Fórum Nacional Sucroenergético se consolida como principal representação nacional do setor

Atualmente composto por 16 entidades estaduais representativas do setor de açúcar, etanol e energia, o Fórum Nacional Sucroenergético (FNS) tem desenvolvido papel fundamental no encaminhamento das demandas da cadeia. Inclusive, tem conseguido um bom diálogo com vários ministérios do governo federal, especialmente por meio do Ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante. “A interlocução com o governo está melhor e o cenário é mais animador em relação ao ano passado”, diz André Rocha, atual presidente do FNS e do Sifaeg (Sindicato da Indústria Sucroenergética de Goiás). As medidas adotadas deste início de ano que favorecem o setor são sinal disso, como o reajuste do PIS/Cofins e o retorno da Cide, além da possibilidade de aumento da mistura do etanol anidro à gasolina, de 25% para 27%, nos próximos meses. “O humor do setor mudou, mas ainda temos uma série de conquistas e desafios a perseguir”, frisa Rocha. E, para isso, o FNS tem trabalhado muito, com a participação ativa de seus membros. O presidente da entidade destaca que o Fórum tem buscado uma atuação forte junto ao parlamento, tratando todas as principais demandas do setor de maneira estratégica e sem vaidades. “O propósito é sempre a união em prol do que vai beneficiar o setor como um todo.”   REPRESENTATIVIDADE NACIONAL – O FNS é a única entidade representativa do setor em âmbito nacional. “É verdade que temos entidades com participações regionais muito relevantes e que colaboram muito com as demandas da cadeia”, lembra Rocha. Mas o Fórum nasceu já com a missão de congregar as demandas e pontos de vista de todos os estados produtores do país. O Fórum surgiu informalmente em novembro de 2003, quando iniciaram os primeiros movimentos para criação dessa associação. No entanto, foi criado formalmente em 24 de julho de 2013. A entidade tem como meta promover a integração do setor sucroenergético em nível nacional, em torno de seus interesses e objetivos comuns, acompanhando a política governamental brasileira e internacional para os segmentos de açúcar, etanol e bioeletricidade. O objetivo é buscar, assim, o crescimento da produção desses produtos e de seus mercados em compatibilidade com as respectivas demandas, com sustentabilidade econômica e em harmonia com os melhores padrões de sustentabilidade socioambientais. E a atuação do FNS tem ganhado visibilidade e credibilidade. De acordo com Edmundo Barbosa, presidente do Sindálcool-PB, cada vez mais o Fórum é visto com grande respeito pelo Planalto, pelo Congresso e principalmente pelos Governadores de estados produtores. “Precisamos contribuir nessa direção, fazendo com que os reflexos econômicos em cada estado sejam melhor compreendidos”, diz. Para Rocha, a entidade exerce uma representação particular em torno dos interesses comuns do setor, procurando somar a sinergia de todas as entidades que a compõem. “E cada esforço local é fundamental na defesa dos interesses coletivos da agroindústria canavieira, que é uma bandeira maior.”   SINERGIA – Para Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL, o Fórum é a principal representação da agroindústria canavieira. “Sem sombra de dúvidas, visto ser o organismo que integra as lideranças do setor sucroenergético do país, enquanto aglutinador das demandas comuns a todos os estados produtores”, salienta. Para Edmundo Barbosa, o Fórum Nacional Sucroenergético é uma das maiores conquistas desses anos de dificuldades que o setor sucroenergético atravessa. “Com capacidade de articulação e a sinergia entre os seus membros, tem exercido uma resistência ativa e persuasiva em relação às demandas das unidades produtoras porque há muitas questões que são nacionais.”  Fonte: CanaOnline- www.canaonline.com.br