Presidente-Executivo do Sifaeg participa de debate na Conferência Datagro

O presidente-executivo do Sifaeg, André Rocha, foi um dos expositores do Painel “O POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA ” , realizado no 2º dia da 13ª Conferência Internacional Datagro, que aconteceu nos dias 21 e 22 de outubro, no Hyatt Hotel, em São Paulo.

Além do executivo goiano, foram palestrantes os Presidentes das entidades dos produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade : Edmundo Barbosa, Paraíba , Elizabeth Farina, UNICA, São Paulo , Manoel Ortolan, Orplana , Mario Campos Filho, Minas Gerais , Miguel Rubens Tranin, Paraná ,Pedro Robério de Melo Nogueira, Alagoas , Piero Parini, Mato Grosso, Renato Pontes Cunha, Pernambuco e Roberto Hollanda Filho, Mato Grosso do Sul.

O Painel foi coordenador pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari. O consultor citou os aspectos da crise que vem sendo enfrentada pelo setor sucroenergético nos últimos tempos.

Aspectos colocados pelos presidentes das entidades durante os debates.

André Rocha, Presidente-Executivo do Sifaeg e do Fórum Sucroenergético Nacional

-O governo federal parece muito mais interessando em defender a redução dos custos de produção do setor sucroenergético do que reconhecer que ele precisa fazer algo e adotar políticas adequadas e confiáveis para o setor;

-Os custos do setor seguem elevados, em função principalmente do câmbio;

 -O setor de produção de etanol, açúcar e bioeletricidade não fará novos investimentos enquanto não tiver segurança de que haverá retorno;

 -As empresas, independentemente de tamanho, não estão em condições confortáveis para fazer novos investimentos;

-É importante fazer gestões junto a ANFAVEA para melhorar o desempenho do carro flex;

– Destacou que o aumento de custos do setor tem fatores que o setor não tem controle, tais como: clima, câmbio, preços do diesel e dos fertilizantes e ainda mudanças na legislação trabalhista (Estatuto do Motorista) e também em várias leis ambientais;

-Cobrou uma discussão maior com o governo sobre um eventual aumento da mistura de anidro na gasolina para 30 %;

Pedro Robério de Melo Nogueira, Alagoas

-A ação governamental do governo várias vezes provocou dificuldades para o setor sucroenergético, mas mais uma vez, o setor irá, unido, superar essa crise;

-A solução para o setor depende só de vontade política. A crise atual não foi gerada pelos grupos sucroenergéticos, que inclusive cresceram nos últimos anos. Ela foi gerada fora do setor, por ações erradas no governo na questão dos combustíveis;

Mario Campos Filho, Minas Gerais

-A precificação do etanol anidro precisa ser revista porque ela também penaliza o setor.

-A forma de atuação hoje do Ministério Público tem elevado os custos de produção do setor por causa das exigências nas áreas ambiental e trabalhista;

Renato Pontes Cunha, Pernambuco

-É preciso valorizar as ações via poderes legislativos. As maiores conquistas do setor tiveram respaldo dos parlamentares que apoiam o setor sucroenergético;

-O legislativo pode ajudar o setor a pressionar o Poder Executivo a mudar sua atitude em relação à política para os combustíveis no Brasil;

Miguel Rubens Tranin, Paraná

-Paraná tem investido em logística para melhorar a competitividade do setor;

-O Estado tem limitações elevadas para o transporte de cargas via rodovias;

-As usinas investem em ações ambientais e sociais e não recebem nada por isso;

Manoel Ortolan-Presidente da Orplana

-Os fornecedores de cana não se sentem estimulados em ampliar investimentos diante das indefinições do setor;

-Os custos de produção da cana sobem constantemente inclusive em função de exigências ambientais e trabalhistas. Nesse contexto, a remuneração pela cana não é boa;

Roberto Hollanda Filho, Mato Grosso do Sul

-A geada afetou demais a atividade canavieira no MS. Mais de 100 mil hectares foram afetados e isso terá reflexos não só nessa safra atual, mas também nas próximas duas safras;

-O setor sucroenergético precisa mesmo fortalecer a ação junto aos parlamentares;

Piero Parini, Mato Grosso

-Como grande produtor de milho, o Mato Grosso deverá investir mais na produção do etanol de milho. Já existem duas usinas flex no estado que produzem de acordo com a safra de cana e de milho;

-Os níveis de produção do etanol de milho no estado são animadores;

-Essa produção não compromete a questão alimentar porque é feita apenas com o excedente de produção de milho;

Edmundo Barbosa, Paraíba

-É preciso fortalecer a ação política do setor e também fortalecer as entidades do setor;

-Elizabeth Farina, UNICA

-O grande desafio do setor é superar as dificuldades para que haja novos investimentos para novas unidades produtoras;

-Tanto etanol como açúcar tem peso na balança comercial brasileira porque esses mercados estão interligados;

-O governo sabe os prejuízos que tem causado ao setor ao favorecer a gasolina , mas não considera os pleitos do setor sucroenergético;

   

Deixe um comentário