Vendas de etanol no mês de maio batem recorde histórico

Competitivo nas bombas da maioria dos postos do Brasil, o etanol hidratado, aquele utilizado diretamente no tanque dos veículos, alcançou um recorde histórico para suas vendas no mês de maio, chegando a 1,43 bilhão de litros comercializados em todo o País. Dados recentes publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela área de economia e análise setorial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), indicam que a participação do biocombustível, produzido à base de cana-de-açúcar, respondeu, em maio de 2015, por aproximadamente 23% da demanda de combustíveis do ciclo Otto. Esse resultado supera em muito os percentuais registrados no mês de maio de 2014, (15,7%) e maio de 2013 (14,8%).

 Na opinião do diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, a relação favorável ao preço do etanol hidratado frente ao seu concorrente, a gasolina, é um dos fatores que tem impulsionado este crescimento. “Os ajustes na tributação do etanol em alguns estados, a elevação do preço da gasolina e a maior produção do renovável pela indústria estão garantindo bons resultados de sua venda no mercado nacional”, afirma Rodrigues.

 Em Minas Gerais – onde a partir de março deste ano o ICMS cobrado sobre o hidratado diminuiu de 19% para 14%, enquanto a alíquota do mesmo imposto para a gasolina C aumentou de 27% para 29% – as vendas do biocombustível somaram 142,83 milhões de litros em maio, mais que o dobro do volume observado no mesmo mês do último ano. Esse crescimento do consumo de etanol hidratado também ocorre em outros importantes estados produtores, como São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso.

 Já o consumo de gasolina vem registrando queda. Fazendo um comparativo entre o aferido em maio de 2014 para maio de 2015, a demanda pelo combustível fóssil diminuiu em mais de 12%. Esta tendência de mercado traz ganhos ambientais, já que o etanol emite até 90% menos gases causadores do efeito estufa quando comparado a gasolina. Além disso, a boa performance comercial do renovável também deve diminuir a importação de combustíveis de forma a garantir o suprimento doméstico neste ano.

 Preço ao Produtor

 Por outro lado, a expansão do consumo de etanol hidratado ocorre paralelamente à queda do preço pago ao produtor. Com a pressão da maior oferta (decorrente também da necessidade de caixa por grande parte do setor para honrar compromissos financeiros), os preços pagos ao produtor acumulam desvalorização. Segundo levantamento do CEPEA para CONSECANA-SP, o preço líquido recebido pelas usinas paulistas que era de cerca de 1,30 R$/litro antes do restabelecimento parcial da CIDE e do reajuste do PIS/COFINS em 1º de fevereiro de 2015, caiu para 1,23 R$/litro em maio de 2015.

Assessoria de imprensa