, sudoeste de Goiás. “A localização foi estrategicamente pensada para que haja sinergia com as operações já existentes de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, especialmente na utilização de insumos-chave, como energia e vapor, somada a toda a infraestrutura e conhecimento do ambiente de produção”, afirma a empresa em comunicado à imprensa.

Além disso, a nova planta também produzirá óleo e DDGs (Dried Distillers Grains with Solubles), produtos que recuperam 100% das fibras, proteína e gordura contidas no milho, e que serão destinados ao mercado de nutrição animal. Dessa forma, a Cerradinho pretende ampliar assim o portfólio de produtos da empresa. “As tecnologias e processos aplicados assegurarão que a nova fábrica opere sem a geração de qualquer tipo de resíduo, transformando toda a matéria-prima e insumos em produtos”, complementa.

Com previsão de 14 meses, a obra empregará mais de 500 pessoas e outros novos 50 postos de trabalhos serão gerados com o início operacional da planta, previsto para maio de 2019.

Em 2017, a Cerradinho já havia inaugurado sua estrutura ampliada para a cogeração de energia, com capacidade de exportação de energia de 850 GWh/ano e potência instalada de 160 MW.

  Assessoria de imprensa Cerradinho

Com safra praticamente encerrada, Centro-Sul segue com moagem defasada e venda de hidratado aquecida

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul atingiu 2,56 milhões de toneladas na segunda quinzena de dezembro de 2017.

No acumulado desde o início da safra até 1º de janeiro de 2018, a moagem totalizou 583,39 milhões de toneladas, permanecendo abaixo do resultado apurado até a mesma data no ciclo 2016/2017 (592,05 milhões de toneladas).

Para o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “a safra 2017/2018 está praticamente encerrada na região Centro-Sul, pois apenas 4 unidades produtoras continuam em funcionamento após 1º de janeiro”. A quantidade de cana-de-açúcar que será processada em março, por sua vez, dependerá das condições climáticas a serem observadas nesse período de entressafra, destacou Rodrigues.

Qualidade da matéria-prima No acumulado desde o começo do ciclo 2017/2018 até 1º de janeiro, a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar atingiu 137,32 kg, incremento de 2,59% quando comparado ao mesmo período da safra anterior. “Essa melhora na qualidade da matéria-prima compensou a redução de moagem registrada até o final de dezembro, evitando uma queda na quantidade de produtos obtidos a partir do processamento da cana na safra atual”, acrescentou Rodrigues. Na última metade de dezembro, o teor de ATR alcançou expressivos 145,74 kg por tonelada de matéria-prima. Mas esse elevado valor do “ATR produto” deve ser analisado com muita cautela, pois é superior ao real índice verificado no laboratório das unidades produtoras.. O cálculo utilizado para obter o “ATR produto” se dá a partir do volume de cana-de-açúcar processada e das produções de etanol e de açúcar, tomando certas premissas relativas às perdas industriais e às eficiências de fermentação e de destilação. Diante desta metodologia de cálculo e considerando que quase 100% das unidades já finalizaram esta safra até 1º de janeiro, houve um descompasso entre a moagem registrada e o respectivo montante de produtos fabricados. Especificamente, a quantidade de cana-de-açúcar que estava em processamento não obteve sua respectiva contrapartida em produtos (etanol e açúcar), elevando, de maneira irreal, a qualidade da matéria-prima obtida por meio dessa sistemática de cálculo. Produção de açúcar e etanol Da quantidade total de cana-de-açúcar processada na segunda quinzena de dezembro, 68,75% destinaram-se à produção de etanol, ante 64,72% em igual intervalo de 2016. No acumulado desde o início da safra 2017/2018, este percentual alcançou 53,07%.

Com mais caldo direcionado ao renovável, sua fabricação totalizou 189,39 milhões de litros (183,24 milhões de litros de etanol hidratado e 6,15 milhões de litros de etanol anidro) nos 15 dias finais de dezembro de 2017. Esse resultado corresponde a um incremento de 12,33% sobre a mesma quinzena do ano anterior.

No caso do açúcar, foram 110,93 mil toneladas produzidas. Já no acumulado desde o início da safra 2017/2018 até 1º de janeiro de 2018, a quantidade fabricada somou 35,82 milhões de toneladas.

Em relação ao etanol, a produção acumulada atingiu 25,22 bilhões de litros, sendo 14,57 bilhões de litros de etanol hidratado e 10,66 bilhões de litros de etanol anidro.

Rodrigues explica que “a produção de etanol contabilizada pela UNICA inclui aquele fabricado a partir do milho”. A Entidade registrou 36,67 milhões de litros de etanol de milho produzidos na segunda quinzena de dezembro. No acumulado do ciclo atual, o volume fabricado alcançou 319,11 milhões de litros, muito acima dos 140,49 milhões de litros verificados em igual período de 2016.

Vendas de etanol

O volume de etanol comercializado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul, acumulado entre 1º de abril a 31 de dezembro de 2017, totalizou 19,99 bilhões de litros. Este resultado é 1,91% inferior aos 20,38 bilhões de litros observados no mesmo período de 2016.

Essa queda reflete, sobretudo, a redução de 6,89% das vendas domésticas de etanol anidro, que somaram 7,17 bilhões de litros no último ano. É oportuno mencionar que este montante não incorpora as importações totais do aditivo à região, mas apenas cerca de 30 milhões de litros importados e registrados via SAPCANA (Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em contrapartida, o volume acumulado comercializado de etanol hidratado no mercado interno aumentou ligeiramente: 0,22%. Atingiu 11,56 bilhões de litros, contra 11,54 bilhões de litros entre abril e dezembro de 2016.

Segundo o diretor Técnico da UNICA, “esse crescimento reduzido não retrata adequadamente a recuperação das vendas a partir de agosto de 2017”.

De fato, desde o início da safra 2017/2018 até 16 de agosto, as vendas quinzenais de etanol hidratado apresentavam recuo médio de 15% em relação ao volume registrado em 2016. A partir da segunda metade daquele mês até 31 de dezembro essa tendência se inverteu, e as vendas passaram a registrar aumento de 20%. Com efeito, em dezembro o volume de etanol hidratado comercializado no mercado interno alcançou 1,43 bilhão de litros, expressiva alta de 26,83% comparativamente a 2016. Destas vendas, 677,34 milhões de litros ocorreram na segunda metade do mês. Para Rodrigues, “esse volume indica um mercado aquecido, pois a entrega física de etanol pelas usinas do Centro-Sul em dezembro foi prejudicada pelo início da safra na região Nordeste e pelo provável efeito da importação de anidro, que pode ter estimulado a produção e as vendas de hidratado pelos produtores daquela região”. Além da retração nas transferências de etanol do Centro-Sul decorrente desse movimento, houve redução nos estoques dos distribuidores em dezembro, diminuindo a necessidade de compra de hidratado das usinas – tradicionalmente esses agentes buscam reduzir os volumes armazenados para fins de fechamento contábil no final do ano, acrescentou o executivo. Em relação ao açúcar, a quantidade comercializada pelas usinas da região Centro-Sul no mercado interno cresceu 1,39% no comparativo de abril a dezembro de 2017 sobre o mesmo período de 2016. Por sua vez, a quantia destinada à exportação aumento 0,96%.

UNICA

Sifaeg e Fórum Nacional Sucroenergético comentam aprovação do RenovaBio

“O RenovaBio é uma vitória maiúscula de toda a cadeia produtiva dos biocombustíveis no Brasil”. A afirmação é do presidente do Fórum Nacional Sucroenergético e presidente-executivo do Sifaeg, sindicato dos produtores de etanol de Goiás, André Rocha, ao comentar a aprovação do Programa pelo Senado Federal. O executivo disse ainda que com a vigência do RenovaBio o país terá um tempo novo para o setor de biocombustíveis. “Acreditamos que este novo tempo será marcado pela modernidade, inovação, previsibilidade, sustentabilidade e segurança que serão traduzidos na interiorização do desenvolvimento, no retorno de investimentos e na geração de emprego e renda”, acrescentou.

O PLC 160/2017, que dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) é de autoria do deputado federal Evandro Gussi (PV-SP) e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no final de novembro. Nas duas casas legislativas a tramitação foi em Regime de Urgência. A matéria agora vai à sanção do presidente Michel Temer.

O RenovaBio é um programa de incentivo à produção de biocombustíveis que foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro de 2016. O Programa visa a descarbonização da matriz de transporte, com o aumento da produção e consumo dos combustíveis limpos e renováveis, como o etanol, biodiesel, biogás e bioquerosene de aviação.

RenovaBio aprovado pelo Senado Federal

Os senadores aprovaram nesta terça-feira, dia 12, em plenário, o PLC 160/2017, que dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). De autoria do deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), o projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no final de novembro. Nas duas casas legislativas a tramitação foi em Regime de Urgência. A matéria agora vai à sanção do presidente Michel Temer que terá um prazo de 15 dias para sancionar ou vetar o Projeto.

O RenovaBio é um programa de incentivo à produção de biocombustíveis que foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro de 2016. O Programa visa a descarbonização da matriz de transporte, com o aumento da produção e consumo dos combustíveis limpos e renováveis, como o etanol, biodiesel, biogás e bioquerosene de aviação. O RenovaBio prevê ainda maior geração de empregos e renda, segurança energética, previsibilidade de investimentos, melhoria da qualidade do ar nas grandes metrópoles e incentivos à inovação tecnológica.

 

Centro-Sul: Vendas de etanol crescem e ritmo de moagem diminuiu na 2ª quinzena de novembro

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 15,22 milhões de toneladas nos últimos 15 dias de novembro; retração de 34,80% sobre a primeira metade do mês (23,35 milhões de toneladas) e de 22,64% em relação à mesma quinzena de 2016 (19,68 milhões de toneladas).

No acumulado mensal, esse recuo atingiu 6,94%, com 38,58 milhões de toneladas processadas em novembro de 2017, contra 41,45 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

De acordo com o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “essa queda na moagem se deve às chuvas, que dificultaram a colheita em importantes áreas canavieiras, e ao encerramento da safra por diversas unidades”.

De acordo como levantamento realizado pela UNICA, 147 usinas e destilarias haviam finalizado suas atividades até 30 de novembro. Até a mesma data de 2016, eram 167 unidades.

No acumulado desde o início da safra 2017/2018 até 1º de dezembro, a quantidade moída somou 568,18 milhões de toneladas, contra 581,70 milhões de toneladas apuradas no mesmo período do último ano – atraso superior a 10 milhões de toneladas.

Produção de açúcar e etanol

A proporção de cana-de-açúcar destinada à fabricação de etanol totalizou 52,89% desde o início da safra 2017/2018 até 1º de dezembro. Na segunda quinzena de novembro, essa proporção alcançou expressivos 63,17%, caracterizando percentual de cana direcionada à fabricação de etanol no atual ciclo 2017/2018.

“Como esperado, o mix na quinzena se apresentou altamente favorável ao etanol. Nos meses finais do ciclo agrícola é natural que a produção de açúcar diminua. Nesse ano, entretanto, essa condição foi intensificada pelos preços relativos entre o açúcar e o etanol mais atrativos a esse último, e pelas condições no mercado de combustíveis, as quais permitiram um avanço considerável nas vendas de etanol”, explica Rodrigues.

Esse movimento de mudança de mix das usinas se reflete na produção quinzenal de açúcar. Na atual safra, a produção quinzenal chegou a superar o ciclo passado em 1,17 milhão de toneladas, volume registrado na 1ª quinzena de junho. Contudo, desde a 2º quinzena de setembro, a quantidade fabricada é inferior à safra 2016/2017, sendo que na última metade de novembro a produção ficou aquém em 402 mil toneladas, com uma produção que representa menos de 1/3 da quantidade fabricada na mesma quinzena de 2016 (733,52 mil toneladas vs 1,14 milhão de toneladas).

Já a produção de etanol se manteve praticamente estável, com 799,81 milhões de litros (300 milhões de litros de anidro e 499,81 milhões de litros de anidro) frente aos 795,14 milhões de litros registrados no ano passado.

No acumulado da safra 2017/2018, a produção de açúcar somou 35,09 milhões de toneladas, ao passo que o volume fabricado de etanol atingiu 24,46 bilhões de litros, sendo 10,50 bilhões de litros de anidro e 13,96 bilhões de litros de hidratado.

Qualidade da matéria-prima

No acumulado desde do começo da safra 2017/2018, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) aumentou quase 3% em relação ao ciclo anterior, com 137,57 kg por tonelada até 1º de dezembro.

Vendas de etanol

Em novembro, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somaram 2,33 bilhões de litros, sendo 89,95 milhões de litros destinados à exportação e 2,24 bilhões de litros ao mercado interno.

Nesse mercado, o volume comercializado de hidratado alcançou 1,46 bilhão de litros, significativo crescimento de 40,27% sobre o valor apurado no mesmo mês de 2016. Já no caso do anidro, as vendas domésticas totalizaram 787,10 milhões de litros.

Para o diretor da UNICA, “esse expressivo volume de etanol hidratado vendido em novembro mostra que existe forte potencial de demanda pelo produto”. O executivo acrescenta que a expectativa é de que o ritmo de venda permaneça consistente no mês de dezembro, frente à maior competitividade do biocombustível em relação ao seu concorrente, a gasolina.

Considerando somente as vendas do hidratado para fins carburante (aquele utilizado como combustível diretamente nos veículos e motocicletas flex), estas aumentaram 41,51% comparativamente ao ano anterior: foram 1,38 bilhão de litros comercializados em novembro de 2017, contra 975,25 milhões de litros observados em novembro de 2016.

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