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Cenários para 2015 | Sifaeg

Cenários para 2015

Written by Depto. Tecnologia on . Posted in Notícias, xTimeLine

Mudanças relacionadas à produção de açúcar e etanol

  Acucar - USFNos últimos anos, o setor sucroenergético tem enfrentado dificuldades na manutenção das atividades. A produção de açúcar e etanol enfrentou um cenário incerto, mas seguiu trabalhando com a expectativa de mudanças futuras. Para 2015, a dúvida está ligada aos investimentos: qual dos dois produtos será mais vantajoso? O consultor de açúcar e etanol na INTL FCStone, Bruno Lima, espera um crescimento de 2,45% do consumo  de açúcar mundialmente, o que equivale a 4,2 milhões de toneladas. “Esse consumo vem crescendo a uma taxa bastante constante nos últimos anos, sobretudo na Ásia e África”.

De acordo com o consultor, na América do Norte, por exemplo, o consumo é de 37,5 quilogramas por pessoa ao ano, média que está estagnada há 10 anos. Já na Ásia, são 19 quilogramas por pessoa anualmente, mas, nos últimos 10 anos, essa média tem crescido a uma taxa de 2,5% ao ano. “Cerca de 75% da população está na África e na Ásia. Qualquer aumento nessas regiões impacta diretamente no consumo,” ressalta Bruno. Da mesma forma, o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético e presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás e Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha, chama a atenção para o crescimento do poder aquisitivo nessas regiões. “As pessoas passam a adquirir o que antes era supérfluo”, afirma.

O presidente do Grupo IDEA, consultoria especializada em produção de cana-de-açúcar, Dib Nunes, aponta que, segundo a International Sugar Organization (ISO), o consumo de açúcar no mundo cresce num ritmo de 2% ao ano, de acordo com o crescimento da população. “Quando a economia mundial vai mal, este número cai para 1,5% anualmente.” Bruno comenta que o Brasil tem perdido seu market share nos últimos anos, um atraso em relação ao restante do mundo. “A gente estagnou a produção e moagem nas últimas três safras, enquanto todos os outros países cresceram”. Ainda assim, a expectativa é de que o Brasil continue sendo o principal produtor e exportador em 2015. “O segundo maior exportador é a Tailândia. Para o ano que vem, a expectativa é de 6 a 7 milhões de toneladas. Só o Centro-Sul do Brasil deve exportar 22 milhões de toneladas. É uma diferença muito grande para alcançar”, acredita.

Já com relação à produção, o cenário não se mostra tão estável assim. O Brasil produz, aproximadamente, 36,5 milhões de toneladas no Centro-Sul, enquanto na Índia são 27 toneladas. “Nesse caso, a diferença é menor. O Brasil deve continuar sendo líder, mesmo com a expectativa de que a safra não seja tão boa. Essa é uma das grandes dúvidas do mercado, mas a entressafra ainda vai definir muita coisa, principalmente por conta do clima”, acredita Bruno. Dib concorda com a previsão de Bruno, visto que atualmente o Brasil detém mais de 40% do mercado spot mundial, com exportação na ordem de 23 milhões de toneladas anuais.

Preço

Em relação ao novo governo da presidente Dilma Rousseff, André Rocha revela que a expectativa é de mudanças no setor, principalmente considerando que muitas usinas fecharam no último ano.

Bruno Lima acredita que 2015 não deve ser tão diferente do que foi 2014, com o Brasil se mantendo líder em produção e exportação. “Um ponto de atenção é a questão dos subsídios, porque nós temos ficado para trás. Os outros países investem. O Brasil, que é o maior, não”.

Quanto à variação de preços do produto em dólar, Bruno acredita que até o meio do ano poucos fatores devem influenciar. “Há tendência de alta no segundo semestre, que é quando pode aparecer um déficit mundial”. Já em reais, considerando- se os últimos dois anos,  o consultor avalia que o Brasil está com um preço bastante elevado. Com a valorização do dólar estamos em um nível de preços melhor que estivemos. “Tendo em mente que o dólar tem uma tendência de alta ao longo do ano que vem, isso poderia fazer com que os preços em reais se valorizassem ao longo do ano”.

Do ponto de vista do produtor, Bruno entende que deve ser novamente um ano bastante desafiador. Os preços em dólar estão baixos. Apesar de os preços em reais estarem bons, eles não podem ser aproveitados por todos. “Por outro lado, das perspectivas que temos de produção, o próximo ano deve ser de inversão de tendências. Foram quatro anos de balança superavitária e caminhando para esse quinto ano deficitário”, acredita o consultor na INTL FCStone, ressaltando que 2015 pode ser um ano difícil, que deve exigir muito mais dos produtores.

Com relação à produção de açúcar ao longo do ano, Dib também ressalta que há estoques e a oferta não se reduziu a ponto de reequilibrar a situação, pelo menos nos próximos quatro meses. Segundo ele, os preços deverão continuar achatados, mesmo com a grande quebra de produção que o Centro Sul do Brasil teve nesta safra. “Quebraram cerca de 45 milhões de toneladas de cana, o que representou uma redução na oferta de açúcar de 2,5 milhões de toneladas e aproximadamente dois bilhões de litros de etanol”, conclui.

Da mesma forma se posiciona Bruno, que acredita que o cenário poderá estar mais favorável a partir do segundo semestre. “Até lá, os estoques vão suprindo essa necessidade”, diz.

Açúcar ou etanol?

As previsões com relação ao mercado de açúcar e de etanol  devem levar os produtores a investir na segunda opção. Bruno afirma que o etanol está remunerando melhor que o açúcar, cenário que irá depender das definições politicas nestes primeiros meses de 2015. “Hoje, para travar o preço em reais, é preciso vender o açúcar em dólar e fazer uma trava desta moeda”. Segundo ele, grande parte dos produtores têm pouco limite de crédito no banco para fazer essa trava do câmbio, referindo-se aos preços do açúcar.

Isso não significa que a produção do açúcar deve estagnar em decorrência da preferência por etanol, afinal os produtores precisam cumprir os compromissos já firmados. Mas, caso o cenário se mantenha, é possível que se faça menos açúcar no ano de 2015 e as usinas estejam voltadas para o etanol.

Dib também destaca  a politica do governo sobre preços de combustíveis e o mercado internacional de açúcar para avaliar se será mais vantajoso manter os investimentos na produção de açúcar ou de etanol no ano de 2015. “O etanol  deve se tornar mais interessante que o açúcar  com a retomada da CIDE sobre o preço da gasolina e o aumento da mistura de etanol na gasolina. Os preços dos combustíveis precisam ser reajustados para ajudar no caixa da Petrobras.”

“Estamos nas mãos do governo há 5 anos e o setor já sofreu demais. Mais de 60 unidades fecharam suas portas e outras 36 estão em recuperação judicial. Todas estão operando sem margens e o setor passa pela maior crise dos últimos 50 anos”, lamenta Dib, ressaltando que, caso não sejam tomadas as providências necessárias, haverá um grande número de empresas que encerrarão suas atividades em 2016. De acordo com o presidente da Idea, o etanol deve se tornar muito competitivo em relação à gasolina e seu consumo vai aumentar.

Canal- Jornal da Bioenergia

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