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Crescimento do consumo de etanol gera reflexos na produção 

Etanol1Nos últimos anos, a produção de etanol tem sido maior do que a de açúcar. Nesta safra, o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua, afirma que o incremento na produção do combustível tem sido ainda maior por causa do aumento do preço da gasolina, que deixou o etanol hidratado com preços mais competitivos. Além disso, Padua destaca que as alterações tributarias em alguns estados brasileiros, reduzindo a carga de ICMS na venda do etanol hidratado, também ajudaram para essa maior produção de etanol.

Ele acredita que neste ano o mix deve ser de 33% para açúcar e 67% para etanol. “Economicamente vai depender do mercado de açúcar. No Brasil, há redução da produção de açúcar por quatro anos consecutivos. O preço do açúcar vai depender se vai se interromper o processo de subsídios de exportação na Índia e na Tailândia”. Como é sabido, não há possibilidade de todos os produtores trabalharem apenas com açúcar ou com etanol devido à capacidade de fábrica e aos contratos já firmados.

De acordo com o analista da Safras&Mercados, Maurício Muruci,  nas últimas safras a produção maior tem sido de etanol já que em grande parte dos estados vem existindo uma paridade positiva para o hidratado em comparação com a gasolina. O preço da gasolina sofreu reajustes nos últimos meses, o que a tornou mais cara que o etanol, que obteve vantagem nas vendas para os consumidores finais.  Maurício diz que essa vantagem de preço é responsável pelo aumento das vendas de etanol em um momento que o setor sucroenergético está com altos custos de produção.

Outra vantagem do etanol hidratado está ligada ao seu preço interno com relação aos preços do açúcar em Nova Iorque. “O produtor converte a cotação do açúcar em Nova Iorque em reais/litro, desconta os custos logísticos e tem o preço dentro da usina, que seria a rentabilidade liquida”. Pela comparação, o etanol hidratado tem se mostrado mais vantajoso na venda interna do que o açúcar na venda externa desde agosto de 2014. “Somente no mês de abril, a remuneração media do etanol foi 7% mais que o açúcar de Nova Iorque.” Isso deixa as usinas confortáveis para produzir etanol hidratado.

Segundo o presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, no primeiro trimestre de 2015, o consumo de hidratado cresceu 27% em relação a igual período de 2014, e o de anidro aumentou 27% . “Esse aumento continua ocorrendo por conta da recuperação parcial da CIDE para a gasolina e também em função das alterações nos regimes de ICMS de etanol e gasolina nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Bahia e Distrito Federal”. Ele diz que o consumo mensal de hidratado se aproxima de 1,5 bilhão de litros. “Esse nível de consumo havia sido observado anteriormente somente no final de 2009 e começo de 2010, quando os preços relativos chegaram a 55%. Com a entrada da safra 2015/2016 e a maior oferta de etanol, é possível que os preços relativos melhorem ainda mais a competitividade do etanol, elevando ainda mais o consumo de hidratado este ano”, comenta.

 

Perspectivas do setor

Maurício acredita que para a próxima safra a gasolina será mais cara, com demanda ainda forte para o etanol; o Real se manterá depreciado e o superávit de açúcar em mercado internacional ainda estará elevado.

Esse superávit é decisivo para manter o etanol em alta. O alimento deve continuar pagando menos. De acordo com a Organização internacional de Açúcar (ISO), os estoques internacionais de açúcar continuarão em níveis recordes. A primeira estimativa do superávit inicial em agosto de 2014 era de 473 mil toneladas. Em março ela lançou uma nova estimativa, corrigindo para 620 mil toneladas. Já em maio, a nova perspectiva é de 2,2 mi toneladas, isso considerando a safra internacional 2014/2015.

Alguns fatores foram determinantes para esse cenário, como o crescimento da produção asiática e da produção brasileira. “Mesmo com o açúcar remunerando menos, há usinas que só produzem açúcar. Por menor que sejam os preços, ainda assim a produção de açúcar está crescendo.” Ainda de acordo com a ISO, a safra internacional 2015/2016, que começa em outubro, teria o primeiro déficit de açúcar.

Mesmo com as projeções, o mercado não se mostrou confiante para apostar no déficit. No mercado internacional esse é o menor preço do açúcar nos últimos cinco ou seis anos. A Safras&Mercados acredita que para a próxima safra esse déficit vai ser convertido em um superávit. Esse déficit tende a se transformar em um superávit em torno de 500 a 800 mil toneladas.

Vendas de etanol têm recorde

 As vendas de etanol hidratado bateram um recorde histórico no mês de maio deste ano, chegando a 1,43 bilhão de litros comercializados em todo o País. De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , a participação do biocombustível respondeu, em maio de 2015, por aproximadamente 23% da demanda de combustíveis. O percentual registrado no mês de maio de 2014  foi de 15,7% e em maio de 2013 ficou em 14,8%.

Em Minas Gerais – onde desde março deste ano o ICMS cobrado sobre o hidratado diminuiu de 19% para 14%, enquanto a alíquota do mesmo imposto para a gasolina C aumentou de 27% para 29% – as vendas do biocombustível somaram 142,83 milhões de litros em maio, mais que o dobro do volume observado no mesmo mês em 2014. O consumo de etanol hidratado segue em elevação também em São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso. Enquanto isso, o consumo de gasolina caiu 12%, fazendo da comparação de maio de 2014 para maio de 2015

 Preço

 Plínio Nastari, da Datagro, tem dito para os produtores que, tanto do ponto de vista de remuneração quanto de estratégia de mercado, é melhor apostar no etanol. “Os estoques mundiais de açúcar continuam elevados, sob impacto das elevadas produções observadas principalmente na Índia e na Tailândia, que tem se beneficiado de subsídios de artificialismos de mercado.“

Ele ressalta que a correção cambial trouxe uma recuperação da competitividade do etanol e do açúcar produzidos no Brasil. “Embora se fale muito na queda no preço do petróleo e da gasolina, a realidade é que hoje o preço da gasolina no Brasil voltou a ficar defasado. Essa defasagem muda diariamente em função das variações nos preços da gasolina em dólar e da taxa de cambio, mas se encontra em média em 11% – não é pouca coisa. Esperamos que assim que as condições econômicas permitam, ocorra uma correção no preço da gasolina nas refinarias, o que vai ajudar a recuperar mais um pouco os preços do etanol e, consequentemente, do açúcar.”

 

CONTRATOS

Maurício revela que as usinas estão mantendo a proporção de paridade do etanol em 60% do preço da gasolina, enquanto o matemático é 70%. “Existe uma paridade psicológica. O nível de percepção do consumidor é ativado quando nível de preço atinge ao máximo 68%. O nível atual está muito abaixo até mesmo que o nível psicológico”, comenta. Algumas usinas fecham contratos de fornecimento com quatro a cinco anos de prazo e é preciso cumpri-los, independente de qual produto está pagando melhor. “A produção de açúcar vai ter crescimento marginal e de etanol hidratado vai ter crescimento muito acentuado com relação aos últimos anos”, finaliza.

  Ana Flávia Marinho-Canal-Jornal da Bioenergia

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