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Entressafra | Sifaeg

Entressafra

Written by Depto. Tecnologia on . Posted in Notícias, xTimeLine

Hora de fazer a manutenção das usinas 

- Manutencao de usainasO período de entressafra deve ser encarado como uma oportunidade de organizar o ambiente de produção. Entre os itens do checklist, destaque para a manutenção do maquinário das usinas. A iniciativa ganha maior destaque agora no fim do ano, com a finalização de uma safra e o maior tempo disponível para os cuidados internos e correções de problemas nas indústrias.

Ao contrário do que se imagina, os serviços de manutenção para a entressafra se iniciam ainda durante a safra. “É fundamental que o time de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM) esteja abastecido com o máximo de informações concretas referentes às Inspeções de equipamentos e sistemas, Índices de Performance da Manutenção (KPI), históricos de ocorrências e análise de falhas sobre cada equipamento e sistema durante a safra, para dimensionar o planejamento de entressafra”, explica o gerente industrial da Usina São João, José Augusto Prado Veiga.

Sem planejamento e orçamento adequados, há grande chance de ocorrerem falhas de manutenção que podem impactar negativamente na safra seguinte. José Augusto aponta que o plano de manutenção corretiva de entressafra é a etapa de inteligência do processo de gestão, devendo ser área de atenção e estruturada, rigorosamente, dentro do período de safra.

Assim, o presidente da Armo do Brasil, Hércules Tchechel, ressalta que é necessário conhecimento técnico a respeito dos processos produtivos, identificando o que interfere em qual cadeia e quais são os pontos críticos ou os gargalos produtivos.  “Esses são pontos importantes para a definição do equipamento que ofereça o melhor custo/benefício e que também contribuam com a profilaxia dos processos de manutenção, com o objetivo de maximizar a produção, evitando as paradas não programadas de equipamentos.”

Diferentemente das manutenções feitas em época de safra, que são preventivas, as de entressafra surgem para corrigir possíveis maus funcionamentos da indústria. Assim, após a conclusão da safra, é necessário seguir alguns passos, como a limpeza de equipamentos, inspeção de maquinário parado, diagnóstico de engenharia de manutenção, definição e congelamento de cronograma e plano de controle de gastos, contratação dos serviços e aquisição de peças e materiais, execução da manutenção, monitoramento e análise de desvios de planejamento e manutenção, execução do plano de abastecimento e lubrificação de partida, execução de testes e comissionamento a frio e a quente.

“Caso essas etapas não sejam seguidas, ou até em caso de manutenção inexistente, é certo que as consequências para a safra seguinte serão desastrosas”, afirma José Augusto. Ele explica que, mesmo que em detrimento de um gasto mais baixo na manutenção, os resultados de operação industrial serão diretamente afetados no ano subsequente, com perdas significativas de horas de aproveitamento industrial, maiores gastos devido ao aumento de ações corretivas e dias de safra, perda de aproveitamento de período de melhor ATR da cana, baixa eficiência industrial/qualidade e riscos de segurança.

Na hora da manutenção, o que deve ser levado em conta, em primeiro lugar, é a segurança do integrante que vai realizá-la. É o que aponta o responsável por Manutenção no Polo Santa Luzia da Odebrecht Agroindustrial, Andre Berberick Maciel. “É importante que ele seja habilitado a prestar o serviço e verifique, antes de executar a manutenção, todos os riscos potenciais que a atividade envolve, de forma a mitigá-los. Também deve estar munido de todos os equipamentos de proteção individual necessários e ferramentas adequadas. É necessário, ainda, que o equipamento esteja bloqueado mecanicamente para que não seja ligado por descuido durante a manutenção.”

 Maquinários

 No que se refere às usinas do setor sucroenergético, vários os equipamentos sofrem desgastes, sobretudo, pela ação de agentes corrosivos ou abrasivos. “A Armo do Brasil atende muitos casos de manutenção preventiva ou corretiva de equipamentos de bombeamento, por exemplo, como as bombas centrífugas, de vácuo e também as curvas de tubulações”, revela Hércules. Esses são alguns dos que representam gargalos dentro desse seguimento, uma vez que, geralmente, durante processo produtivo a parada deste tipo de equipamento pode ocasionar a interrupção da produção.

Apesar de a rotina se mostrar positiva e o maquinário aparentemente estar em perfeito estado, os olhos do empresário devem se voltar à manutenção, que evita o surgimento de surpresas indesejadas. Hércules diz que “a falta de visão do todo e do melhor custo-benefício ainda tem feito algumas empresas optarem por equipamentos, soluções ou até serviços inadequados, pagando um preço alto por isso”.

O investimento na capacitação dos profissionais, para que tenham contato com as novas tecnologias, ampliem sua visão e contribuam com a empresa em que trabalham no exercício de reduzir custos, também se faz necessária.

Um ponto fundamental na hora da manutenção é a formação técnica do profissional que vai executá-la. O responsável por Manutenção no Polo Santa Luzia da Odebrecht Agroindustrial, Andre Berberick Maciel, explica que, no Brasil, há carência de mão de obra nesta área, como mecânicos, soldadores, eletricistas, borracheiros e lubrificadores. “Na maioria das vezes, precisamos formá-los internamente para que consigamos fazer uma manutenção de qualidade.”

 Custos

 Nas Unidades da Odebrecht Agroindustrial, segundo André Berberick Maciel, a área de manutenção é dividida em duas: a Manutenção Industrial e a Manutenção Agrícola Automotiva, sendo esta última responsável por todas as máquinas agrícolas como tratores e colhedoras. “Como temos a nossa colheita 100% mecanizada, o equipamento mais sensível é a colhedora. Ela trabalha em um serviço extremamente pesado, durante 24 horas por dia e com um sistema hidráulico muito complexo, que exige muito da manutenção”. De acordo com o responsável pela manutenção, os tratores agrícolas também trabalham em serviço severo, o que acelera muito o desgaste do equipamento, impactando na manutenção, assim como os aplicadores de adubo.

”Pneus são muito representativos no custo, pela quantidade e preço”, aponta André. O material rodante das colhedoras (esteiras) também, pois tem desgaste acentuado e custo elevado. “As bombas e motores hidráulicos também são responsáveis por uma boa parcela dos custos. Para se ter uma ideia, uma colhedora de cana tem mais de 30 bombas/motores hidráulicos funcionando e uma infinidade de mangueiras de alta pressão”. Por fim, as quebras ocasionadas por acidentes ou falhas operacionais (má-operação do equipamento) também oneram muito os custos de manutenção.

A redução dos custos, por sua vez, surge quando há uma conscientização por parte dos gestores quanto à necessidade de manutenção de maquinários, mesmo os que não tenham apresentado nenhum defeito na última safra. “É preciso compreender o que a empresa precisa estar aberta às novidades, estudar o que o mercado disponibiliza para atender suas necessidades e, a partir de então, planejar soluções com o melhor custo-benefício”, analisa Hércules.

 Canal-Jornal da Bioenergia

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