Sifaeg participa da Conferência Internacional DATAGRO

logoAcontece em São Paulo, no Hyatt Hotel, a 13ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, com a participação de representantes de 29 países. O evento debate os principais temas de interesse do setor sucroenergético.

O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar e presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha participa do evento ao lado de várias outras lideranças do setor. O executivo participa como debatedor do Painel “O Posicionamento Estratégico da Indústria Brasileira”.

A secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo, Monika Bergamaschi e o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva, fizeram a abertura oficial do evento, que segundo a Datagro, recebe este ano o maior número de participantes de toda a história da Conferência. São cerca de 800 participantes.

Césario Ramalho citou em sua fala a importância estratégica do setor de produção de etanol, açúcar e bioeletricidade no Brasil como segmento que engrandece o agronegócio nacional.

“O Brasil precisa valorizar o agronegócio e reconhecer o peso que a produção de etanol e açúcar tem na economia nacional. O setor sucroenergético mudou a cara do setor produtivo brasileiro e sofre com a política errada do governo para o setor”, disse. Segundo ele, o governo federal precisa mudar sua atuação nessa área. Paralelamente citou também a necessidade dos custos de produção nesse segmento.

O deputado federal por São Paulo, Mendes Thame, também falou na abertura do evento e fez criticas a atuação do governo que não adota políticas públicas adequadas para a produção canavieira no Brasil.

 A secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo, Monika Bergamaschi ressaltou que a Conferência Internacional Datagro é muito importante para colocar em destaque os desafios maiores do setor sucroenergético. Apesar da crise atual que afeta esse segmento, a secretaria elogiou a postura dos empresários do setor, que apesar das condições nem sempre favoráveis , seguem investindo na atividade.

O primeiro painel do evento: AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO NO BRASIL EM 2013/14 E PERSPECTIVAS PARA 2014/15, teve como palestrante Plínio Nastari, presidente da Datagro e como moderador, Manoel Carlos Ortolan, Presidente da Orplana.

Plínio Nastari ressaltou que o setor vem recuperando ao longo deste ano a produtividade ao mesmo tempo em que os investimentos em expansão da capacidade de moagem seguem em compasso de espera. Culpa da política de subsídio ao preço da gasolina que prejudica a produção de etanol.

“Tudo isso acontece num momento em que o mundo precisa ter confiança na capacidade brasileira de abastecer as demandas mundiais por biocombustíveis”, disse ele. O consultor citou ainda que as tarifas atuais para a bioeletricidade são muito ruins e não estimular investimentos nessa área por parte das usinas. “ A Lei da Balança, a Justiça do Trabalho e as fortes exigências ambientais também sufocam os produtores”.

A redução da pobreza no mundo e no Brasil resultam em crescimento de mercados para o açúcar e para o etanol. Situação que ocorre num cenário onde não estão acontecendo investimentos em novas usinas no Brasil que seriam fundamentais para ampliar a produção. 175 bilhões de litros será a demanda por etanol até 2020, segundo estimativas da Datagro.

Num cenário já próximo o consultor prevê preços mais remuneradores para os produtores de etanol e açúcar, mas disse que o Governo Federal precisa apenas regular o setor com competência e deixar o mercado dar as regras.

Em sua palestra Nastari disse ainda que a unificação das alíquotas de ICMS seria muito positiva para o setor e para o consumidor.

Citou também que é preciso que sejam garantidos financiamentos em condições satisfatórias para a ampliação e modernização dos parques industriais das usinas e também da adoção de novas tecnologias para aumentar a produtividade agrícola.

Para a safra 2014/15 a tendência é de que seja mais uma vez bem alcooleira. “Na verdade essa indústria e toda cadeia à ela relacionada precisam sentir confiança para seguir investindo” , disse Plínio. Etanol de cana e carros flex têm sim muito futuro na opinião dele sem contar a bioeletricidade que também terá importância cada vez mais estratégica no Brasil. Outro ponto, o excedente mundial de açúcar será reduzido nos próximos dois anos.

Apesar de todas as dificuldades o consultor se mostrou confiante quanto ao futuro do setor, tanto devido aos cenários nacionais como também em função de variantes do mercado internacional de açúcar e biocombustíveis. “Apesar de todas as dificuldades a demanda nesse setor segue crescendo. O mundo todo quer os produtos desse setor. É preciso ter confiança.”

No debate que se seguiu com a mediação de Manoel Ortolan foram colocadas questões como necessidade de uma grande articulação política do setor pra buscar uma interlocução adequada com o governo federal. Ele lembrou a importância do setor se unir ainda mais com a classe política para buscar as soluções para os gargalos do setor.

O 2º painel do evento teve o tema: NOVAS TECNOLOGIAS. O moderador foi José Gustavo Leite, CEO do CTC. Daniel Bachner, Diretor Global para Cana-de-açúcar da Syngenta, falou sobre “Tecnologia e manejo integrado para aumento da produtividade no campo.”

Segundo o executivo os desafios no cultivo da cana se potencializaram nos últimos anos, principalmente em função das mudanças aceleradas impostas pela mecanização do plantio e da colheita. “ Houve queda na produtividade em função de sanidade inadequada das mudas de cana, do uso de tratos culturais errados e grande ação de pragas e doenças de solo. Houve redução de produtividade por causa de falhas nos canaviais”, disse ele. Citou ainda a importância de investimentos em viveiros nas usinas, garantindo mudas melhores e agilidade na correção de falhas no plantio.

Na sequencia foi feita a explanação sobre o tema “ O potencial de expansão do etanol de celulose”. O expositor foi Bernardo Gradin, CEO da GranBio.

Segundo ele o etanol de segunda geração deixa de ser um sonho e já vira realidade e será componente da matriz energética nacional. Na Itália, já existe uma planta de etanol celulósico em operação comercial.

No Brasil, o executivo citou problemas burocráticos que emperram a velocidade dessa produção do etanol celulósico. Apesar disso, a empresa investiu na implantação da primeira planta de etanol celulósico no Brasil. A usina está localizada em Alagoas. A estimativa é de que serão produzidos 168 milhões de litros de etanol de segunda geração no Brasil nos próximos dois anos. Falou ainda sobre a CANA ENERGIA. Investimentos em pesquisa estão viabilizando uma cana mais robusta, muito mais produtiva.

O último a falar no painel foi Henrique de Amorim Neto, da Fermentec. Ele falou sobre “Impacto do projeto e do processo na eficiência de uma destilaria”.

“São necessários investimentos maiores na eficiência das usinas”, disse ele abrindo sua palestra.

Citou questões como:

-Melhoria da decantação do caldo. Para que isso ocorra é preciso a limpeza dos aquecedores de forma adequada. Citou a adoção da tecnologia de Caleagem a quente para facilitar o trabalho. Foram expostas também formas mais adequadas para a fermentação do caldo. Fermentação continua e fermentação batelada. Feito comparativo entre os dois processos, a Fermentec recomenda a batelada que apesar de mais cara, gera resultados mais positivos em termos de rendimento.

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