Com safra praticamente encerrada, Centro-Sul segue com venda de hidratado aquecida na 2ª quinzena de dezembro

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O volume de etanol hidratado comercializado no mercado interno pelas unidades do Centro-Sul somou 858,11 milhões de litros na segunda quinzena de dezembro de 2018. Trata-se de um crescimento de 26,57% em relação ao mesmo período do ano anterior (678,00 milhões de litros).

No total do mês, as vendas de hidratado atingiram 1,79 bilhão de litros, alta de 25,26% sobre dezembro de 2017 (1,43 bilhão de litros). Esse volume, recorde para um mês de dezembro, deve-se à manutenção da competitividade do biocombustível frente à gasolina no mercado doméstico. É o início de ano mais vantajoso para o etanol nessa década.

Nas primeiras semanas de 2019 – conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pela equipe técnica da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) – a paridade média entre os preços de bomba do etanol hidratado e da gasolina totalizou 65% no Brasil. Esse valor está muito aquém do rendimento técnico médio de 73% entre ambos os combustíveis.

Em pelos menos oito Estados – Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco e São Paulo – o renovável se mantém competitivo nos postos. Na capital paulista e no interior do Estado, por exemplo, a relação está abaixo dos 65%.

Em comparação a novembro de 2018, as vendas de etanol hidratado pelo Centro-Sul registraram queda de aproximadamente 40 milhões de litros – 1,79 bilhão em dezembro versus 1,83 bilhão no mês anterior.

Mas essa retração não aponta para uma perda de competitividade do renovável, mesmo com recuo corrente dos preços internacionais da gasolina. Reflete apenas a precificação pela Petrobras para os combustíveis fósseis, que tiveram seus preços sensivelmente reduzidos em dezembro. Como resultado dessa prática, as distribuidoras diminuíram seus estoques operacionais ao menor nível possível em função de mudanças nas políticas de compras do combustível decorrente de alteração da dinâmica de mercado.

Somando as vendas de etanol hidratado do Centro-Sul àquelas pelos produtores da região Nordeste – apuradas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) – o volume comercializado do biocombustível no Brasil totalizou 1,9 bilhão de litros em dezembro. Contudo, a demanda efetiva do mês será conhecida apenas quando ANP divulgar as estatísticas de vendas (entrega) de combustíveis pelas distribuidoras aos postos.

No caso do anidro, as vendas alcançaram 311,32 milhões de litros na segunda quinzena de dezembro; inferior aos 411,76 milhões observados no mesmo período do ano anterior. No mês, o volume atingiu 633,80 milhões de litros, contra 809,52 milhões em dezembro de 2017. Essa redução decorre da maior participação do hidratado no mercado de combustíveis do ciclo otto.

No acumulado entre abril até 31 de dezembro, as vendas de etanol pelo Centro-Sul somaram 23,08 bilhões de litros – 16,19 bilhões de hidratado e 6,90 bilhões de anidro. Daquele total, 1,23 bilhão de litros foram para exportação e 21,86 bilhões para o mercado interno – com destaque para as vendas domésticas de hidratado, que somaram 15,67 bilhões de litros, um aumento acumulado de 35,48% sobre o último ano safra. Por fim, vale ressaltar que as vendas de etanol contabilizadas pela UNICA e MAPA não incorporam o produto importado.

Moagem e produção de açúcar e etanol

A quantidade de cana processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 2,41 milhões de toneladas nos últimos 15 dias de dezembro de 2018. No acumulado desde o início da atual safra até 1º de janeiro de 2019, a moagem somou 562,03 milhões de toneladas, permanecendo abaixo do resultado apurado até a mesma data do ciclo 2017/2018 (583,24 milhões de toneladas).

Para o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, a safra 2018/2019 está praticamente encerrada na região Centro-Sul. Ao longo de janeiro, 8 unidades processadoras de cana e 6 de milho seguirão em operação.

“Para o 1º trimestre de 2019, a quantidade de cana a ser moída dependerá das condições climáticas. Em dezembro, as chuvas ficaram aquém da média histórica (até 100 mm inferior) em muitos canaviais do Centro-Sul, o que compromete o ritmo de plantio e o desenvolvimento da cana. Nesse sentido, é cedo para fazer qualquer projeção sobre a oferta para a próxima safra”, destacou o executivo.

No agregado da safra 2018/2019, a produção de açúcar atingiu 26,34 milhões de toneladas frente às 35,83 milhões de toneladas no mesmo período de 2017. No caso do etanol, a produção acumulada alcançou 30,12 bilhões de litros, dos quais 9,11 bilhões foram de anidro e 21,01 bilhões de hidratado. Este último representa um crescimento de 44,27% quando comparado ao volume acumulado na safra 2017/2018 (14,57 bilhões de litros).

A produção de etanol a partir do milho totalizou 42,94 milhões litros na segunda metade de dezembro. No acumulado de 2018/2019 até 1º de janeiro, foram fabricados 512,81 milhões de litros, praticamente igual à produção observada para toda a safra 2017/2018 (521,49 milhões), mesmo restando ainda 6 quinzenas para o término oficial da safra corrente.

Ademais, os dados de safra corrente foram ajustados conforme reporte por unidades do Centro-Sul.

Produtividade e qualidade da matéria-prima

A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) foi de 144,11 kg por tonelada de matéria-prima processada na segunda metade de dezembro; retração sobre os 147,88 kg contabilizados na mesma quinzena de 2017, uma queda de 2,55%. No acumulado desde o início do ciclo 2018/2019, o indicador atingiu 138,65 kg por tonelada, aumento de 0,93% em relação a 2017/2018.

Importante mencionar que devido ao descompasso entre a moagem, diante do encerramento da atual safra, e as quantidades de açúcar e etanol em processo, o ATR produto não acompanha os valores obtidos pelas análises laboratoriais que computam o ATR cana.

Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para uma amostra comum de 39 unidades indicam que o rendimento do canavial alcançou 64,09 toneladas por hectare colhido em dezembro de 2018, contra 64,23 toneladas no mesmo período de 2017.

No acumulado de abril a dezembro, a produtividade atingiu 73,3 toneladas por hectare, frente às 75,90 toneladas registradas até a mesma data da safra passada – retração de 3,38%. Essa redução de 2,60 toneladas por hectare colhido foi em parte compensada pelo acréscimo de 1,34 kg de ATR por tonelada processada.

Unica

Presidente do Sifaeg recebe prêmio 100 Mais Influentes da Energia 2018

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Pela segunda vez o executivo André Rocha, presidente do Sifaeg, Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás e do Fórum Nacional Sucroenergético, foi eleito para o prêmio 100 Mais Influentes da Energia de 2018, categoria Referência. A primeira premiação foi em 2016.

A iniciativa é do Grupo Mídia através da revista especializada em Energia, Full Energy. O Prêmio homenageia os executivos, empresários e personalidades que mais se destacaram nas diferentes áreas do setor energético brasileiro. A iniciativa é considerada o “Oscar da Energia” e já está em sua terceira edição.

Sobre o Prêmio, André Rocha diz que foi uma honra ser novamente homenageado. Em relação ao setor de energia, o executivo afirma ter esperança que haja uma retomada do crescimento da economia brasileira a partir de 2019, com influências positivas no setor de bioenergia. “Temos o desafio de produzir mais energia e etanol para suprir o aumento da demanda. Com a implementação do RenovaBio, nossa meta é a conclusão da regulamentação do Programa para que ele esteja em operação a partir de 2020, deixando assim de ser um Programa/Projeto para colocar efetivamente o Brasil em um novo patamar de valorização da energia limpa e renovável”. A solenidade de entrega do Prêmio foi em dezembro, em São Paulo.

André Rocha é eleito vice-presidente da FIEG 

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A FIEG – Federação das Indústrias do Estado de Goiás elegeu uma nova diretoria para o quadriênio 2019-2022. Entre os novos gestores, André Luiz Baptista Lins Rocha, foi eleito 1º vice-presidente da entidade que representa as indústrias do estado de Goiás. A cerimônia de posse será realizada em Goiânia no dia 19 de dezembro.

André Rocha também é presidente-executivo dos Sindicatos da Indústria de Fabricação de Etanol e Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar) e do Fórum Nacional Sucroenergético, além de coordenador do Grupo de Líderes empresariais (LIDE) em Goiás. Formado em engenharia civil, foi presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg) e diretor comercial da A.M. Engenharia e Construção Ltda.

Diretoria Eleita 2019-2022

Presidente: Sandro Mabel

1º Vice-presidente: André Luiz Baptista Lins Rocha

2º Vice-presidente: Flávio Santana Rassi

3º Vice-presidente: Antônio de Sousa Almeida

1º Diretor secretário: Célio Eustaquio de Moura

2º Diretor secretário: Jerry Alexandre de Oliveira Paula

1º Diretor financeiro: Heribaldo Egídio da Silva

2º Diretor financeiro: José Divino Arruda

 

CerradinhoBio entre as 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil

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A Cerradinho Bioenergia S/A foi classificada no seleto ranking das 150 Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil na pesquisa realizada pela Revista Você S/A – Exame. Esta premiação reflete a percepção positiva dos seus colaboradores em relação à companhia, que em menos de uma década já figura como um dos maiores players do setor de bioenergia no país.

Este ano, aproximadamente 500 empresas participaram da pesquisa. Critérios como Práticas de Gestão de Pessoas, Reconhecimento e Recompensa, Carreira, Liderança, Clima organizacional, Desafios e Perspectivas, entre outros, foram avaliados através de pesquisa com todo efetivo da empresa, e entrevistas com grupos de colaboradores e gestores, realizadas por especialistas e jornalistas da publicação. Deste total, saíram os 150 classificados. A cerimônia do Prêmio aconteceu no dia 06 de novembro, em São Paulo.

Na análise do presidente, Paulo Motta, estar neste seleto ranking é motivo de satisfação. “A CerradinhoBio é uma organização jovem e dinâmica, que tem crescido consistentemente e tem perspectiva positiva para os seus negócios. É claro o comprometimento de nossas equipes, sempre engajadas em busca dos melhores resultados. Este reconhecimento público nos fortalece. É uma demonstração clara de que estamos no caminho certo”, avalia.

Localizada em Chapadão do Céu/GO desde 2009, tem hoje 2.800 colaboradores, entre diretos e indiretos.  Produz etanol, bioenergia e também investe no setor de logística para escoar seus produtos. Tem uma administração profissionalizada que incentiva continuamente o aprimoramento de suas equipes e aposta em tecnologias para dinamizar seus processos.

Tão importante quanto esta indicação, gerar valores para as comunidades onde está inserida e contribuir para a preservação do meio ambiente são pautas diárias da companhia que trabalha em prol de um futuro sustentável.

Assessoria de imprensa

CRV Industrial publica iniciativas socioambientais

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Dia após dia, a CRV Industrial se preocupa em desenvolver ações que colaborem com a preservação do meio ambiente e gerem impactos positivos na sociedade. Pensando nisso, a usina reuniu todas as suas iniciativas no Relatório de Sustentabilidade 2015/2016, publicado com o intuito de informar as práticas alinhadas com a missão, visão e valores da empresa.

Entre os principais pilares estão a ética, transparência e respeito à vida. O objetivo é alcançar os melhores resultados junto aos nossos colaboradores, clientes, parceiros e a comunidade. A usina se orgulha de gerar emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e sociocultural do município de Carmo do Rio Verde (GO) e região.

O Diretor-Presidente da CRV Industrial, Paulo Fernando Cavalcanti de Morais, comenta que conta com uma equipe competitiva, comprometida e motivada a buscar de novos desafios. “Embora competitivos, somos por excelência, colaborativos! Sabemos dar as mãos e ajudarmos uns aos outros sempre que necessário.“

Entre as iniciativas que se destacam, estão as ações de sustentabilidade ambiental, como o viveiro florestal, além de condutas pautadas pela igualdade e competência, como a valorização da mão de obra feminina, gestão de pessoas transparente, respeito aos colaboradores e comunidade, certificações de produção e reconhecimentos nacionais da qualidade não só dos produtos como as interferências de sua produção no meio em que está inserido.

Venda de etanol hidratado segue aquecida

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A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras do Centro-Sul atingiu 38,51 milhões de toneladas na primeira metade de setembro, queda de 15,31% sobre o resultado da mesma quinzena de 2017. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 15 de setembro, o processamento chegou a 430,35 milhões de toneladas, praticamente o mesmo valor observado em igual período do ciclo anterior (428,32 milhões de toneladas).

Dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) baseados em uma amostra de 81 usinas indicam que o rendimento do canavial alcançou 70,73 toneladas por hectare colhido na primeira quinzena de setembro, contra 77,87 toneladas por hectare no mesmo período 2017 – queda de 9,16%). Os dados efetivos para o mês serão confirmados no próximo release.

“Como era esperado, a intensa quebra agrícola registrada deve repercutir na data de término da safra no Centro-Sul”, explica Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Informações apuradas pela entidade a partir de uma amostra com 237 unidades produtoras mostram que apenas 12% das empresas devem processar cana em dezembro 2018, contra 36% verificados no mesmo mês de 2017. O cronograma apurado pela UNICA mostra que 38% das usinas do Centro-Sul devem encerrar a safra até o final de outubro e 49% das empresas devem concluir a moagem ao longo do mês de novembro.

Antonio de Padua acrescenta: “Apenas 25% das usinas devem postergar o término da safra 2018/2019 em relação a data de encerramento verificada no ciclo 2017/2018. O prazo médio de atraso para essas empresas é de apenas 12 dias. Cerca de 75% das unidades em operação devem adiantar o final da safra 2018/2019, com prazo médio de antecipação de 27 dias em relação ao encerramento da safra passada e ampliação do período de entressafra”.

Produção e mix

Na primeira metade de setembro, a fabricação de açúcar caiu 31,57% em relação a mesma quinzena de 2017, somando 2,15 milhão de toneladas. Já no caso do etanol, houve aumento de 6,86%, com 2,25 bilhões de litros produzidos (1,56 bilhão de hidratado e 696,65 milhões de anidro).

Desde o início da safra 2018/2019 até 15 de setembro, a quantidade fabricada de açúcar totalizou 20,99 milhões de toneladas, recuo de 20,72% quando comparada ao mesmo período de 2017. Em sentido inverso, a produção de etanol acumula alta de 30,31%, alcançando 22,75 bilhões de litros (7,05 bilhões de anidro e 15,70 bilhões de hidratado).

Com isso, 62,73% da matéria-prima processada nos 15 dias iniciais de setembro destinaram-se à produção de etanol (versus 52,02% na mesma quinzena de 2017). Na safra, esse percentual atinge 63,40%.

Qualidade da matéria-prima

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima processada atingiu 156,97 kg na primeira quinzena de setembro, 6,05 kg acima do valor apurado em igual período do ano passado. No acumulado da safra, o indicador totalizou 139,89 kg de ATR por tonelada, alta de 4,44% em relação ao ciclo 2017/2018.

Vendas de etanol

No mercado doméstico, como reflexo da enorme competividade do etanol frente à gasolina, as vendas do biocombustível hidratado pelas unidades do Centro-Sul atingiram 962,32 milhões de litros na primeira quinzena de setembro – expressiva alta de 42,69% em comparação aos 674,42 milhões de litros verificados em igual período do ano passado. No caso do etanol anidro, o volume alcançou 353,68 milhões de litros nos primeiros 15 dias do mês.

No total, as vendas de etanol somaram 1,31 bilhão de litros ante 1,47 bilhão de litros na segunda quinzena de agosto de 2018. Essa redução decorre do menor número de dias úteis na 1ª quinzena de setembro.

No acumulado de abril até 15 de setembro deste ano, as vendas de etanol pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizaram 13,58 bilhões de litros, sendo 775,00 milhões destinados ao mercado externo e 12,80 bilhões comercializados domesticamente – crescimento de 18,08% na comparação com o mesmo período da safra passada. Unica

Em julho, consumo de gasolina cai; etanol aumenta

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Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) indicam forte redução na demanda brasileira de combustíveis do ciclo Otto (gasolina C e etanol hidratado) em julho. Foram 4,08 bilhões de litros consumidos, uma queda de 8,32% sobre o mesmo mês de 2017 e de 2,69% em relação a junho de 2018.

Esse é o menor volume para o mês dentre os últimos 6 anos. Repercute, principalmente, a retração nas vendas de gasolina. Em julho, o Brasil consumiu 2,99 bilhões de litros do combustível, contra 3,15 bilhões de litros no mês anterior. Em contrapartida, as vendas de etanol hidratado pelas distribuidoras cresceram consideravelmente. Somaram 1,55 bilhão de litros, a maior demanda mensal registrada em 2018 – crescimento de 4,12% sobre junho deste ano.

Como reflexo, a participação do etanol hidratado no consumo de combustíveis do ciclo Otto aumentou para 26,66%. A série histórica indica que este percentual é o maior já observado desde outubro de 2010 (27,50%). Avaliando os principais estados consumidores do biocombustível, o destaque coube à São Paulo, onde a participação atingiu quase 50%; dos 1,17 bilhão de litros comercializados, 779,12 milhões de litros foram do biocombustível hidratado e 623,49 milhões de litros de gasolina C (já incorporando o diferencial de rendimento entre ambos os produtos). A expansão da demanda do renovável em julho sobre junho também foi forte no Paraná (10,3%), Minas Gerais (11,7%) e Mato Grosso (8,2%).

Estes números refletem a competitividade superior do hidratado frente à gasolina em praticamente todo o País. De acordo com a ANP, a paridade média de preços entre estes combustíveis atingiu 62% em julho, índice muito abaixo da relação técnica que varia entre 70% e 75,4%. Testes urbanos e rodoviários conduzidos em 2017 pelo Instituto Mauá demonstram que o desempenho médio do biocombustível em 20 veículos de diversas categorias (Popular 1.0, Sedan Médio, SUV, Popular 1.6) variou de 70,7% e 75,4%, ou seja, um resultado superior aos valores de referência encontrados para os mesmos modelos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV); 66,7% e 72,1%, respectivamente.

Unica

Venda de hidratado bate novo recorde na 2ª quinzena de julho

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O volume de etanol total comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul atingiu 1,50 bilhão de litros na segunda quinzena de julho, quase 35% superior ao resultado observado no mesmo período de 2017. Esse significativo crescimento decorre do volume recorde de etanol hidratado comercializado ao mercado interno na segunda metade de julho: 930,40 milhões de litros.

Esse aumento expressivo nas vendas de hidratado remete à competitividade do produto frente à gasolina na maior parte do mercado brasileiro.  Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pela UNICA, indica uma paridade média de 62% entre os combustíveis no Brasil, muito aquém do rendimento técnico médio de 73%, ao longo da última semana (de 29 de julho a 04 de agosto).

Em pelo menos seis Estados – São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro – a competitividade do renovável nos postos é a melhor ao longo desta década. Por exemplo, na capital paulista e em cidades do interior do Estado, a relação está abaixo dos 60% (para mais detalhes acesse o relatório de preços neste link).

Para o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “nesse momento, abastecer com o etanol gera uma importante economia ao consumidor, além dos inúmeros benefícios ambientais e de saúde pública proporcionados pelo consumo de uma fonte de energia limpa e renovável.” Importante destacar também a contribuição do etanol anidro, aquele misturado à gasolina, para atenuar o preço do combustível fóssil nas bombas, concluiu.

Tomando-se os preços da última semana e comparando esses valores com o rendimento médio dos veículos, é possível concluir que um proprietário de carro flex com consumo médio de 200 litros de combustível por mês está obtendo uma economia média de R$ 120 mensalmente pelo uso do etanol.

Aplicando a mesma lógica a todo o volume de hidratado comercializado pelas usinas do Centro-Sul no último mês, chegamos a uma economia de R$ 970 milhões proporcionada pelo biocombustível.

Em relação ao anidro, as vendas ao mercado interno alcançaram 407,40 milhões de litros na última de metade de julho, registrando crescimento de 20,0% em relação ao volume comercializado nas duas quinzenas anteriores. Esse aumento é explicado especialmente pela maior quantidade de etanol transferida à região Norte-Nordeste após a redução nas importações do produto.

No total de julho, as vendas das unidades produtoras alcançaram 2,70 bilhões de litros, sendo 253,04 milhões direcionados à exportação e 2,45 bilhões ao mercado interno. No mercado interno, o volume comercializado de anidro atingiu 748,63 milhões de litros e de hidratado 1,70 bilhão, com crescimento de 51,9% em relação a julho de 2017.

Para o executivo da UNICA, “as vendas de julho surpreenderam especialmente por ser um período de férias no Brasil”. A expectativa é de que o volume comercializado atinja patamares superiores no mês de agosto, acrescenta Padua.

No acumulado desde abril até o final de julho, o volume comercializado de etanol atingiu 9,24 bilhões de litros de etanol, sendo 6,25 bilhões de hidratado e 2,98 bilhões de anidro. Deste total, apenas 513,06 milhões de litros (ou seja, menos de 6%) destinaram-se às exportações e 8,72 bilhões foram direcionados ao mercado interno – crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2017, com destaque para as vendas internas de hidratado que somaram 6,04 bilhões e registraram aumento de 37,7% em relação ao último ano.

Moagem e produção

A quantidade de cana-de-açúcar processada no Centro-Sul totalizou 47,34 milhões de toneladas nos 15 dias finais de julho, 6,99% inferior às 50,91 milhões de toneladas apuradas no mesmo período do último ano.

Quanto à produção de açúcar, esta somou 2,61 milhões de toneladas na segunda metade de julho, expressiva queda de 23,65% (equivalente a mais de 810 mil toneladas) sobre o resultado em igual período da safra 2017/2018. Em contrapartida, a fabricação de etanol aumentou 24,66%, alcançando 2,60 bilhões de litros.

Deste volume, 864,26 milhões de litros correspondem ao etanol anidro e 1,74 bilhão ao etanol hidratado. Este último representa um crescimento de 51,37% comparado aos 1,15 bilhão de litros registrados na segunda quinzena de julho de 2017.

“Diante desses resultados, menos de 40% da cana segue direcionada à produção de açúcar”, comenta o executivo. Nos últimos 15 dias de julho, 38,47% da matéria-prima processada destinou-se à fabricação de açúcar, contra 50,35% na mesma quinzena do ano passado. No acumulado da atual safra, este percentual atinge apenas 36,52%.

Sobre o etanol de milho, sua produção alcançou 22,87 milhões de litros na última metade de julho, totalizando 210,67 milhões no ciclo 2018/2019.

No acumulado desde o início desta safra até 1º de agosto, a moagem totalizou 314,80 milhões de toneladas, com 14,75 milhões de toneladas de açúcar fabricadas – frente a 17,63 milhões no mesmo período de 2017. No caso do etanol, são 16,05 bilhões de litros produzidos, dos quais 4,94 bilhões anidro e 11,11 bilhões de hidratado.

Qualidade da matéria-prima

A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) alcançou 150,64kg por tonelada de cana-de-açúcar nos 15 dias finais de julho, contra 140,21 kg na mesma quinzena do último ano – alta de 7,44%. No acumulado até 1º de agosto, esse indicador atingiu 134,67 kg por tonelada, aumento de 5,24% em relação à safra 2017/2018.

Unica

Setor Sucroenergético busca mais produtividade com agricultura digital

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Decisivo para aumentar a produtividade e a eficiência, o conceito de agricultura digital ganha espaço no campo e é tendência do setor. Novas tecnologias que permitem, além da instrumentação e monitoramento de situações nas lavouras, a coleta de dados e a transmissão automática para melhor acompanhamento dos resultados em todas as etapas. Em dez anos, segundo dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), a produtividade dos canaviais cresceu 5% no Brasil, índice que poderia ser ainda mais elevado com a utilização das tecnologias. E diante de um setor que está em retomada, a busca por alternativas e soluções movimentará R$ 4 bilhões em 2018, com a realização da 26ª FENASUCRO & AGROCANA, a maior feira mundial sucroenergética, que receberá de 21 a 24 de agosto, sem Sertãozinho (SP), 40 mil visitantes brasileiros e internacionais. Serão mais de mil marcas em exposição, numa área de mais de 70 mil metros quadrados.

Monitoramento por aplicativos, drones, câmeras e colhedoras tecnológicas estão entre os recursos modernos que o setor dispõe hoje no campo. Na cadeia produtiva sucroenergética, a inteligência artificial e equipamentos modernos já ajudam a alcançar melhor controle nos canaviais e mais produtividade por hectare. Dentro das unidades produtoras, há sistemas completos de inteligência para acompanhar e levantar dados sobre a produção de açúcar e etanol, além de controle de estoques, de equipamentos e também de profissionais. “O futuro do setor sucroenergético passa pelo conceito da agricultura digital e as inovações tecnológicas que estarão em exposição na feira são essenciais para otimizar processos e obter maiores resultados em toda a cadeia produtiva”, diz o gerente de produto Paulo Montabone.

Ainda segundo Montabone, a inovação também fará parte dos temas discutidos e apresentados nas mais de 350 horas de eventos de conteúdo que neste ano a feira traz aos seus visitantes. Seminários, palestras na Arena do Conhecimento e troca de informações e experiências para o campo e também a indústria.

Serviço

Edição: 26ª edição Realização: 21 a 24 de agosto de 2018 Horário exposição: das 13h às 20h Horário eventos de conteúdo: das 8h às 18h Local: Centro de Eventos Zanini, Marginal João Olézio Marques, n 3.563, Sertãozinho – São Paulo – Brasil Site oficial: www.fenasucro.com.br

Divulgação

CRV Industrial conquista certificação Bonsucro

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A CRV Industrial comemora uma importante vitória: a Certificação Bonsucro, que é uma organização sem fins lucrativos, de alcance global, cujo objetivo é promover um setor de cana-de-açúcar com comunidades produtoras sustentáveis ​e prósperas e cadeias de suprimento garantidas e resilientes, contribuindo assim para a redução de efeitos negativos e o aumento dos impactos positivos sociais, ambientais e econômicos da produção da cana-de-açúcar. Isso coloca a empresa no seleto grupo de usinas sucroenergéticas que possuem o reconhecimento através de uma certificação internacional.

Antes de ser certificada, a CRV Industrial passou por um criterioso processo de auditoria. Todas as atividades agrícolas e industriais foram analisadas mediante elevados critérios ambientais, sociais e econômicos, garantindo a qualidade da matéria prima para produção de açúcar e etanol.

Após a análise e a aprovação por auditores, veio a certificação. Uma usina só é aprovada caso siga rigorosamente padrões de qualidade em seis princípios básicos:

1.    Obedecer as Leis;

2.    Respeitar os Direitos Humanos e as Normas Trabalhistas;

3.    Gerir as Entradas, Produção e Processamento de Eficiências para a Melhoria da Sustentabilidade;

4.    Gerenciar de forma ativa serviços de biodiversidade e ecossistêmicos;

5.    Melhorar as principais áreas da empresa de forma contínua;

6.    Requisitos adicionais para a União Europeia.

Divulgação CRV