Frente do Etanol

   

Definidas propostas para recuperar setor sucroenergético

IMG_3784Com a participação do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético (Frente do Etanol), presidida pelo deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), e o Fórum Nacional Sucroenergético definiram, na quarta-feira, dia 12, em Brasília, um conjunto de propostas para a recuperação do setor, que enfrenta grave crise com o fechamento de usinas, a redução da produtividade e com preço da gasolina mantido artificialmente pelo governo.

 De acordo com que ficou definido após exposição de Roberto Rodrigues sobre os desafios da produção de etanol no Brasil, as principais propostas para tirar o setor da crise são a retomada da Cide da gasolina; o aumento da mistura de etanol na gasolina até 27,5%; melhoria da eficiência do motor flex no Inovar-Auto e a intensificação do uso da bioeletricidade gerada a partir da queima da palha e do bagaço da cana-de-açúcar.

“Em parceria com as entidades representativas do setor, como a Feplana [Federação dos Plantadores de Cana do Brasil], Orplana [Organização de Planatadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil] e Unica [União da Indústria de Cana de Açúcar], a Frente do Etanol quer contribuir para a superação da crise que atinge indistintamente toda cadeia produtiva e fazer com que o Brasil continue dando exemplo ao mundo produzindo um combustível barato, correto ambientalmente e gerador de emprego e renda”, afirmou Jardim.

 Ele disse que o governo federal não pode mais continuar ignorando as dificuldades enfrentadas pelos produtores de etanol. “O governo precisa mudar sua postura porque o fechamento de 40 usinas nos últimos três anos significa menos empregos, menor arrecadação de impostos e a necessidade constante de importação de gasolina”, cobrou o parlamentar do PPS.

 Diálogo

 André Rocha, coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético e presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, disse que uma das saídas para enfrentar o desequilíbrio no setor é a intensificação do diálogo com o governo, sobretudo com os ministérios de Minas e Energia, Agricultura e Fazenda. Ele defendeu ainda a regulamentação de dispositivo aprovado na Medida Provisória 613 que prevê desoneração de PIS/Cofins aos produtores de etanol. “O momento do setor é delicado e a solução [para a crise] precisa ser conjunta [envolvendo entidades representativas, produtores e governo] a fim de somarmos esforços”, conclamou Rocha.

“Burrice”

 O ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues considerou “burrice e falta de patriotismo” o descaso do governo com a produção etanol no país. Para ele, a retomada do programa depende de acordo “dentro do próprio governo”, da união do setor e de entendimento entre o Executivo e produtores.

Como alternativas para o setor sucroenergético retomar o desempenho de antes da crise, Rodrigues apontou a recriação da Cide; o fortalecimento do Inovar-Autor para motores flex; a recuperação da indústria de máquinas e equipamentos; investimentos em tecnologia; cogeração de energia do bagaço da cana e a segunda geração do etanol.

 Parlamentares

 O encontro registrou a presença de 20 parlamentares: Rubens Bueno (PPS-PR), Alexandre Toledo (PSB-AL), Gabriel Guimarães (PT-MG), Mendes Thame (PSDB-SP); Roberto Dorner (PSD-MT), Junji Abe (PSD-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Eduardo Sciarra (PSD-SP), Reinaldo Azambuja (PSDB-MT), Geraldo Resende (PMDB-MS), Nilson Leitão (PSDB-MT), Marcos Montes (PSD-MG), Betinho Rosado (PP-RN), Odair Cunha (PT-MG), Eliene Lima (PSD-MT), Danilo Forte (PMDB-CE), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), Newton Lima (PT-SP) e Arnaldo Jardim (PPS-SP). A secretária de Agricultura de São Paulo, Mônika Bergamaschi, também participou da reunião.

 As informações são do Fórum Nacional Sucroenergético

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