RenovaBio

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O SIFAEG, sindicato que representa os produtores de etanol em Goiás, avalia que a aprovação e a implantação do RenovaBio se constituirão em incentivos relevantes para os biocombustíveis, permitindo o avanço das energias renováveis no Brasil.

O Projeto do RenovaBio, que está sendo apreciado hoje, no plenário da Câmara dos Deputados, representa um compromisso com o desenvolvimento de iniciativas de sustentabilidade e preservação ambiental, fundamentais para o cumprimento até 2030, das metas firmadas no Acordo de Paris. Metas que foram inclusive ratificadas pelo governo brasileiro.

O SIFAEG apoia e entende a iniciativa como um impulso relevante ao desenvolvimento da produção de biocombustíveis no Brasil, e defende que metas para elevação do uso de combustíveis que não sejam fósseis sejam determinadas a partir dos compromissos de descarbonização assumidos pelo país.

Importante ressaltar que, o RenovaBio  estimula a eficiência da produção, com ganhos de produtividade e ainda valoriza os biocombustíveis nacionais, dando previsibilidade à segurança energética e assegurando investimentos em inovação tecnológica. Além disso, a nova realidade que virá com o Programa em vigência, irá permitir a interiorização do desenvolvimento e a tão urgente retomada de investimentos no setor, com geração de emprego e renda.

Neste cenário, o RenovaBio ainda trará benefícios para o meio ambiente e para a saúde pública, pois ajudará a diminuir a emissão de gás carbônico. O Projeto não é uma renúncia fiscal e nem tão pouco uma política de subsídios e não prevê a criação de novos impostos.

RenovaBio – Compromisso com melhores tempos para o Brasil, com mais energia limpa e renovável!

SIFAEG – Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás

Câmara aprova regime de urgência para RenovaBio

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A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, dia 22, a tramitação em regime de urgência para acelerar o trâmite de aprovação do Projeto de Lei nº 9086/2017 que cria o programa RenovaBio.  O deputado federal Evandro Gussi (PV-SP) foi o autor do pedido que teve  299 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção. Com isso, o PL passa a ser prioridade entre as pauta a serem analisadas em plenário.

O RenovaBio é considerado fundamental para que haja a retomada de investimentos na indústria de biocombustíveis e também criará condições para que o Brasil possa cumprir as metas de “descarbonização” assumidas no Acordo de Paris.

Além de proporcionar a melhoria da poluição atmosférica nas grandes cidades, evitando a emissão de aproximadamente 571 milhões de toneladas de CO2, volume equivalente a três vezes o total emitido pelo desmatamento de florestas no País de 2014 a 2030, os investimentos somente na cadeia produtiva do etanol, que atualmente emprega cerca de 1 milhão de pessoas, poderão gerar mais 750 mil empregos.

    Sifaeg

PL do RenovaBio já tramita no Congresso Nacional

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Foi protocolado no Congresso Nacional, na terça-feira passada, dia 14, o Projeto de Lei (PL) 9086/2017, que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O RenovaBio vem sendo preparado pelo governo federal e entidades representativas de toda a cadeia produtiva dos biocombustíveis com o objetivo de incentivar a produção e consumo de combustíveis limpos e renováveis. Especialistas da área afirmam que o RenovaBio é fundamental para que o Brasil cumpra os compromissos relacionados às metas do clima assumidos no Acordo de Paris, bem como para assegurar o abastecimento de combustíveis no País. Se aprovado, o Projeto seguirá para sanção da Presidência da República.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que representa grande parte da indústria produtora de etanol no Brasil, comemora o envio do PL ao Congresso Nacional e em nota afirma que a proposta de criação dessa política inovadora trará previsibilidade para a retomada dos investimentos e crescimento da produção do biocombustível, sem depender de subsídios do governo e de renúncia fiscal. A Unica afirma ainda que existe a expectativa de que o Projeto tramite no Congresso em caráter de urgência para ser regulamentado ainda em 2018.

“O desenvolvimento e o encaminhamento dessa proposta tiveram a liderança do Ministério de Minas e Energia, com o apoio dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e uma importante contribuição de diversos setores ligados à cadeia produtiva de biocombustíveis. É resultado da construção de um consenso entre agentes da cadeia de produção e consumo de biocombustíveis, incluindo a sociedade civil (ONGs), governo e parlamento, em particular do Presidente da Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético, Deputado Alexandre Baldy (GO-Podemos) e dos membros da Frente Parlamentar da Agricultura”, diz a nota. Canal-

 

Jornal da Bioenergia

 

Vendas de etanol hidratado avançam no Centro-Sul

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•             O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras do Centro-Sul totalizou 30,02 milhões de toneladas na segunda quinzena de outubro de 2017. Esse resultado é inferior às 32,39 milhões de toneladas processadas na primeira metade do mês e 5,62% menor quando comparado à moagem observada na última quinzena de outubro de 2016 (31,81 milhões de toneladas).

•             Essa retração se deve às chuvas intensas que ocorreram nas áreas canavieiras do Estado de São Paulo, no noroeste do Paraná, Triângulo Mineiro e sul goiano.

•             Até 31 de outubro, 43 unidades produtoras encerraram a safra 2017/2018. Até essa mesma data de 2016, eram 67 unidades com operação finalizada.

•             No acumulado desde o início do ciclo 2017/2018 até 31 de outubro, a moagem alcançou 529,60 milhões de toneladas, 1,97% abaixo daquela verificada no mesmo período do último ano (540,25 milhões de toneladas).

•             Nos 15 dias finais de outubro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) totalizou 153,64 kg por tonelada de cana processada, registrando aumento de 4,91% em relação à primeira quinzena de outubro. Esse crescimento no ATR produto foi influenciado, entre outros fatores, pelas chuvas ocorridas nos últimos dias do mês de outubro, reduzindo a moagem devido a parada das unidades. Em contrapartida, na avaliação do ATR da cana, aquele verificado antes do processo produtivo, o indicador registra queda entre 2% a 3% no Centro-Sul.

•             No acumulado da atual safra, o ATR produto atingiu 137,80 kg por tonelada, frente aos 134,00 kg contabilizados no mesmo período do ciclo 2016/2017.

•             Na última quinzena de outubro, 42,85% da matéria-prima processada destinou-se à fabricação de açúcar, ante 49,29% computados no mesmo período do ano passado e 43,87% na primeira metade de outubro de 2017. No acumulado de 2017/2018 até 31 de outubro, este percentual foi de 47,60%.

•             A fabricação de açúcar na última metade de outubro alcançou 1,88 milhão de toneladas, queda de 5,02% sobre a quinzena anterior e de 8,68% sobre a quantidade registrada ao final de outubro de 2016 (2,06 milhões de toneladas). Desde o início da safra 2017/2018 até o momento, a produção somou 33,10 milhões de toneladas.

•             No caso do etanol, a tendência é contrária. Nos últimos 15 dias de outubro, sua produção avançou 19,60% sobre o mesmo período de 2016, totalizando 1,57 bilhão de litros (921,07 milhões de litros de hidratado e 648,70 milhões de litros de anidro). Entre o início do ciclo 2017/2018 até 31 de outubro, o volume fabricado atingiu 22,60 bilhões de litros (12,86 bilhões de litros de hidratado e 9,74 bilhões de anidro).

•             A produção de etanol a partir do milho no acumulado de abril a outubro somou 206,18 milhões de litros, ante 78,82 milhões de litros na safra 2016/17. No mês de outubro deste ano, a produção alcançou 45,5 milhões de litros.

•             Em relação à produtividade agrícola, no acumulado de abril a outubro, a retração no rendimento do canavial no Centro-Sul atingiu 1,58%, segundo pesquisa do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Nesse período, a produtividade agrícola na região totalizou 77,53 toneladas por hectare, contra 78,77 toneladas por hectare no ciclo anterior. No mês de outubro, para uma amostra de 150 unidades, o rendimento médio da área colhida por hectare atingiu 66,30, queda de 0,45% em relação ao índice apurado no mesmo mês do último ano.

•             As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançaram 2,46 bilhões de litros em outubro de 2017; forte alta de 15,21% em relação ao mesmo mês do último ano. Trata-se também do maior volume mensal na atual safra.

•             Esse resultado decorre principalmente da ampliação das vendas de hidratado ao mercado interno. Estas totalizaram 1,50 bilhão de litros, aumento de 21,66% sobre os 1,23 bilhão de litros apurados em outubro de 2016.

•             Na segunda metade do mês, o volume comercializado do biocombustível no mercado doméstico atingiu surpreendentes 839,63 milhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 32,48% sobre os 633,77 milhões de litros vendidos no mesmo período do ano passado. Historicamente, este é o segundo maior valor já observado, superado apenas pelos 877,33 milhões de litros registrados na última quinzena de outubro de 2015.

•             Em relação ao etanol anidro, as vendas ao mercado interno somaram 794,46 milhões de litros em outubro de 2017, com 443,38 milhões de litros comercializados na segunda metade do mês.

•             As exportações alcançaram 171,97 milhões de litros em outubro, dos quais 79% foram de anidro.

•             Esse avanço reflete os preços atrativos do produto comparativamente à gasolina em boa parte do mercado consumidor brasileiro. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, há dez semanas consecutivas abastecer com etanol é mais econômico.

Unica

 

​Renovabio: por que a demora?

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A 17a. Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, que se encerra nesta terça-feira, em São Paulo (SP), detalhou o RenovaBio nos painéis realizados no primeiro dia da programação. O Programa, em estado de gestação no governo federal, trata da expansão da produção de biocombustíveis no País, com foco no abastecimento doméstico, geração de excedentes para exportação e redução das emissões de gases de efeito estufa na matriz de transportes. André Rocha, presidente-executivo do Sifaeg e presidente do Fórum Nacional  Sucroenergético, participa da Conferência e ressalta que o Renovabio precisa ser alçado ao “status“ de política de Estado, para que o Brasil possa avançar em sua trajetória de liderança no cenário mundial de biocombustíveis. Para Plínio Nastari, presidente da Datagro, consultoria que realizada o evento, o Renovabio não se trata de subsídios, nem de imposto sobre combustíveis fósseis. “O Renovabio é uma política pública de indução de eficiência energética e de reconhecimento da capacidade de promover descarbonização.” Apesar de ser considerado um excelente Programa, o Renovabio segue enfrentando entraves internos no governo. Alguns setores temem que a iniciativa alimente a inflação no país. Sobre essa questão, André Rocha diz que essa preocupação não tem justificativa. “Temos a inflação em queda e abaixo da meta estipulada pelo governo e é incontestável que o Brasil precisa de uma política de desenvolvimento e de recuperação de investimentos e geração de empregos. O Renovabio terá efeitos positivos também nesta área” afirma o executivo. Em relação ao setor sucroenergético, André afirma que haverá ganhos de eficiência e produtividade que poderão reduzir custos de produção do etanol e do açúcar que serão repassados para os consumidores. “Se não tivermos o Renovabio teremos que aumentar muito a importação de combustíveis (diesel, gasolina e etanol). Isso em um cenário de portos sem condições adequadas que suportem crescimento acentuado de fluxo de produtos.

Assessoria de imprensa do Sifaeg

Presidente do Sifaeg é homenageado na 17ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol

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 Hoje, durante a abertura da 17ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, homenageou o presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar e presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha. “André tem tido uma participação brilhante em todo o processo de preparação do Renovabio, tendo uma contribuição de alta qualidade. André,  ao agradecer a homenagem ressaltou o papel estratégico que o Programa terá no estímulo à produção de biocombustíveis no Brasil. Além do executivo goiano, foram homenageados os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Goiás, Marconi Perillo, de MS, Reinaldo Azambuja e o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho além de parlamentares que têm atuado nas articulações para que o Renovabio se torne realidade. O Programa Renovabio, que tem o objetivo de promover a expansão da produção de biocombustíveis, é um dos temas centrais da Conferência que acontece até amanhã, terça-feira, dia 07, em São Paulo. Ainda em eleboração pelo governo federal, o Renovabio tem como meta dar mais previsibilidade para o mercado de combustíveis, induzindo ganhos de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, comercialização e uso de biocombustíveis

Nota de pesar pelo falecimento de Ricardo Fontoura de Siqueira

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O Sifaeg e o Sifaçúcar, sindicatos que representam os produtores de etanol e açúcar em Goiás, manifestam profundo pesar pelo falecimento do presidente do Conselho de Administração da Jalles Machado e presidente do Grupo Otávio Lage, Ricardo Fontoura de Siqueira.

Ele era engenheiro civil e foi diretor-presidente da Jalles Machado entre 2006 e 2008. Era filho do ex-governador do Estado de Goiás, Otávio Lage de Siqueira.

“Ricardo Fontoura de Siqueira sempre foi um empresário de visão. Herdou do pai o gene do empreendedorismo e visão de futuro. Foi o grande entusiasta da construção da segunda unidade do Grupo, UOL- Usina Otávio Lage”, afirma o presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha.

 

Moagem na 1ª quinzena de outubro atinge 32,41 milhões de toneladas de cana com queda na produção de açúcar e maior oferta de etanol

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•           A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras no Centro-Sul somou 32,41 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de outubro. Esse valor é praticamente idêntico as 32,19 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra 2016/2017.

•           Os dados apurados revelam significativa reversão no mix de produção em prol do etanol. Com efeito, na primeira quinzena de outubro apenas 43,76% da matéria-prima foi utilizada na fabricação do açúcar, contra 46,53% verificados na segunda metade de setembro e 49,62% nos 15 primeiros dias de outubro de 2016.

•           A produção de açúcar por tonelada de matéria-prima processada também caiu significativamente na primeira quinzena de outubro. O valor registrado nas unidades anexas (empresas produtoras de açúcar e etanol) atingiu 70,93 kg de açúcar por tonelada de cana, retração de 12,26 kg na comparação com a mesma quinzena do último ano e queda de 11,35 kg em relação ao índice apurado na segunda metade de setembro de 2017.

•           Com isso, a produção quinzenal de açúcar apresentou queda de 12,28%, totalizando 1,98 milhão de toneladas na primeira metade de outubro deste ano ante 2,25 milhões de toneladas observadas na mesma data da safra passada.

•           Em sentido inverso, a produção de etanol cresceu 11,62%, alcançando 1,58 bilhão de litros no início de outubro. Deste total, 681,00 milhões de litros foram de anidro e 895,21 milhões de hidratado.

•           Desde o início da safra 2017/2018 até 15 de outubro, a moagem acumulada segue abaixo daquela verificada em 2016; 499,60 milhões de toneladas, contra 508,44 milhões de toneladas no mesmo período do ciclo passado.

•           A produção acumulada de açúcar alcançou 31,21 milhões de toneladas até o final da primeira quinzena do mês. A fabricação de etanol, por sua vez, atingiu 21,02 bilhões de litros, com 9,08 bilhões de litros de anidro e 11,94 bilhões de hidratado.

•           Até 15 de outubro, 18 unidades encerraram a safra 2017/2018. Até esta mesma em 2016, 32 empresas haviam parado. Essas unidades que já concluíram moagem apresentaram queda de aproximadamente 20% na quantidade de cana processada neste ano quando comparada ao resultado final da safra passada.

•           Na primeira quinzena de outubro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima atingiu 146,36 kg. Entre o início do ciclo 2017/2018 até 15 de outubro, o índice alcançou 136,84 kg por tonelada, incremento de 2,32% em relação ao valor observado até a mesma data de 2016.

•           O volume de etanol comercializado pelas unidades do Centro-Sul atingiu 1,05 bilhão de litros na primeira quinzena de outubro. Deste volume, 46,04 milhões de litros destinaram-se às exportações e 1,01 bilhão de litros ao mercado doméstico.

•           No mercado interno, as vendas quinzenais de anidro totalizaram 350,31 milhões de litros.

•           As vendas de hidratado, por sua vez, seguem em recuperação surpreendente. Nos primeiros 15 dias de outubro, somaram 655,39 milhões de litros, alta de 9,82% em relação aos 596,79 milhões de litros comercializados em igual período de 2016. Essa é a primeira quinzena na safra 2017/2018 com vendas de hidratado significativamente maiores àquelas registradas no ciclo 2016/2017.

UNICA

SEMINÁRIO: O FUTURO DO ETANOL NA ROTA 2030

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Local: CNI | SBN Quadra 1, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen | Subsolo 2 | Brasília – DF | CEP 70040-903 DATA: 31/10/2017 HORA: 14h – 18h   Com a perspectiva iminente de um novo regime automotivo nacional, que vem sendo chamado “Rota 2030”, alguns temas vêm ganhando destaque, como eficiência energética, novas tecnologias de motorização, segurança veicular e o desenvolvimento da cadeia produtiva. O veículo elétrico vem ganhando espaço no desenho do novo regime, o que é importante, pois tudo indica que esse será o padrão nas próximas décadas. É necessário, contudo, que isso não se dê em detrimento do etanol, alternativa eficaz, comercialmente viável e muito competitiva do ponto de vista ambiental com as demais opções existentes. A cadeia produtiva construída em torno do motor a etanol, que inclui o desenvolvimento de tecnologias de plantio e produção, toda a cadeia de autopeças e o desenvolvimento de motores, é um ativo construído pelo Brasil ao longo de décadas, com muito investimento das empresas e do Estado. É fundamental que a Rota 2030 incorpore uma estratégia que inclua o etanol entre as rotas tecnológicas apoiadas. O objetivo do seminário é discutir a incorporação do etanol na estratégia da Rota 2030 e como o regime pode estimular novos avanços tecnológicos que garantam a competitividade do veículo movido a etanol no contexto das novas tecnologias de propulsão. PROGRAMAÇÃO   14h: Abertura •             Robson Braga de Andrade – Presidente da CNI •             Glauco José Côrte – Presidente da FIESC •             José Carlos Lyra de Andrade – Presidente da FIEA •             Marcos Pereira – Ministro do MDIC •             Fernando Coelho Filho – Ministro do MME •             Paulo Rabello de Castro – Presidente do BNDES •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Dan Ioschpe – Presidente do Sindipeças •             André Rocha – Fórum Nacional Sucroenergético   14h30 – 16h: Sessão I Do Pró-Álcool ao carro Flex: o desenvolvimento da tecnologia bicombustível e seu impacto na economia brasileira   A sessão contará com participantes de entidades do governo e do setor produtivo que abordarão tópicos sobre o histórico das políticas públicas ligadas ao etanol, sobre as oportunidades e obstáculos gerados para o país no agronegócio, nos setores usineiro e automotivo, e também sobre os desenvolvimentos tecnológicos realizados em função do etanol no país.   14h30: Abertura (Kick-off) •             Plinio Nastari – Presidente Datagro 14h50: Debate •             Claudia Pimentel Prates – Diretora da Área de Indústria e Serviços e da Área de Indústrias de Base do BNDES •             Rogério Cezar de Cerqueira Leite – Diretoria-Geral do CNPEM •             Elizabeth Farina – Diretora presidente da Única •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Pedro Robério Nogueira – Presidente do Sindaçúcar-AL e vice-presidente do Coagro/CNI 16h – 17h50: Sessão II Oportunidades para o Brasil – uma agenda para o etanol   A sessão abordará tópicos sobre as oportunidades para a cadeia produtiva do setor automotivo brasileiro nos próximos anos. As questões centrais tratarão das potencialidades do etanol para veículos automotivos, e a ascensão dos motores elétrico e híbrido nos mercados brasileiro e internacional. Além disso, pretende-se debater sobre os potenciais mecanismos de apoio a novos desenvolvimentos do etanol e ao carro elétrico no âmbito da Rota 2030.   16h: Abertura (Kick-off) •             Besaliel Botelho – Presidente da Robert Bosch América Latina   16h20: Debates •             Igor Calvet – Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial/MDIC •             Márcio Félix Carvalho Bezerra – Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis/MME •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Dan Ioschpe – Presidente do Sindipeças   17h50: Encerramento   CNI  

Vendas de etanol hidratado seguem em recuperação na 2ª quinzena de setembro

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•         O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades no Centro-Sul somou 40,31 milhões de toneladas nos 15 últimos dias de setembro. Esse valor é significativamente inferior às 45,32 milhões toneladas registradas na primeira metade do mês, além de representar uma queda de 5,22% sobre a mesma quinzena de 2016.

•         Desde o início da safra 2017/2018 até 1º de outubro, a moagem acumulada segue abaixo daquela verificada no último ano; 467,17 milhões de toneladas contra 476,24 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ciclo passado. Isso significa que, em termos absolutos, persiste a defasagem de quase 10 milhões de toneladas entre ambas as safras.

•         Até 1º de outubro, 8 unidades encerraram a safra 2017/2018 ante 18 empresas até essa mesma data de 2016. A saber, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) está levantando a previsão do término de moagem pelas demais usinas e destilarias do Centro-Sul.

•         Reforçando ainda mais a inversão de tendência no mix de produção em prol do etanol, já observada nas duas quinzenas precedentes, nos 15 dias finais de setembro, 46,54% da matéria-prima foi utilizada na fabricação do açúcar. Na mesma quinzena do ano passado, este percentual foi de 50,15% e, adicionalmente, entre meados de junho e agosto da atual safra, chegou a superar a marca de 50%.

•         A produção de açúcar atingiu 2,85 milhões de toneladas na segunda metade de setembro, a primeira redução expressiva observada desde maio. Especificamente, este resultado está aquém das 2,96 milhões de toneladas fabricadas na mesma quinzena de 2016 e das 3,13 milhões de toneladas apuradas nos 15 primeiros dias de setembro de 2017. No acumulado até 1º de outubro da safra corrente, esse indicador alcançou 29,23 milhões de toneladas produzidas.

•         Em relação ao etanol, a produção totalizou 2,02 bilhões de litros na última metade de setembro – sendo 892,08 milhões de litros de anidro e 1,13 bilhão de litros de hidratado – crescimento de 11,55% sobre idêntico período de 2016. Já o volume fabricado no acumulado do ciclo atual até 1º de outubro somou 19,42 bilhões de litros, com 11,04 bilhões de litros de hidratado e 8,38 bilhões de litros de anidro.

•         Na última quinzena de setembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana atingiu 159,33 kg; o maior valor para essa quinzena desde 2010. No acumulado entre o início do ciclo 17/18 a 1º de outubro, o teor de açúcares alcançou 136,18 kg por tonelada de matéria-prima, expansão de 2,57%, relativamente ao índice observado no mesmo período de 2016.

•         Apesar do clima seco seguir favorecendo a concentração de sacarose na planta, esses números para o ATR produto foram influenciados pelas paradas das unidades produtoras, verificadas nos dias 29 e 30 de setembro.

•         Em contrapartida, a seca continua prejudicando o rendimento da lavoura no Centro-Sul. Dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para uma amostra de 103 unidades indicam que desde o começo da safra até o final de setembro, a produtividade agrícola alcançou 79,6 toneladas de cana por hectare colhido frente à 80,9 toneladas por hectare até essa mesma data de 2016.

•         O volume de etanol comercializado pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,31 bilhões de litros em setembro, queda de 1,28% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. Deste volume, 157,95 milhões de litros destinaram-se às exportações e 2,15 bilhões de litros ao mercado doméstico.

•         No mercado interno, as vendas de etanol hidratado seguem em recuperação. Na segunda quinzena de setembro, alcançaram 706,65 milhões de litros, totalizando 1,38 bilhão de litros comercializados no mês. Este resultado mensal, ratificado pela UNICA, é o maior observado desde abril.

•         A título de esclarecimento, este volume de 1,38 bilhão de litros contabilizado pela UNICA abrange as vendas domésticas de etanol carburante, para uso industrial, consumo próprio e quebra. Cabe ainda mencionar que este volume comercializado pelas produtoras do Centro-Sul não necessariamente é vendido apenas para distribuidoras localizadas nesta região – via de regra, o etanol do Centro-Sul também é enviado para outros estados do País.

•         Portanto, qualquer comparação com os volumes declarados pela a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve ser realizada com cautela, pois a ANP apura estritamente o volume de etanol carburante comercializado pelas distribuidoras de combustíveis para o atendimento do consumo no Brasil. Inclusive, a Agência deverá retificar em breve o valor divulgado (1,17 bilhão de litros), pois algumas distribuidoras não haviam declarado seus respectivos volumes quando do processamento das informações.

•         Em relação ao etanol anidro, o volume comercializado no mercado doméstico somou 778,36 milhões de litros em setembro, dos quais 376,26 milhões de litros na última metade do mês.

UNICA