Moagem no Centro-Sul atinge 1,59 milhão de toneladas na primeira quinzena de março

As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,59 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de março, queda de 53,48% em relação à moagem do mesmo período de 2018 (3,42 milhões de toneladas).

Para o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “a menor moagem se deve ao menor número de unidades em operação neste ano e ao clima mais chuvoso no início de março, que dificultou a operacionalização da colheita”.

Nos primeiros quinze dias de março, 27 unidades registraram moagem de cana, além de outras seis com fabricação de etanol de milho. No mesmo período de 2018, 50 unidades estavam em operação.

Sobre o etanol de milho, 52,76 milhões de litros foram produzidos na primeira metade de março, o maior volume quinzenal já apurado desde o início da série. A produção acumulada até o momento somou 745,05 milhões de litros, contra 490,14 milhões de litros no ciclo passado. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 16 de março de 2019, a moagem somou 566,05 milhões de toneladas, queda de 3,82% na comparação com o índice apurado no mesmo período do ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar registrada na primeira quinzena de março atingiu apenas 9,08 mil toneladas, redução de 80,95% frente à quantidade verificada no mesmo período de 2018. A produção de etanol, por sua vez, totalizou 141,90 milhões de litros, com a hidratação (conversão de etanol anidro para etanol hidratado) de 32 milhões de litros. No acumulado desde o início da safra corrente, a produção de etanol anidro alcançou 9,10 bilhões de litros, enquanto a de etanol hidratado 21,46 bilhões de litros. Assim, no agregado, o volume de etanol fabricado até 16 de março de 2019 atingiu 30,56 bilhões de litros, crescimento de 19,11% em relação ao valor observado em igual período do ciclo 2017/2018.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de março, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 1,22 bilhão de litros, sendo 37,83 milhões destinados à exportação e 1,18 bilhão de litros ao mercado doméstico. No mercado doméstico, mais uma vez as vendas de etanol hidratado foram destaque, atingindo 824,12 milhões de litros nos primeiros quinze dias de março, com crescimento de 23,51% em relação ao volume comercializado no mesmo período de 2018.

Para Rodrigues, “o preço do etanol hidratado continua atrativo e os consumidores estão optando pelo seu uso ”. Contudo, o executivo ressalta que o aumento no valor do biocombustível em algumas regiões do Brasil nas últimas semanas não guarda relação com o preço recebido pelo produtor – segundo o indicador diário publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA – ESALQ/USP) o valor ao produtor recuou 8% nos 10 últimos dias. As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, atingiram 363,67 milhões de litros na primeira metade de março. No acumulado desde o início da safra até o dia 16 de março, as vendas de etanol anidro ao mercado interno somaram 8,09 bilhões de litros. Já o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 20,05 bilhões de litros, crescimento surpreendente de 35,60% na comparação com o mesmo período da safra 2017/2018.