Etanol

Aumento de demanda nos próximos anos

ETANOL m2

O consumo de etanol dobrará até 2022 e o investimento necessário para atender a demanda é da ordem de R$ 50 bi, estima o coordenador Geral de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Jorge Caldas, que juntamente com o professor Octavio Antonio Valsechi (UFSCar), proferiram palestra promovida pelo Ceise Br, recentemente, em Sertãozinho (SP). “A previsão de consumo é da ordem de 54,5 bilhões de litros, o dobro do registrado em 2013, que foi de 27,3 bilhões. Para atender essa demanda, além da ampliação da oferta de cana – de pouco mais de 600 milhões para 1 bilhão de toneladas, seria necessário construir mais 28 usinas mistas e 11 destilarias, somando um investimento de R$ 50 bilhões”, mencionou. Ainda segundo o coordenador, em 2015 a “luz” da bioeletricidade deverá se acender para o governo federal, referindo-se aos riscos de uma crise no abastecimento de energia elétrica, hoje derivada principalmente das águas e da eólica. “O governo precisa mudar essa ideia de energia e investir em uma matriz mais complexa, mista. A cogeração a partir do bagaço da cana é uma fonte riquíssima”, comentou. De acordo com Caldas, a atual crise do setor sucroenergético é um reflexo da crise econômica iniciada em 2009 e de outras duas de origem climática, além de uma terceira agora. “A indústria não teve fôlego para se recuperar. Mas é na crise que se encontram as oportunidades, e o atual cenário aponta a valorização do etanol”, disse, se referindo também ao peso que a comercialização da gasolina tem gerado na balança comercial do País. “Não tem outra saída; o etanol é a saída e o governo sabe disso”, acrescentou. O professor e coordenador do MTA em Gestão de Tecnologia Industrial Sucroenergética da Ufscar, Octavio Antonio Valsechi, destacou em sua apresentação a necessidade de investimentos também em pesquisas para o aumento da produção e da produtividade da cana-de-açúcar. “Com o passar dos anos, a matéria-prima da fabricação sucroenergética mudou muito, impactando nos custos de produção”, ressaltou.

Canal-Jornal da Bioenergia