Mais economia e eficiência no cultivo do canavial

Jalles MachadoPara ter economia no uso de adubos, corretivos e herbicidas, reduzir falhas na operação e aumentar o potencial de produção do canavial, a Unidade Otávio Lage, da Jalles Machado, em Goianésia, em Goiás, adotou a agricultura de precisão, uma tecnologia agrícola que utiliza GPS com correção de sinal em tempo real (RTK). E o principal resultado dessa ação foi ganho de rendimento e produtividade. Para a próxima safra, a novidade é o uso de veículo aéreo não tripulado (Vant). O equipamento realiza o mapeamento de áreas, inclusive com suporte de fotografias tiradas com o objetivo de ampliar o uso de piloto automático na colheita.

 A precisão

 Nas duas unidades da Jalles são utilizadas as tecnologias de controle de vazão, barra de luz e piloto automático. O primeiro é empregado para controlar a quantidade de corretivos – como calcário, fósforo e gesso – herbicidas e adubos aplicados no preparo de solo e nos tratos culturais. A barra de luz, presente na irrigação, serve para esticar os carretéis paralelamente e reduzir possíveis erros de sobreposição e/ou falhas na aplicação de vinhaça.

O piloto automático é a tecnologia que abrange mais operações, desde a sulcação, plantio e tratos culturais até a colheita da cana, permitindo maior precisão, diminuindo consideravelmente as falhas e os erros de operação, além de aumentar o rendimento.

O responsável pelo Departamento de Agricultura de Precisão da Jalles Machado, Jânio Lima, explica que o equipamento realiza a sulcação, garantindo o paralelismo das linhas, que proporciona maior aproveitamento da área. “A partir daí, é possível realizar todas as outras atividades, como plantio, quebra-lombo e colheita, tendo como referência essas linhas. Logo, essa tecnologia foi um grande avanço que proporciona ótimos resultados para a empresa”, afirma.

 O início

 O projeto de Agricultura de Precisão na Jalles Machado começou em meados do ano de 2003, com a aplicação de taxa variada de corretivos.  Com o processo de amostragem georreferenciada do solo foi possível detectar as diversas manchas e identificar as variações. Assim, foi possível aplicar a quantidade necessária de corretivos e herbicidas.

Em seguida, pilotos automáticos foram adquiridos para ajudar no preparo de solo e plantio, garantindo o paralelismo das linhas. Depois, o investimento foi na aplicação de Herbicida em Taxa Variável (HTV), aplicando a quantidade adequada de produto em cada local mapeado. “Hoje, já expandimos o uso de piloto automático para colhedoras de cana, motoniveladoras e operação de quebra-lombo. Somos uma das primeiras empresas no Brasil a fazer uso dessa tecnologia nessas atividades”, ressalta Jânio Lima.

Para minimizar barreiras e resistência à implantação das novas tecnologias, o Departamento de Agricultura de Precisão realiza cursos e treinamentos, que incluem desde cargos de liderança até os operadores de máquinas.

O operador de máquinas agrícolas, Paulo Gabriel Ribeiro, 42 anos, trabalha na Unidade Otávio Lage como safrista há três anos, no setor de Tratos Culturais. Segundo ele, em 2013, a atividade de quebra-lombo (realizar o nivelamento do solo nas entrelinhas da cana planta, deixando a área preparada para a colheita mecanizada) era manual, cansativa e exigia mais cuidado e atenção. “Fazíamos cerca de sete hectares por turno. Hoje, o uso de piloto automático facilita a realização da atividade, melhora a eficiência, qualidade e aumenta o rendimento, sendo possível fazer até 12 hectares por turno. Então, foi a melhor coisa que criaram para os operadores”, afirma.

 Imprensa Jalles Machado