Notícia da safra

Usina Santa Helena deve ter uma boa safra

Cana de açucarImportante geradora de emprego, renda e recursos para o Estado de Goiás, em especial para a população de Santa Helena de Goiás (GO), município localizado a 200 quilômetros da capital goiana, a Usina Santa Helena de Açúcar e Etanol retomou as operações em julho, após período de suspensão das atividades e tem previsão de uma boa safra. No final de 2012, a Justiça de Anápolis decretou a paralisação de toda a unidade, por entender que a USH, que estava em processo de recuperação judicial, não teria como arcar com as despesas. Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) declarou nulas todas as decisões e o processo, antes avaliado em Anápolis, foi remetido para a juíza de Santa Helena, Bianca de Melo Cintra. A juíza deferiu pela recuperação judicial da usina, que pode retomar suas operações normais.

 Produção

Com o retorno, a unidade deverá ter uma moagem de 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar para a safra 2013/2014, enquanto para a próxima safra a estimativa é de superar os dois milhões de toneladas de cana moídas. Como é tradição da USH, a cana processada será dividida em 60% para a produção de açúcar e 40% para a de etanol. Com o início da operação de moagem, os ex-funcionários foram recontratados, somando total de 1.500 colaboradores e mais de seis mil famílias beneficiadas.

História

O presidente da USH, Munir Naoum, relembra o início de atuação da unidade em Santa Helena e a importância da usina para a economia goiana. Ele conta que na época da compra da empresa, em 1965, teve que ir contra todos da família, pois eles achavam que o negócio não daria certo. “Naquele período, Santa Helena não tinha estrutura para o funcionamento da usina. Mas aceitamos o desafio e colocamos a unidade para funcionar”, destaca. Munir Naoum relatou também que foi comparado a personalidades e políticos como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek por causa do espírito e a vontade em desenvolver o interior do Brasil.

Nos primeiros anos, ressaltou o empresário, a unidade produzia 30 mil toneladas de cana por ano, enquanto nos dias de hoje a usina tem capacidade para produção de 30 mil toneladas de cana por dia. O mesmo caso da produção de açúcar, que no início era de 45 mil sacas por ano, atualmente chega a 60 mil sacas por dia.

Ele disse que, por causa da relevância da usina para a região, na década de 80 precisou fazer investimentos, com a aquisição dos equipamentos mais modernos da época. “A usina passou a gerar energia elétrica suficiente para atender demanda própria. Além disso, fomos responsáveis por 50% do total do açúcar consumido no Estado de Goiás”, enfatizou.

Em 2008, com a crise econômica que afetou o setor sucroenergético, a unidade passou por dificuldades, inclusive com falta de investimentos, incentivo financeiro e linha de crédito, além das questões climáticas que prejudicaram as plantações. “Mesmo assim continuamos na atividade, desenvolvendo até os projetos sociais e ambientais que sempre fizeram parte da USH. Olhando para trás, percebo que a usina ajudou diversas famílias a se desenvolverem. Isso é muito mais importante”, destacou.

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