SEMINÁRIO: O FUTURO DO ETANOL NA ROTA 2030

Local: CNI | SBN Quadra 1, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen | Subsolo 2 | Brasília – DF | CEP 70040-903 DATA: 31/10/2017 HORA: 14h – 18h   Com a perspectiva iminente de um novo regime automotivo nacional, que vem sendo chamado “Rota 2030”, alguns temas vêm ganhando destaque, como eficiência energética, novas tecnologias de motorização, segurança veicular e o desenvolvimento da cadeia produtiva. O veículo elétrico vem ganhando espaço no desenho do novo regime, o que é importante, pois tudo indica que esse será o padrão nas próximas décadas. É necessário, contudo, que isso não se dê em detrimento do etanol, alternativa eficaz, comercialmente viável e muito competitiva do ponto de vista ambiental com as demais opções existentes. A cadeia produtiva construída em torno do motor a etanol, que inclui o desenvolvimento de tecnologias de plantio e produção, toda a cadeia de autopeças e o desenvolvimento de motores, é um ativo construído pelo Brasil ao longo de décadas, com muito investimento das empresas e do Estado. É fundamental que a Rota 2030 incorpore uma estratégia que inclua o etanol entre as rotas tecnológicas apoiadas. O objetivo do seminário é discutir a incorporação do etanol na estratégia da Rota 2030 e como o regime pode estimular novos avanços tecnológicos que garantam a competitividade do veículo movido a etanol no contexto das novas tecnologias de propulsão. PROGRAMAÇÃO   14h: Abertura •             Robson Braga de Andrade – Presidente da CNI •             Glauco José Côrte – Presidente da FIESC •             José Carlos Lyra de Andrade – Presidente da FIEA •             Marcos Pereira – Ministro do MDIC •             Fernando Coelho Filho – Ministro do MME •             Paulo Rabello de Castro – Presidente do BNDES •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Dan Ioschpe – Presidente do Sindipeças •             André Rocha – Fórum Nacional Sucroenergético   14h30 – 16h: Sessão I Do Pró-Álcool ao carro Flex: o desenvolvimento da tecnologia bicombustível e seu impacto na economia brasileira   A sessão contará com participantes de entidades do governo e do setor produtivo que abordarão tópicos sobre o histórico das políticas públicas ligadas ao etanol, sobre as oportunidades e obstáculos gerados para o país no agronegócio, nos setores usineiro e automotivo, e também sobre os desenvolvimentos tecnológicos realizados em função do etanol no país.   14h30: Abertura (Kick-off) •             Plinio Nastari – Presidente Datagro 14h50: Debate •             Claudia Pimentel Prates – Diretora da Área de Indústria e Serviços e da Área de Indústrias de Base do BNDES •             Rogério Cezar de Cerqueira Leite – Diretoria-Geral do CNPEM •             Elizabeth Farina – Diretora presidente da Única •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Pedro Robério Nogueira – Presidente do Sindaçúcar-AL e vice-presidente do Coagro/CNI 16h – 17h50: Sessão II Oportunidades para o Brasil – uma agenda para o etanol   A sessão abordará tópicos sobre as oportunidades para a cadeia produtiva do setor automotivo brasileiro nos próximos anos. As questões centrais tratarão das potencialidades do etanol para veículos automotivos, e a ascensão dos motores elétrico e híbrido nos mercados brasileiro e internacional. Além disso, pretende-se debater sobre os potenciais mecanismos de apoio a novos desenvolvimentos do etanol e ao carro elétrico no âmbito da Rota 2030.   16h: Abertura (Kick-off) •             Besaliel Botelho – Presidente da Robert Bosch América Latina   16h20: Debates •             Igor Calvet – Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial/MDIC •             Márcio Félix Carvalho Bezerra – Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis/MME •             Antonio Carlos Botelho Megale – Presidente da Anfavea •             Dan Ioschpe – Presidente do Sindipeças   17h50: Encerramento   CNI  

Vendas de etanol hidratado seguem em recuperação na 2ª quinzena de setembro

•         O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades no Centro-Sul somou 40,31 milhões de toneladas nos 15 últimos dias de setembro. Esse valor é significativamente inferior às 45,32 milhões toneladas registradas na primeira metade do mês, além de representar uma queda de 5,22% sobre a mesma quinzena de 2016.

•         Desde o início da safra 2017/2018 até 1º de outubro, a moagem acumulada segue abaixo daquela verificada no último ano; 467,17 milhões de toneladas contra 476,24 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ciclo passado. Isso significa que, em termos absolutos, persiste a defasagem de quase 10 milhões de toneladas entre ambas as safras.

•         Até 1º de outubro, 8 unidades encerraram a safra 2017/2018 ante 18 empresas até essa mesma data de 2016. A saber, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) está levantando a previsão do término de moagem pelas demais usinas e destilarias do Centro-Sul.

•         Reforçando ainda mais a inversão de tendência no mix de produção em prol do etanol, já observada nas duas quinzenas precedentes, nos 15 dias finais de setembro, 46,54% da matéria-prima foi utilizada na fabricação do açúcar. Na mesma quinzena do ano passado, este percentual foi de 50,15% e, adicionalmente, entre meados de junho e agosto da atual safra, chegou a superar a marca de 50%.

•         A produção de açúcar atingiu 2,85 milhões de toneladas na segunda metade de setembro, a primeira redução expressiva observada desde maio. Especificamente, este resultado está aquém das 2,96 milhões de toneladas fabricadas na mesma quinzena de 2016 e das 3,13 milhões de toneladas apuradas nos 15 primeiros dias de setembro de 2017. No acumulado até 1º de outubro da safra corrente, esse indicador alcançou 29,23 milhões de toneladas produzidas.

•         Em relação ao etanol, a produção totalizou 2,02 bilhões de litros na última metade de setembro – sendo 892,08 milhões de litros de anidro e 1,13 bilhão de litros de hidratado – crescimento de 11,55% sobre idêntico período de 2016. Já o volume fabricado no acumulado do ciclo atual até 1º de outubro somou 19,42 bilhões de litros, com 11,04 bilhões de litros de hidratado e 8,38 bilhões de litros de anidro.

•         Na última quinzena de setembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana atingiu 159,33 kg; o maior valor para essa quinzena desde 2010. No acumulado entre o início do ciclo 17/18 a 1º de outubro, o teor de açúcares alcançou 136,18 kg por tonelada de matéria-prima, expansão de 2,57%, relativamente ao índice observado no mesmo período de 2016.

•         Apesar do clima seco seguir favorecendo a concentração de sacarose na planta, esses números para o ATR produto foram influenciados pelas paradas das unidades produtoras, verificadas nos dias 29 e 30 de setembro.

•         Em contrapartida, a seca continua prejudicando o rendimento da lavoura no Centro-Sul. Dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para uma amostra de 103 unidades indicam que desde o começo da safra até o final de setembro, a produtividade agrícola alcançou 79,6 toneladas de cana por hectare colhido frente à 80,9 toneladas por hectare até essa mesma data de 2016.

•         O volume de etanol comercializado pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,31 bilhões de litros em setembro, queda de 1,28% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. Deste volume, 157,95 milhões de litros destinaram-se às exportações e 2,15 bilhões de litros ao mercado doméstico.

•         No mercado interno, as vendas de etanol hidratado seguem em recuperação. Na segunda quinzena de setembro, alcançaram 706,65 milhões de litros, totalizando 1,38 bilhão de litros comercializados no mês. Este resultado mensal, ratificado pela UNICA, é o maior observado desde abril.

•         A título de esclarecimento, este volume de 1,38 bilhão de litros contabilizado pela UNICA abrange as vendas domésticas de etanol carburante, para uso industrial, consumo próprio e quebra. Cabe ainda mencionar que este volume comercializado pelas produtoras do Centro-Sul não necessariamente é vendido apenas para distribuidoras localizadas nesta região – via de regra, o etanol do Centro-Sul também é enviado para outros estados do País.

•         Portanto, qualquer comparação com os volumes declarados pela a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve ser realizada com cautela, pois a ANP apura estritamente o volume de etanol carburante comercializado pelas distribuidoras de combustíveis para o atendimento do consumo no Brasil. Inclusive, a Agência deverá retificar em breve o valor divulgado (1,17 bilhão de litros), pois algumas distribuidoras não haviam declarado seus respectivos volumes quando do processamento das informações.

•         Em relação ao etanol anidro, o volume comercializado no mercado doméstico somou 778,36 milhões de litros em setembro, dos quais 376,26 milhões de litros na última metade do mês.

UNICA

Jalles Machado inaugura fábrica de açúcar na Unidade Otávio Lage

O Grupo Jalles Machado, composto por duas unidades agroindustriais, Jalles Machado e Unidade Otávio Lage, ambas localizadas no município de Goianésia/GO, irá inaugurar, no dia 11 de outubro, a Fábrica de Açúcar na Unidade Otávio Lage.

Foram investidos R$ 80 milhões para construção da Fábrica de Açúcar e do Centro de Distribuição e Armazenamento. A capacidade de produção da planta é de 140.000 toneladas de açúcar por ano. A obra envolveu a participação de mais de 500 profissionais de todo o Brasil e, após a conclusão, já gera 100 empregos diretos. No total, o Grupo Jalles Machado gera 3.600 empregos diretos nas duas unidades.

A Unidade Otávio Lage foi inaugurada em 2011 para produção de etanol e cogeração de energia elétrica. A fábrica de açúcar começou a ser construída em agosto de 2016 e entrou em operação no início desta safra, em abril. “A nossa expectativa é ter mais opções de produtos para incrementar o nosso faturamento e garantir a competitividade do nosso negócio, geramos mais empregos para a região e impostos para o município e para o Estado”, ressalta o diretor-presidente Otávio Lage de Siqueira Filho.

A Fábrica de Açúcar foi construída a partir de um projeto moderno, com layout compacto, e com a mais alta tecnologia do setor sucroenergético nacional. A planta apresenta baixo consumo de vapor, alto nível de automação, atende às boas práticas de fabricação e às normas de segurança. “A nossa prioridade é produzir um açúcar de alta qualidade para atender aos clientes mais exigentes do mercado”, explica o diretor comercial, Henrique Penna.

A solenidade de inauguração terá a presença do Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que, na ocasião, também irá inaugurar o asfaltamento da GO-338, trecho que liga Goianésia ao povoado de Juscelândia.

Homenagem

A Fábrica de Açúcar receberá o nome do ex-diretor da Jalles Machado, Segundo Braoios Martinez, que faleceu em abril de 2015. Ele dedicou mais de 30 anos à empresa e ao setor sucroenergético nacional. Segundo ajudou a fundar a Jalles Machado, da qual se manteve à frente na área comercial por muitos anos, contribuindo para que a empresa se tornasse referência em produção de açúcar e etanol e em responsabilidade socioambiental no Brasil e no mundo. Também era acionista e membro do conselho de Administração.

Segundo teve forte atuação no setor sucroenergético. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (SIFAEG) e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar de Goiás (SIFAÇÚCAR) por 12 anos (2002 a 2014).

Assessoria de Imprensa da Jalles Machado

Safra de cana mantém mix mais alcooleiro

·         O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 45,44 milhões de toneladas na primeira metade de setembro de 2017, 19,95% acima do valor registrado no mesmo período do ano anterior.

·         Pela segunda quinzena consecutiva, o mix de produção foi mais alcooleiro do que aquele verificado em igual data do ciclo passado. Com efeito, da quantidade de matéria-prima processada na primeira quinzena de setembro, 47,96% direcionou-se à fabricação de açúcar: abaixo do patamar de 50% observado entre o final de julho e o início de agosto. Este resultado é também inferior aos 48,09% apurados na primeira metade de setembro de 2016.

·         Cabe destacar que a mudança na proporção de matéria-prima processada pelas unidades anexas (produtoras de açúcar e etanol) no início de setembro justifica o ligeiro aumento no mix de produção para o açúcar, em detrimento do etanol (de 0,01%), para os 15 primeiros dias desse mês (47,96%) comparativamente à segunda metade de agosto (46,95%). Nesse período, as anexas representaram 84,55% da moagem total do Centro-Sul, enquanto que nos primeiros 15 dias de setembro o índice totalizou 85,91% – o maior percentual observado na atual safra. Adicionalmente, vale esclarecer que a moagem menos intensa pelas autônomas (produtoras exclusivas de etanol) resultaram em um leve aumento do mix de produção agregado para açúcar sem praticamente nenhuma alteração no perfil de produção das unidades anexas.

·         A produção de etanol totalizou 2,10 bilhões de litros nos 15 primeiros dias de setembro do ciclo 2017/2018, crescimento de 30,34% sobre idêntica quinzena de 2016. Especificamente, o volume fabricado de etanol hidratado foi de 1,22 bilhão de litros (alta de 34,77%), enquanto aquele referente ao anidro atingiu 879,22 milhões de litros (24,66%).

·         A fabricação quinzenal de açúcar alcançou 3,13 milhões de toneladas.

·         O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 150,51 kg por tonelada de cana na primeira quinzena de setembro – até o momento, o maior valor na atual safra. No acumulado até 16 de setembro, este indicador totalizou 133,94 kg por tonelada, frente a 131,50 kg por tonelada contabilizados em 2016.

·         Entre o início do ciclo 2017/2018 até 16 de setembro, a moagem somou 427,00 milhões de toneladas, defasagem de quase 7 milhões de toneladas sobre o montante registrado até igual data da safra 2016/2017. A fabricação acumulada de açúcar atingiu 26,39 milhões de toneladas, ao passo que a produção de etanol alcançou 17,39 bilhões de litros (7,48 bilhões de litros de anidro e 9,91 bilhões de litros de hidratado).

·         As vendas do renovável pelas unidades produtoras do Centro-Sul totalizaram 1,10 bilhão de litros na primeira quinzena de setembro, dos quais apenas 26,79 milhões de litros direcionados à exportação e 1,07 bilhão de litros ao mercado doméstico.

·         O volume de anidro comercializado internamente somou 403,15 milhões de litros. Já o hidratado alcançou 668,53 milhões de litros, a segunda maior venda quinzenal em 2017, ficando atrás apenas do valor registrado na quinzena precedente (lembrando, porém, que a última metade de agosto apresenta 16 dias).

Unica

Jalles Machado e IAC lançam variedades de cana adaptadas às condições de Cerrado

A Jalles Machado e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentaram, ontem, durante o 5º Dia de Campo, as variedades IACCTC058069, IACCTC078008 e IACCTC078044, com características regionais adaptadas a ambientes restritivos que incluem déficit hídrico acentuado e solos desfavoráveis para produção. O evento reuniu cerca de 600 pessoas entre autoridades, lideranças e profissionais do setor sucroenergético brasileiro.

O Grupo Jalles Machado, composto por duas unidades agroindustriais, Jalles Machado e Unidade Otávio Lage, ambas localizadas no município de Goianésia-GO, desenvolve há 22 anos parceria com o IAC, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócios (APTA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de São Paulo. A parceria reúne trabalho científico e a expertise do Programa Cana IAC, com experimentos na área da Jalles Machado e investimentos públicos e privados.

O diretor do Centro de Cana e coordenador do Programa Cana IAC, Marcos Landell, ressalta que as novas variedades são resultado de um longo trabalho de pesquisa e desenvolvimento realizado pela instituição em parceria com a usina. “Em 2001, começamos a introduzir na Jalles Machado sementes de cana produzidas na estação de hibridação do IAC na Bahia com alto grau de variabilidade genética com o intuito de identificar os materiais que mais se adaptavam a essa região. Hoje, estamos colhendo os resultados desses anos de trabalho, com o lançamento dessas três variedades que apresentam alto desempenho nessas condições”, explica.

O diretor-presidente da Jalles Machado, Otávio Lage de Siqueira Filho, afirma que o trabalho que o IAC desenvolve é fundamental para o setor sucroenergético. “O Instituto Agronômico realiza pesquisas que possibilitam aos produtores de cana melhorar as técnicas de manejo e aumentar a sua produtividade agrícola por meio da adoção de variedades de cana que apresentam alta performance. Estamos muito orgulhosos dessa parceria e de apresentar as novas variedades desenvolvidas”, ressalta.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, fez questão de participar do lançamento das novas variedades. “É com muita satisfação que participo deste evento tão importante para o setor sucroenergético brasileiro. A Jalles Machado é referência por buscar inovação, produzir com sustentabilidade e formar parcerias, como essa com o IAC que nos proporcionam desenvolver e contribuir com novas tecnologias no Centro-Sul”, completa.

As variedades

As variedades IACCTC05-8069, IACCTC07-8008 e IACCTC07-8044 apresentam produtividade agrícola de 11% a 16% superior à da RB867515, a variedade mais cultivada no Centro-Sul do Brasil.

Além da alta produtividade, as novas variedades IAC apresentam grande longevidade, que deve se aproximar de dez cortes. Isto significa que o produtor terá que renovar seu canavial somente após a décima colheita – o que representa de duas a três colheitas a mais do que a média obtida nos canaviais. Esta é uma característica cada vez mais importante na canavicultura atual, segundo Marcos Landell. “Acreditamos que variedades com este perfil que estamos lançando permitam dois a três colheitas econômicas a mais, fazendo com que a renovação de um canavial se aproxime de dez colheitas”, afirma.

A IACCTC05-8069, IACCTC07-8008 e IACCTC07-8044 também apresentam resistência às principais doenças da cultura da cana-de-açúcar nessas condições regionais, que são: carvão, ferrugens, escaldadura e mosaico. “Uma das adicionalidades esperada em uma variedade é que ela, além de ser mais produtiva, tenha uma boa resistência de campo às principais doenças”, diz o pesquisador.

De acordo com Landell, a IACCTC05-8069 tem um perfil responsivo, isto é, ela responde de maneira mais acentuada a um manejo que transforme o ambiente original em outro de maior potencial. “Isto pode ser feito com a irrigação, com a utilização de compostos orgânicos, por exemplo”, explica o pesquisador. A IACCTC05-8069 é ainda mais competitiva no período de colheita de abril a agosto. Em condições de irrigação suplementar, ela se destaca ainda mais na comparação com a RB867515, que representa 29,9% das variedades plantadas na região de Goiás, de acordo com o senso varietal realizado pelo Instituto Agronômico. A IACCTC05-8069 tem teor de sacarose médio e sua época de colheita é no outono-inverno.

A IACCTC07-8008 apresenta rendimento agrícola em torno de 11% a 16% superior à da variedade padrão RB867515, em todas as épocas de colheita, tanto em ambientes restritivos, em condições de sequeiro, como em situação favorável, com irrigação complementar. “Seu grande destaque é a produtividade agrícola, originada principalmente na elevada população de colmos; esta característica proporciona à IACCTC07-8008 um grande potencial na produção de bagaço, expressa pelo indicador Tonelada de Fibra por Hectare (TFH)”, avalia o pesquisador. Seu teor de sacarose é classificado como médio e sua época de colheita vai do outono à primavera.

Já a IACCTC07-8044, que também tem perfil responsivo, é mais competitiva no período de colheita de abril a agosto, em ambientes considerados superiores. Sua colheita é feita no outono-inverno. De acordo com Landell, ela apresenta alto teor de açúcar durante um longo período da safra. “Em condições de irrigação suplementar, ela tem grande vantagem sobre a variedade RB867515 e uma população de colmos que é 38,9% superior à desta variedade padrão”. Landell explica que este perfil populacional é essencial em regiões de alto déficit hídrico, o que pode redundar em canaviais de grande longevidade. “Observa-se que um dos fatores de redução do número de colmos em um canavial é o déficit hídrico acentuado; uma variedade que parte de um número significativamente superior ao padrão nos permite inferir que ela deverá proporcionar uma perenização maior de suas soqueiras”, explica.

 

Cerradinho Bioenergia avança na produção de bioenergia em Goiás

Autoridades, lideranças setoriais e convidados prestigiaram, nesta quarta-feira, 20/09, a expansão do parque industrial da CerradinhoBio, em Chapadão do Céu, no sudoeste goiano. Presente no município desde 2007, a empresa investe sistematicamente em tecnologia para ampliar a produção de etanol e energia elétrica, a bioeletricidade (cogeração), a partir da queima do bagaço da cana. Esta energia limpa e renovável contribui para a manutenção do perfil limpo da matriz elétrica brasileira se constituindo como alternativa estratégica para o futuro energético no curto e no médio prazos.

Bioeletricidade

Aposta da empresa para diversificar o portfólio de produtos, a CerradinhoBio investiu 250 milhões de reais na expansão da sua capacidade de geração de energia elétrica. As obras para instalação da nova caldeira, duas novas turbinas e dois novos geradores foram iniciadas em 2015 e elevaram a capacidade de exportação de energia para 850 GWh/ano. A partir do acionamento da segunda caldeira, já em operação, a capacidade instalada de geração de energia é de 160 MW, suficiente para abastecer um município de 500 mil habitantes e suas indústrias, consolidando-se na maior termoelétrica de biomassa do país.

Nova Caldeira

De leito fluidizado, o equipamento tem capacidade de gerar vapor numa vazão de 400 tv/h com pressão de 65 kgf/cm2 e temperatura de 520°C, com eficiência de queima do combustível de 99,5%. O sistema de ciclo regenerativo permite produzir mais energia específica por unidade de combustível. Outra vantagem da caldeira é a queima de outras matérias-primas combustíveis, como cavaco de madeira, capim e outras fontes de carbono, inclusive resíduos urbanos tratados, fato que se constitui como benefício ambiental em relação às usinas termelétricas movidas a óleo combustível. A nova caldeira possui controle de emissão eficiente de poluentes, assegurando emissão dos particulados em níveis inferiores à 50% do permitido pela legislação ambiental.

Moagem recorde

A Cerradinho Bioenergia continua crescendo a cada safra. Na safra 16/17, a companhia obteve recorde de moagem: 5,061 milhões de toneladas de cana, e para atual, projeta um aumento adicional para atingir 5,4 milhões de toneladas. A CerradinhoBio é hoje a maior unidade industrial em moagem individual de Goiás. Há 5 safras o rendimento agrícola vem mantendo-se acima de 100ton/ha e a produtividade das colhedoras é a maior de todo o Centro-Sul do país.

Perspectivas

A CerradinhoBio mantém seu plano de crescimento sólido no país. Com controle de custos, investimento orgânico e valorização das pessoas e do meio ambiente a empresa promove esforços para elevar sua produção, utilizando modernas tecnologias que permitem produzir com eficiência e rentabilidade.

Sobre a Cerradinho Bioenergia S/A – É uma empresa atuante no setor de biocombustíveis e bioeletricidade com unidade industrial em Chapadão do Céu – GO. Tem capacidade de moagem de 5,4 milhões de toneladas de cana por ano e gera 3.800 empregos entre diretos e indiretos. No município vizinho de Chapadão do Sul – MS, a Companhia mantém um terminal férreo de transbordo para escoamento da produção própria de etanol e de terceiros para a região de Paulínia, em São Paulo, principal polo de distribuição do combustível do Brasil. A empresa pertence ao grupo Cerradinho, que conta com experiência de 4 décadas no setor sucroenergético.

Assessoria de imprensa da Cerradinho Bioenergia

 

Jalles e IAC lançam novas variedades de cana-de-açúcar

A Jalles Machado e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentarão, durante o 5º Dia de Campo, três variedades de cana-de-açúcar adaptadas a condições de Cerrado, desenvolvidas por meio de parceria entre a instituição de pesquisa e a usina. Serão lançadas as variedades: IACCTC058069, IACCTC078008 e IACCTC078044, que são muito adaptadas às condições locais, apresentando alto desempenho e adaptabilidade nesses ambientes de produção.

O Grupo Jalles Machado, composto por duas unidades agroindustriais, Jalles Machado e Unidade Otávio Lage, ambas localizadas no município de Goianésia-GO, desenvolve desde o ano de 1995 parceria com Instituto Agronômico, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócios (APTA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A parceria tem como principal objetivo a Pesquisa e o Desenvolvimento com a cultura de cana-de-açúcar, através do Melhoramento Genético do Programa Cana IAC, principalmente no que diz respeito à criação de variedades de cana regionais, que proporcionarão importantes ganhos agroindustriais para o setor sucroenergético goiano.

“As variedades de São Paulo não têm o mesmo desempenho na nossa região, devido ao tipo de solo e ao clima seco. Então, possuir variedades adaptadas às condições de Cerrado é fundamental para alcançarmos altas produtividades e também reduzir custos de produção”, explica o diretor-presidente da Jalles Machado, Otávio Lage de Siqueira Filho.

O 5º Dia de Campo será realizado nesta quinta-feira, 21 de setembro, a partir das 8h30, em área ocupada por pivô central de irrigação, onde já estão plantadas as novas variedades, na usina Jalles Machado, em Goianésia-GO. O evento reunirá um grande número de técnicos, produtores e fornecedores de diversas empresas da canavicultura do Centro-Sul brasileiro, além de autoridades e personalidades do setor sucroenergético nacional. E também é uma oportunidade para conhecer as mais modernas tecnologias utilizadas para verticalização da produção de cana-de-açúcar, visando ao aumento da produtividade, com foco em ambientes restritivos.

Serviço:

5º Dia de Campo IAC e Jalles Machado

Data: 21 de setembro, quinta-feira

Mais informações no site: www.jallesmachado.com/lancamentoiac

Programação:

•             8h às 9h30 – Recepção e Credenciamento

•             9h30 às 10h15 – Abertura

Diretor-Presidente do Grupo Jalles Machado – Otávio Lage de Siqueira Filho

•             10h15 às 11h – Estratégias para mitigação de déficit hídrico em regiões da canavicultura de Cerrado: manejo com a matriz 3D.

Palestrante: Dr. Marcos Guimarães de Andrade Landell

•             11h às 11h30 – Apresentação das variedades regionais

Palestrante: Dr. Marcos Guimarães de Andrade Landell

•             11h30 às 13h – Visita ao campo

Equipe do Programa Cana IAC

•             13h – Almoço

 

Fórum Nordeste 2017 vai discutir os desafios e oportunidades para os biocombustíveis

No dia 25 de setembro, o grupo EQM com o apoio do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco – Sindaçúcar, realizará o Fórum Nordeste 2017, em Recife/PE. O evento abordará os desafios e as oportunidades nos setores de biocombustíveis e energias limpas.

Para fazer a cerimônia de abertura do Fórum, foram convidados o Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho e os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara; de São Paulo, Geraldo Alckmin; e de Alagoas, Renan Filho; o prefeito de Recife, Geraldo Julio; e o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro, também estão confirmados.

Serão destacados no evento, de acordo com a programação, os temas: RenovaBio – Uma Nova Política de Biocombustíveis para o Brasil; Eletrificação e Desenvolvimento: o Papel dos Biocombustíveis; O Setor Sucroenergético e a Implementação do Acordo de Paris; Planejamento Energético Nacional: Perspectivas de Demanda e Oferta de Etanol, Gasolina, Biodiesel e Diesel.

Todos estes assuntos serão discutidos por personalidades como o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo; o Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do MME, Márcio Felix; o Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis do EPE, José Mauro Ferreira Coelho; a presidente da Unica, Elizabeth Farina; o presidente da Datagro e conselheiro do CNPE, Plínio Nastari; o diretor-geral da ANP, Décio Oddone; o presidente do Sifaeg/GO e do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha; o presidente do Sindaçúcar/PE, Renato Cunha; o presidente do Sindalcool/PB, Edmundo Barbosa; o presidente da Siamig/MG, Mário Campos; o presidente da Alcopar/PR, Miguel Tranin; o presidente da Biosul/MS, Roberto Hollanda Filho; presidente do Sindaçúcar/AL, Pedro Robério Nogueira, dentre outras autoridades.

Mais informações sobre a edição de 2017 do Fórum Nordeste no contato: forumnordeste2017@gmail.com.

Agência Udop