Setor sucroenergético é recebido pelo governador Ronaldo Caiado

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Os representantes das usinas que produzem etanol, açúcar e bioeletricidade em Goiás foram recebidos na ultima sexta-feira pelo governador Ronaldo Caiado em audiência no Palácio Pedro Ludovico. O presidente-executivo do Sifaeg e Sifaçúcar, André Rocha, que também preside o Fórum Nacional Sucroenergético, fez uma apresentação sobre o setor sucroenergético goiano e detalhou as demandas atuais do segmento em relação ao governo estadual. O governador fez questão de ressaltar que o governo dele tem total compromisso de ajudar a alicerçar cada vez mais esse segmento produtivo. “As usinas têm papel extremamente importante na promoção da qualidade de vida das pessoas que vivem no interior do estado. Por isso mesmo, buscaremos de toda maneira ampliar a ação do governo para diminuir a burocracia para que o setor possa investir ainda mais em Goiás” disse Caiado. Segundo André Rocha a reunião foi uma oportunidade para detalhar a importância que o setor tem na geração de empregos e renda e na interiorização do desenvolvimento. Além disso, foi possível citar os vários programas a ações que as usinas adotam nos municípios no que se refere à responsabilidade socioambiental e também destacar as inúmeras doações que são feitas pelas empresas para ajudar na melhoria do ensino nas escolas estaduais e municipais e também para aprimorar os serviços na área de segurança pública. André acrescenta: “informamos ao governador que o setor tem a intenção de investir em Goiás cerca de 1 bilhão e 200 milhões de reais, mas isso está condicionado a um cenário onde exista segurança jurídica, agilidade na concessão de licenças ambientais e manutenção dos incentivos fiscais.”.

Safra com maior produção e venda de etanol

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A moagem pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 42,37 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nos primeiros 15 dias de junho. O resultado é praticamente igual às 42,52 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2018, mas 3,92% abaixo daquele observado na última quinzena de maio de 2019.

Essa redução atinge 4,10% no valor acumulado. Desde o início da safra 2019/2020 até 16 de junho, a quantidade processada somou 170,81 milhões de toneladas, contra 178,11 milhões de toneladas até o mesmo período do ciclo anterior.

“Apesar do clima seco observado nas últimas semanas, a moagem da safra ainda continua atrasada em mais de 7 milhões de toneladas”, explica Antonio de Padua Rodrigues, direto técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Em relação ao número de unidades em safra, 251 estavam em operação no Centro-Sul até 16 de junho, contra 259 até a mesma data de 2018. Outras nove unidades devem iniciar as operações nas próximas semanas.

Sobre a produtividade agrícola, dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam queda de 2,16% do rendimento agrícola na primeira metade de junho. Considerando uma amostra comum de unidades produtoras, o indicador caiu de 89,69 toneladas por hectare colhido em 2018, para 87,75 toneladas por hectare no início de junho deste ano.

Qualidade da matéria-prima

Na primeira quinzena junho, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) alcançou 128,88 kg por tonelada de cana-de-açúcar, inferior ao indicador obtido no mesmo período do último ano (134,49 kg por tonelada).

No acumulado desde o início da atual safra, a concentração de ATR totalizou 121,13 kg por tonelada, recuo de 4,04% em relação aos 126,23 kg de ATR por tonelada observados no mesmo período de 2018.

Para Rodrigues, “o início de safra mais chuvoso deve comprometer a concentração de açúcares na planta e, ao final da safra 2019/2020, resultar em um indicador com queda de pelo menos 3 kg de ATR por tonelada em relação ao verificado no último ciclo”.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar atingiu 1,86 milhão de toneladas nos 15 dias iniciais de junho, contra 1,98 milhão de toneladas na mesma quinzena de 2018 – recuo de 6,09%. No caso do etanol hidratado, a redução totalizou 5,87%, somando 1,37 bilhão de litros.  Em sentido contrário, a produção de etanol anidro cresceu 5,18%, para 736,89 milhões de litros até 16 de junho.

Refletindo essas cifras, houve aumento no percentual de cana-de-açúcar direcionada ao etanol: de 63,56% na primeira quinzena de 2018 para 64,16% no ano corrente.

No acumulado da atual safra, o percentual atingiu 65,96%. Com isso, a fabricação de açúcar somou 6,71 milhões de toneladas, frente a 7,49 milhões de toneladas em 2019. Já a produção acumulada de etanol totalizou 8,29 bilhões de litros, dos quais 5,87 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,42 bilhões de litros de etanol anidro.

Para o diretor da UNICA, “os números desta quinzena retratam a tendência já observada anteriormente, com safra mais alcooleira diante das atuais condições de mercado. Com cerca de 30% da cana-de-açúcar da safra processada até o momento, já temos uma retração na produção de açúcar de quase 800 mil toneladas”, concluiu.

A produção de etanol de milho alcançou 49,19 milhões de litros nos primeiros quinze dias de junho. Se o ritmo observado até o momento for mantido, a produção final da safra 2019/2020 poderá superar 1,2 bilhão de litros.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 1,30 bilhão de litros na primeira metade de junho, com 42,30 milhões de litros exportados e 1,26 bilhão de litros voltados ao mercado doméstico.

Nesse mercado, a comercialização de etanol anidro alcançou 354,76 milhões de litros. O volume de etanol hidratado, por sua vez, totalizou expressivos 902,03 milhões de litros, praticamente o mesmo volume vendido na primeira quinzena de junho de 2018 (915,75 milhões de litros).

Essa comparação deve ser feita com ressalva porque na primeira quinzena de junho de 2018 houve recomposição intensa de estoque de todo o sistema de distribuição e revenda de etanol, após a greve dos caminhoneiros que terminou em 1º de junho de 2018.

“O volume de hidratado comercializado pelas unidades produtoras no início desse mês segue a tendência de mercado demandante observada desde o início da safra. O montante vendido só não foi maior porque nos últimos 15 dias de maio tivemos mais dias úteis, recomposição de estoque pelas distribuidoras e aumento da recepção de produto nos dutos”, explicou Rodrigues.

Unica

27ª FENASUCRO & AGROCANA amplia visão de mercado com destaque para o setor de bioenergia

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A FENASUCRO & AGROCANA, a maior feira do mundo exclusivamente voltada ao setor sucroenergético, acontecerá de 20 a 23 de agosto em Sertãozinho/SP – um dos principais polos da indústria sucroenergética e de produção de cana-de-açúcar. Em sua 27ª edição, o evento se consolida também como vitrine do setor de bioenergia, seguindo a tendência mundial de sustentabilidade.

Além de sua vocação na geração de conhecimento e oportunidade de atualização para os profissionais do mercado, a FENASUCRO & AGROCANA apresentará soluções e conteúdos voltados para bioenergia. Através do tema “Renovando seus negócios”, a feira mostra como o setor oferece diversas possibilidades dentro de sua cadeia de produção.

“É um ano em que o otimismo está predominando no mercado e as expectativas para a feira são muito positivas. Às vésperas de entrar em vigor, o RenovaBio já mostrou sua força para os negócios deste mercado. Percebemos considerável aumento dos investimentos em cogeração de energia e na renovação tecnológica das usinas, mostrando que o setor vive um bom momento, isso já vem se refletindo diretamente nos resultados comerciais da FENASUCRO & AGROCANA deste ano”, explica o diretor da feira, Paulo Montabone.

Para o presidente do CEISE Br, Luis Carlos Jorge, a notícia de que o governo federal irá autorizar o setor de biocombustíveis a expedir debêntures incentivadas e captar recursos, visando impulsionar o Renovabio, reforça o cenário mais positivo para toda a cadeia da cana-de-açúcar, produtora de açúcar, etanol e energia.

“Mais do que ampliação e renovação dos canaviais, e das reformas e aquisição de novos equipamentos para aumento de produtividade e eficiência por parte das usinas, a medida poderá ainda abranger investimentos em infraestrutura e logística”, aponta Jorge.

Relevância da Bioenergia

Segundo o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018, da Agência Internacional de Energia (AIE), o Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente entre os grandes consumidores globais de energia, sendo a nação com maior participação de fontes renováveis. O estudo aponta ainda que o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente em função da bioenergia – nos transportes e na indústria e da hidroeletricidade, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.

Já o relatório divulgado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) mostra que, em julho de 2018, devido à safra da cana, a biomassa chegou a representar 7.8% da energia da matriz energética brasileira.

“Esses dados destacam a relevância da bioenergia na matriz energética brasileira e mostram que o país e nosso setor têm feito as escolhas certas, através de leis claras e com previsibilidade, como é o caso do Renovabio”, afirma Montabone.

“A bioenergia está entrando em um novo ciclo e o setor vem se preparando para isso, com responsabilidade e planejamento, o que poderá fazer da Fenasucro & Agrocana termômetro principal da tão esperada retomada”, reforça Jorge.

Destaques da 27ª edição

No contexto da bioenergia e seguindo a força do Renovabio, a FENASUCRO & AGROCANA trará como um dos destaques deste ano a produção de energia a partir da biomassa e a produção do etanol à base de milho, mercado que vem avançando no Brasil. Segundo estimativas da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção apresentará aumento de 67% em relação ao último ano.

Além da indústria de biodiesel e energia renovável, a feira também apresentará as principais soluções e inovações para os setores de Alimentos e Bebidas, Papel e Celulose e Transporte e Logística. “Esse último tem um papel fundamental já que corresponde a cerca de 30% do custo final do produto. Por isso, neste ano, iremos abordar os novos desafios para o mercado, como a redução de custos através da logística integrada e avançada”, explica Montabone.

Também estão confirmadas as rodadas de negócios nacionais e internacionais que visam, principalmente, incentivar e impulsionar a geração de negócios dentro do evento. Em 2018, mais de 700 reuniões – tanto envolvendo compradores estrangeiros como nacionais – foram realizadas com este foco.

A 27ª edição da FENASUCRO & AGROCANA contará com representantes de 100% das usinas do Brasil e de outros 43 países, além de mais de 1.000 marcas expositoras com apresentação de cerca de 3 mil produtos. A expectativa é receber aproximadamente 39 mil visitantes compradores no evento, que devem movimentar por volta de R$ 4 bilhões em negócios fechados ao longo do ano.

Conhecimento e informação para o setor

Nesta edição, mais uma vez, a geração de conhecimento é um dos focos principais. Mais de 350 horas de conteúdo estão confirmadas e acontecerão nas Arenas de Conteúdo espalhadas pelo evento. “Um dos pilares mais fortes da feira são os eventos de conteúdo e, mais uma vez, teremos uma agenda diversificada para atualização dos profissionais da cadeia bioenergética”, afirma Montabone.

Realizada pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a FENASUCRO & AGROCANA acontece no Centro Empresarial Zanini, em Sertãozinho.

 Assessoria em Comunicação

Vendas de etanol hidratado no Centro-Sul registram recorde em maio

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O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul no mercado interno atingiu 2,85 bilhões de litros em maio, com crescimento de 50,64% na comparação com o volume registrado em igual período de 2018.

Desse total, as vendas de hidratado no mercado doméstico se destacaram mais uma vez, atingindo 2,05 bilhões de litros. Esse volume representa um novo recorde nas vendas do biocombustível para o mês de maio.

O crescimento de 53,19% nas vendas mensais de hidratado também incorpora o impacto da greve dos caminhoneiros que interrompeu as atividades de produção e vendas por alguns dias nesse período no ano passado.

O volume de etanol anidro direcionado ao mercado interno, por sua vez, alcançou 805,33 milhões de litros em maio, registrando aumento de 44,53% em relação aos 557,20 milhões vendidos no mesmo mês de 2018.

Para Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA, “o resultado histórico decorre da competitividade do hidratado frente à gasolina e da recomposição dos estoques operacionais dos distribuidores e nos dutos”. No caso do etanol anidro, é oportuno mencionar que a maior entrega do biocombustível pelas unidades produtoras também foi influenciada pela redução da importação de etanol, ampliação da operação de cabotagem e das transferências para atendimento da demanda na região Norte-Nordeste, acrescentou o executivo.

No acumulado da safra, as vendas de etanol pelo Centro-Sul somaram 5,51 bilhões de litros – 3,91 bilhões de hidratado e 1,60 bilhão de anidro. Daquele total, 203,89 milhões de litros foram para exportação e 5,31 bilhões para o mercado interno – com destaque para as vendas domésticas de hidratado que registraram aumento acumulado de 44,65% sobre o último ano safra.

Moagem e qualidade da matéria-prima

A quantidade de cana processada no Centro-Sul atingiu 44,01 milhões de toneladas na segunda quinzena de maio. O resultado é 34,87% superior às 32,63 milhões registradas no mesmo período de 2018. No acumulado da safra 2019/2020 até 1 de junho, a moagem alcançou 128,40 milhões de toneladas, contra 135,58 milhões contabilizadas em igual período do ciclo anterior.

A qualidade da matéria-prima processada na segunda quinzena de maio, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), indica queda de 5,92%, atingindo 125,49 kg por tonelada em 2019 contra 133,39 kg verificados na mesma quinzena do último ano. No acumulado até 1 de junho deste ano, o indicador de qualidade atingiu 118,52 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar – 4,14% abaixo do valor apurado na safra 2018/2019.

Com relação à produtividade agrícola, dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para uma amostra de 75 empresas, indica que o rendimento médio da área colhida em maio atingiu 88,81 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, aumento de 5,58% em relação ao índice apurado no mesmo mês de 2018. No acumulado da safra, a produtividade alcançou 84,28 toneladas por hectare, crescimento de 3,00% ante o valor apurado no mesmo período do ciclo 2018/2019 (81,83 toneladas por hectare).

“Apesar do crescimento observado na produtividade acumulada, a maior retração na qualidade da matéria-prima ainda leva a uma redução próxima a 1,30% ou 120 quilos de ATR por hectare colhido até 1 de junho”, explica Rodrigues.

Em relação ao número de usinas em operação, nesse ano 245 empresas registraram moagem até dia 31 de maio, contra 249 unidades industriais em igual data do último ano. Para a primeira quinzena de junho, a expectativa é de que 10 empresas devem iniciar o processamento na safra 2019/2020.

Produção de açúcar e etanol

A produção de etanol hidratado e anidro na quinzena totalizaram 1,42 bilhão de litros e 723,04 milhões de litros, respectivamente. Esse volume decorre da maior moagem na quinzena e, principalmente, do mix de produção mais alcooleiro.

No acumulado desde o início da safra, 66,59% da cana foi direcionada à produção do renovável, confirmando a expectativa de maior atratividade do etanol frente ao açúcar.

Do total produzido, o etanol fabricado a partir de milho foi responsável por 48,59 milhões de litros na quinzena. No acumulado desde o início da safra, foram fabricados 201,06 milhões de litros de etanol, registrando crescimento de 71,95% em relação ao volume produzido em igual período do ano passado.

A produção de açúcar, por sua vez, registrou crescimento de 38,51%, alcançando 1,86 milhão de toneladas na segunda metade de maio ante 1,34 milhão de toneladas produzidas no último ano.

No acumulado desde o início da safra, a produção de açúcar soma 4,84 milhões de toneladas. Já o volume acumulado de etanol alcançou 6,17 bilhões de litros, sendo 1,68 bilhão de litros de anidro e 4,49 bilhões de litros de hidratado.

“As condições de mercado observadas até o momento não geram estímulos para uma intensificação na produção de açúcar, que atingiu apenas 37,73 kg de açúcar por tonelada de cana nesta safra contra um índice de 40,59 kg no mesmo período da safra passada”, lembrou o executivo da UNICA.

Unica

Safra de cana-de-açúcar começa mais alcooleira no Centro-Sul

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O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil atingiu 13,86 milhões de toneladas na primeira quinzena de abril, com queda superior a 8 milhões de toneladas (37,99%) em relação à moagem apurada no mesmo período de 2018.

Segundo o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “a programação de início de moagem na safra 2019/2020 deveria seguir o padrão tradicional observado todos os anos. Mas as chuvas registradas no início de abril dificultaram tanto a colheita nas usinas que estavam em operação quanto o início de moagem em outras unidades, atrapalhando o cumprimento do cronograma previsto”.

A previsão era de que 176 usinas estivessem em atividade até 15 de abril. Mas até essa data, apenas 150 empresas efetivamente começaram safra no Centro-Sul, contra 174 em 2018. Assim, 64 reprogramaram o início de suas operações para a segunda metade do mês.

Apesar da queda na moagem, a safra 2019/2020 começou ainda mais alcooleira do que a anterior, com 76,45% da cana-de-açúcar processada na primeira metade de abril direcionada à produção de etanol. No ciclo anterior, este percentual foi de 68,65%.

Com isso, a produção de açúcar somou apenas 339,80 mil toneladas, menos da metade da quantidade fabricada na mesma quinzena de 2018 (712,54 mil toneladas). A produção de etanol, por sua vez, alcançou 736,73 milhões de litros (662,39 milhões de litros de etanol hidratado e 74,34 milhões de litros de etanol anidro).

“Com o retorno das condições climáticas à normalidade, as unidades restabeleceram o ritmo normal de processamento. Nesse momento, a operacionalização da colheita é realizada normalmente no Centro-Sul”, explicou Rodrigues.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades da região Centro-Sul somaram 1,18 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de abril, sendo 6,92 milhões de litros destinados à exportação e 1,17 bilhão de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado alcançou 863,17 milhões de litros, contra 852,35 milhões de litros apurados na última quinzena de março de 2019 e 599,62 milhões de litros verificados na primeira metade de abril de 2018 – trata-se de uma crescimento de 43,95% advindo da manutenção da competitividade do etanol hidratado e da necessidade de recomposição de estoque dos distribuidores.

As vendas internas de etanol anidro totalizaram 306,02 milhões de litros na primeira quinzena de abril de 2019, contra 323,92 milhões de litros em igual período da safra passada. Os volumes entregues pelos produtores do Centro-Sul já começam a incorporar de forma mais significativa as transferências para o consumo na região Norte-Nordeste do País.

Apesar do atraso no início da safra, o estoque de passagem de etanol anidro e de hidratado mantido pelos produtores da região Centro-Sul se manteve em nível elevado, superando 700 milhões de litros no caso do hidratado e 600 milhões de litros de etanol anidro no começo de abril.

Para Rodrigues “eventuais problemas de abastecimento do renovável não ocorreram por falta de produto nas usinas, mas por problemas logísticos relacionados à retirada e à distribuição do renovável”.

“É comum os distribuidores reduzirem seus estoques operacionais a partir do final de março quando o início de uma nova safra se aproxima e os preços usualmente começam a cair. Esse movimento aconteceu em 2019; porém o período mais chuvoso em abril pode ter provocado algum problema logístico pontual para uma ou outra distribuidora que não se preparou para essa condição”, acrescentou o executivo.

Unica

Moagem no Centro-Sul atinge 1,59 milhão de toneladas na primeira quinzena de março

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As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,59 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de março, queda de 53,48% em relação à moagem do mesmo período de 2018 (3,42 milhões de toneladas).

Para o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “a menor moagem se deve ao menor número de unidades em operação neste ano e ao clima mais chuvoso no início de março, que dificultou a operacionalização da colheita”.

Nos primeiros quinze dias de março, 27 unidades registraram moagem de cana, além de outras seis com fabricação de etanol de milho. No mesmo período de 2018, 50 unidades estavam em operação.

Sobre o etanol de milho, 52,76 milhões de litros foram produzidos na primeira metade de março, o maior volume quinzenal já apurado desde o início da série. A produção acumulada até o momento somou 745,05 milhões de litros, contra 490,14 milhões de litros no ciclo passado. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de março de 2019, a moagem somou 566,05 milhões de toneladas, queda de 3,82% na comparação com o índice apurado no mesmo período do ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar registrada na primeira quinzena de março atingiu apenas 9,08 mil toneladas, redução de 80,95% frente à quantidade verificada no mesmo período de 2018. A produção de etanol, por sua vez, totalizou 141,90 milhões de litros, com a hidratação (conversão de etanol anidro para etanol hidratado) de 32 milhões de litros. No acumulado desde o início da safra corrente, a produção de etanol anidro alcançou 9,10 bilhões de litros, enquanto a de etanol hidratado 21,46 bilhões de litros. Assim, no agregado, o volume de etanol fabricado até 16 de março de 2019 atingiu 30,56 bilhões de litros, crescimento de 19,11% em relação ao valor observado em igual período do ciclo 2017/2018.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de março, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 1,22 bilhão de litros, sendo 37,83 milhões destinados à exportação e 1,18 bilhão de litros ao mercado doméstico. No mercado doméstico, mais uma vez as vendas de etanol hidratado foram destaque, atingindo 824,12 milhões de litros nos primeiros quinze dias de março, com crescimento de 23,51% em relação ao volume comercializado no mesmo período de 2018.

Para Rodrigues, “o preço do etanol hidratado continua atrativo e os consumidores estão optando pelo seu uso ”. Contudo, o executivo ressalta que o aumento no valor do biocombustível em algumas regiões do Brasil nas últimas semanas não guarda relação com o preço recebido pelo produtor – segundo o indicador diário publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA – ESALQ/USP) o valor ao produtor recuou 8% nos 10 últimos dias. As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, atingiram 363,67 milhões de litros na primeira metade de março. No acumulado desde o início da safra até o dia 16 de março, as vendas de etanol anidro ao mercado interno somaram 8,09 bilhões de litros. Já o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 20,05 bilhões de litros, crescimento surpreendente de 35,60% na comparação com o mesmo período da safra 2017/2018.

Biocombustíveis em pauta

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André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás e Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), esteve hoje (19 de março) em Brasília (DF) para reunião com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo, e com o presidente da Frente Parlamentar de Valorização do Setor Sucroenergetico, deputado federal Arnaldo Jardim. Em pauta estavam as demandas do setor e a implementação do Renovabio, política que objetiva traçar uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis.

Demandas do Setor Sucroenergético são entregues ao Vice-presidente da República

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O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, participou nesta quinta-feira de jantar com o vice-presidente da República Antonio Hamilton Martins Mourão.

O presidente da ADIAL, entidade que promoveu o jantar, Otávio Lage Filho e o presidente dos Conselhos Administrativos dos sindicatos de fabricação de etanol e açúcar de Goiás, Marcelo Barbosa, também participaram do encontro.

Na ocasião, André Rocha entregou um documento com as principais demandas do setor, especialmente no que se refere às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos relativas a açúcar e etanol, já que na próxima semana, o Presidente Jair Bolsonaro terá encontro com o Presidente Donald Trump em Washington.

Vendas de etanol superam 5 bilhões de litros no primeiro bimestre de 2019

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As unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,45 bilhões de litros em fevereiro, sendo 2,37 bilhões de litros destinados ao consumo interno e apenas 85,42 milhões ao mercado internacional. Do total comercializado internamente, 653,31 milhões de litros foram de etanol anidro e 1,71 bilhão de litros de etanol hidratado, com expressivo crescimento de 46,62% em relação aos 1,17 bilhão de litros vendidos em fevereiro de 2018. Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), destaca que “o volume de hidratado vendido em fevereiro deste ano representa um recorde histórico para o mês e sinaliza a manutenção das vendas aquecidas do biocombustível”. Com efeito, as vendas de hidratado por dia útil registraram 85,84 milhões de litros em fevereiro, com crescimento de 3,20% em relação aos 83,20 milhões de litros verificados no mês anterior. “Esses números reforçam a opção do consumidor pelo hidratado e indicam que o volume comercializado em fevereiro só apresentou retração em relação a janeiro por causa do menor número de dias úteis”, explicou Pádua. No agregado desde abril de 2018 até 1 de março de 2019, as vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul totalizaram 28,41 bilhões de litros, com 1,48 bilhão de litros direcionados para exportação e 26,93 bilhões de litros ao mercado interno. Desse total destinado ao mercado doméstico, o volume acumulado de etanol hidratado comercializado (19,21 bilhões de litros) representa crescimento de 36,05% na comparação com o valor apurado no mesmo período da safra 2017/2018. Moagem e produção A quantidade de cana processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 543,37 mil toneladas na segunda quinzena de fevereiro de 2019, com toda moagem registrada nos Estados do Mato Grosso do Sul e Goiás. No acumulado desde o início da atual safra 2018/2019 até 01 de março, a moagem somou 564,14 milhões de toneladas, permanecendo abaixo do resultado apurado até a mesma data no ciclo 2017/2018 (585,13 milhões de toneladas). Levantamento atualizado pela UNICA indica que 6 unidades produtoras retomaram a produção na segunda metade de fevereiro. Assim, estão em operação no Centro-Sul 8 unidades processadoras de cana-de-açúcar e 8 plantas com fabricação de etanol a partir de milho. A produção de açúcar registrada nos últimos quinze dias de fevereiro foi ínfima (apenas 2,37 mil toneladas), enquanto o volume fabricado de etanol somou 73,90 milhões de litros. Do biocombustível total fabricado na quinzena, 40,04 milhões de litros referem-se ao etanol de milho. O volume de etanol anidro reprocessado e convertido em etanol hidratado (processo conhecido como hidratação) atingiu 112,06 milhões de litros em fevereiro, sendo 53,11 milhões de litros na segunda quinzena. No agregado desde o início da safra até 01 de março de 2019, a produção de açúcar atingiu 26,36 milhões de toneladas, ante 35,84 milhões de toneladas no mesmo período de 2018. No caso do etanol, a produção acumulada alcançou 30,42 bilhões de litros, dos quais 9,10 bilhões foram de anidro e 21,32 bilhões de hidratado. Este último representa um crescimento de 42,40% quando comparado ao volume acumulado na safra 2017/2018 (14,97 bilhões de litros). Do total de etanol produzido, 692,29 milhões de litros foram fabricados a partir do milho – incremento de 50,90% na comparação com o volume verificado no mesmo período da safra 2017/2018 (458,78 milhões). Unica