Bioeletricidade

Novas usinas acrescentam mais de 1.000 MW em 2013

Usina Rio Dourado - Foto.Lailson Damasio (1)Com a liberação para operação comercial de 190 MW de quatro termelétricas movidas a biomassa de cana-de-açúcar nos meses de agosto e setembro, a bioeletricidade atingiu um crescimento de 1.023 MW na matriz elétrica brasileira. A expectativa, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é chegar ao fim deste ano com mais de 1.200 MW de acréscimo na capacidade instalada advinda da bioeletricidade da cana, um aumento anual só inferior ao ano de 2010, quando essa fonte cresceu em 1.750 MW. Entre setembro de 2012 e agosto de 2013, a ANEEL liberou unidades geradoras das seguintes termelétricas movidas à biomassa da cana: UTE Pedro Afonso – Bunge, localizada em Pedro Afonso – TO (80 MW), UTE Vertente – Guarani, em Guaraci – SP (25 MW), UTE Pioneiros II – Santa Adélia, em Sud Menucci – SP (35 MW) e a UTE Bio Coopcana, em São Carlos do Ivaí – PR (50 MW). Com esses acréscimos, a capacidade instalada total do Brasil é de 132.886 MW e as termelétricas à biomassa da cana participam com 9.155 MW (7% do total), ocupando a terceira posição da matriz elétrica brasileira, atrás apenas das usinas hidrelétricas e a gás natural. Importância da bioeletricidade nos leilões Embora o crescimento de capacidade instalada tenha sido o maior desde 2010, o futuro ainda causa preocupação para o setor sucroenergético, porque entre 2014 e 2015, segundo a ANEEL, a expectativa atual é que sejam acrescentados apenas 335 MW de capacidade instalada pela biomassa da cana. Para Zilmar Souza, gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), isto ocorre porque significativa parte do crescimento em anos anteriores e até em 2013, ainda é reflexo de momentos em que a bioeletricidade conseguiu vender projetos nos leilões regulados.   “Se a bioeletricidade consegue vender vários projetos nos leilões regulados, como foi em 2008, isto acaba deixando a cadeia produtiva aquecida por vários anos. Se a bioeletricidade não vende nos leilões regulados, como foi em 2012, quando não conseguimos vender nenhum projeto, abrimos buracos no futuro, que podem desestabilizar a cadeia. Por isso é tão importante revertermos esse quadro e mantermos uma contratação regular e significativa nos leilões promovidos pelo Governo Federal, que ainda representam a principal porta de entrada para a bioeletricidade sucroenergética,” avalia Souza. O gerente da UNICA aponta um avanço que foi a recente venda de sete projetos pelo setor sucroenergético no 1º Leilão de Energia A-5, promovido no dia 29 de agosto pelo Governo Federal para suprir a demanda por energia elétrica a partir de 2018. Segundo o Governo, esses projetos acrescentarão quase 350 MW para o sistema elétrico e vão exigir R$ 1 bilhão em investimentos no setor até 2018. Até dezembro de 2013, estão previstos mais dois leilões, o primeiro em novembro (Leilão de Energia A-3) e outro em dezembro (2º Leilão de Energia A-5). Para Souza, a bioeletricidade pode avançar na matriz elétrica e ainda ajudar na competitividade do etanol, pois são produtos altamente sinérgicos. “Em grande medida, isto dependerá de uma política de longo prazo para a bioeletricidade, que passa necessariamente por reconhecer um preço correto nos leilões regulados, agregando as externalidades positivas que apresentamos para o sistema elétrico e sendo capaz de estimular a contratação regular e crescente dessa fonte”, conclui Souza.   Unica  

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