IV Simpósio SIFAEG/DATAGRO discute cenários do setor sucroenergético

  foto2O SIFAEG e a consultoria DATAGRO promoveram no dia 13 de dezembro, o IV Simpósio Sobre a Safra Sucroenergética. O evento foi na Casa da Indústria, em Goiânia e reuniu empresários, executivos e especialistas do setor de produção de etanol e açúcar para debater os cenários dos mercados nacional e internacional. Foi feita ainda análise da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil.

 O evento teve como palestrantes Plínio Nastari, presidente da Datagro, Guilherme Nastari, mestre em Agroenergia e diretor da DATAGRO; Otavio Tufi, consultor agrícola da DATAGRO e Manoel Bertone, ex-secretário do Ministério da Agricultura e atualmente CEO do Benri. André Rocha, presidente do SIFAEG e do Fórum Nacional Sucroenergético coordenou o Simpósio.

O presidente da Datagro, Plínio Nastari fez questão de ressaltar em sua palestra o peso que Goiás tem hoje no cenário da produção sucroenergética.

“A produção de etanol, açúcar e bioeletricidade em Goiás cresce acentuadamente, graças ao trabalho competente das usinas”, disse o consultor.

 Na palestra sobre Desafios de Curto Prazo, feita por Guilherme Nastari, foram comentados os cenários da produção do setor no último ano. Segundo ele, a demanda potencial por etanol hidratado e anidro até 2020 é tanta que,

hoje, seriam necessárias 120 novas usinas no Brasil para conseguir atender

ao mercado. A demanda por açúcar também seguirá crescendo. Para atender esse cenário o Brasil precisará processar 1 bilhão de toneladas de cana nos próximos 10 anos”, disse Guilherme.

 Sobre as perspectivas para a próxima safra, Plínio Nastari comentou que as empresas vão enfrentar ainda dificuldades em função do elevado endividamento do setor e da falta de uma política adequada do governo federal para a produção de etanol. Os desafios futuros, segundo o consultor, serão:

aumentar a produtividade agrícola e industrial, aumentar a eficiência dos carros flex usando etanol, usar co-produtos como: cogeração, Etanol 2G e biodigestão com mais eficiência.

 Na sequência, Otávio Tufi, consultor agrícola da Datagro, falou sobre os caminhos que as usinas precisam trilhar para obter ganhos de eficiência no processo agroindustrial. Segundo ele, é fundamental que os cuidados com o preparo do solo para plantio mecanizado da cana sejam cada vez maiores.

 Manoel Bertone, CEO da BENRI, Biomass Energy Research, abordou o tema Avaliação da Eficiência de Produção no Brasil no Setor Sucroenergético. Para o analista, mesmo com o governo federal não adotando políticas públicas positivas para o setor, as usinas estão fazendo o dever de casa e investindo em melhoria da produtividade agrícola e industrial. Bertone criticou objetivamente as ações da presidente Dilma que levaram o setor a enfrentar hoje uma enorme crise, principalmente em função do tratamento dado aos preços da gasolina, penalizando o etanol.

Apesar disso, Manoel Bertone disse que é otimista em relação ao setor sucroenergético.

 André Rocha, presidente-executivo do Sifaeg falou encerrando o evento, ressaltando a qualidade das palestras realizadas. Disse também que o setor tem investido em renovação dos canaviais e em ampliação da capacidade industrial.

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