Executivos apresentam cenários e perspectivas da indústria da cana brasileira em evento internacional

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), representada por sua assessora sênior da Presidência para Assuntos Internacionais, Géraldine Kutas, marcou presença na quarta edição do ‘Sugar&Ethanol Summit – Brazil Day’.

O evento, realizado no último dia 10 de julho, em Londres (Inglaterra), é organizado pela Datagro e reuniu cerca de 130 participantes que debateram as principais questões sobre o mercado de açúcar e de etanol, com foco no Brasil.

A participação da UNICA no seminário foi mais uma ação do projeto que a entidade mantém junto à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que desde 2008 promove a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável no exterior.

A apresentação de Kutas teve como tema principal a sustentabilidade do setor sucroenergético brasileiro. A executiva ressaltou que a sustentabilidade no País é um objetivo coletivo que envolve governo, setor privado e parceiros, como ONGs e sindicatos. Os diferentes programas: Zoneamento Agroecologico, Código Florestal, Protocolo Verde, Projeto RenovAção, Consecana e Bonsucro também foram destacados. A executiva falou sobre a mecanização na colheita de cana na região Centro-Sul do Brasil, que hoje está acima de 90%, sobre as legislações brasileiras e os programas de certificação, lembrando que a ausência de certificação não necessariamente significa que a produção não seja sustentável, pois existem outros instrumentos para cumprir diferentes objetivos.

Importantes representantes do setor sucroenergético brasileiro também fizeram apresentações relevantes sobre o atual cenário da indústria.

(em pé) Paulo Roberto Souza durante sua apresentação Foi o caso do presidente da Copersucar, Paulo Roberto Souza, que focou sua palestra nos sinais de recuperação apresentados pelo setor. Souza explicou em detalhes como a demanda adicional de etanol tem sido suprida por conta de uma estratégia de mix de produção, que está privilegiando a fabricação do etanol ao açúcar. Ele também falou sobre as limitações da capacidade produtiva instalada no Brasil, a taxação do carbono e o consenso mundial dos líderes sobre esta questão.

Já Marcelo Vieira, diretor da Adecoagro, fez questão de abordar a cogeração em sua apresentação. Ele mostrou que a geração atual de bioeletricidade está muito longe do seu potencial, mas que mesmo assim, tem ajudado bastante o setor em termos de remuneração. Vieira também falou dos entraves que existem para a ampliação da cogeração, como por exemplo, as sobrecarregadas redes de transmissão.

André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético; Flavio Castelar, diretor do Arranjo Produtivo Local do Álcool (APLA); Renato Cunha, presidente do SINDAÇUCAR; Gustavo Leite, presidente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC); Jonathan Kingsman, consultor internacional de açúcar e biocombustíveis; e Jose Orive, diretor da ISO – International Sugar Organization, também fizeram palestras.

No dia anterior ao ‘Sugar&Ethanol Summit – Brazil Day’, Géraldine Kutas também compareceu ao coquetel oferecido pelo embaixador do Brasil junto ao Reino Unido, Roberto Jaguaribe e o representante permanente do Brasil junto a organizações internacionais em Londres, Claudio Federico de Matos Arruda.

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