Inaugurada Usina Rio Dourado, segunda unidade da SJC Bioenergia

usina-rio-dourado-foto-lailson-damasio-2Foi inaugurada no dia 2 de outubro, em Cachoeira Dourada, Região Sul de Goiás, a Usina Rio Dourado, segunda unidade da SJC Bioenergia – joint venture formada em setembro de 2011 pela multinacional de alimentos Cargil e o grupo sucroenergético USJ. O governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, representantes da SJC Bioenergia, Cargill e Grupo USJ, parceiros, prefeitos de municípios da região, além de empresários do setor prestigiaram a solenidade de inauguração. Na ocasião, o governador anunciou obras a serem iniciadas na região sul de Goiás, como o asfaltamento das rodovias que ligam as cidades de Cachoeira Dourada a Itumbiara, além do processo de licitação e construção de rodovias ligando os municípios de Inaciolândia a Bom Jesus e de Vicentinópolis a Porteirão.

 Marconi Perillo também assinou uma ordem de serviço concedendo o crédito outorgado de 60% para o etanol anidro em Goiás, o que na prática equivale ao Fomentar e Produzir do etanol, que teve incentivo cortado quando ocorreu a substituição tributária. A iniciativa atende uma demanda do setor sucroenergético.

 Segundo o presidente executivo do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Etanol e Açúcar em Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha, a iniciativa do governo dará competitividade de custos à indústria sucroenergética. “Isso permitirá um ganho para a sociedade, já que somos grandes produtores e o preço do etanol nas bombas sempre está entre os dois menores do país, apesar de outros estados terem alíquotas menores de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), beneficiando o consumidor com produto mais barato e, assim, diminuindo a inflação.”

 Futuro

Segundo a presidente do Grupo USJ, Maria Carolina Ometto, o período é de cautela e consolidação de investimentos, e não de investimentos em novas usinas. “O que o setor precisa é de uma política pública federal de longo prazo, que incentive a produção de etanol e açúcar e garanta preços do biocombustível que sejam remuneradores. Isso não acontece hoje, com a política de preços da gasolina. Com a atual situação, as usinas precisam ganhar eficiência e reduzir custos, aumentado a produtividade com menores custos”.

 De acordo com o diretor da unidade de negócio de açúcar e etanol da Cargill no Brasil, Marcelo Andrade, uma forma de otimizar os custos é por meio de incentivos, como o anunciado aqui pelo governo estadual, para melhoria da logística da região, além de investimentos na capacitação da mão de obra, que precisa ser cada vez mais qualificada, e na modernização das usinas. “Na Rio Dourado, por exemplo, o processamento da cana-de-açúcar utiliza difusores, e não as tradicionais moendas. Isso reduz o custo de manutenção e aumenta a produtividade industrial”.

 O diretor geral da SJC Bioenergia, Abel Uchoa, acrescenta que em Goiás, das 37 usinas em funcionamento, apenas três usam o difusor, sendo que duas são da SJC Bioenergia – além da Rio Dourado, a outra é a Usina São Francisco, localizada em Quirinópolis. Ele reforça que esses investimentos têm como meta chegar a 15 milhões de cana-de-açúcar processadas em 2025.

 Usina Rio Dourado – Números

 •Investimentos de R$500 milhões;

•Produção anual de 220 milhões de litros de etanol, hidratado ou anidro, sendo este por meio de um sofisticado sistema de desidratação via peneira molecular. O volume de etanol produzido na usina é suficiente para abastecer uma frota de 200 mil veículos por ano;

•Capacidade de geração de 230 mil MW/ano;

•Colheita e plantio 100% mecanizados;

•As duas unidades da SJC Bioenergia (Rio Dourado e São Francisco) geram 2,3 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos na região;

•100 mil hectares de cana-de-açúcar plantada (própria e de fornecedores).

usina-rio-dourado-foto-lailson-damasio-14Governador usina-rio-dourado-foto-lailson-damasio-13Usina Rio Dourado - Foto.Lailson Damasio (1)

     

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